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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Conselheiros do ministro da Saúde garantem que faltam mil milhões no SNS





8.Novembro.2017
 
Conselho consultivo do Governo recomenda um orçamento plurianual para a Saúde e lembra que o dinheiro não tem chegado para cobrir as despesas do SNS. Resultado: dívida já ultrapassa mil milhões de euros.

Foto:  MARIA JOAO GALA

O orçamento para a Saúde deve passar a ser plurianual para permitir um planeamento efectivo neste sector em que a suborçamentação se sucede de ano para ano e a dívida a fornecedores não pára de aumentar. Esta é uma das recomendações que vão ser apresentadas aos representantes da tutela e à Assembleia da República esta quarta-feira pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), órgão independente consultivo do Governo que visa garantir a participação dos cidadãos na definição de políticas e promover uma cultura de prestação de contas à sociedade.

A dívida aos fornecedores do Serviço Nacional de Saúde (SNS) já é superior a mil milhões de euros, nota, a propósito, o presidente do CNS, Jorge Simões, que justifica a importância de passarmos a ter orçamentos para mais do que um ano nesta área: “Na saúde ou as coisas se pensam com o mínimo de antecedência ou então andamos sistematicamente a decidir em cima do joelho”.

No total, em 2015, a despesa corrente com o SNS e os serviços regionais de saúde da Madeira e dos Açores ascendeu cerca de 9,2 mil milhões de euros, destaca o CNS. Deste valor, a maior parte foi gasta com cuidados curativos: os hospitais representavam 57% da despesa.

Até parece muito dinheiro, mas os dados indicam que a despesa corrente e a despesa pública com saúde em percentagem do PIB (Produto Interno Bruto) foram baixando nos últimos anos e agora são inferiores à média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), ao contrário do que acontecia num passado recente.

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