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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Doenças respiratórias continuam a matar. Em Portugal são a terceira causa de morte




O Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR) divulga hoje, 23 de novembro, no auditório dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, o Relatório de 2017 referente aos dados da situação atual e evolução dos últimos anos relacionados com as doenças respiratórias. 
 

Na 12ª edição do Relatório destacam-se as mortes que as doenças respiratórias continuam a fazer e o facto de menos de 2% dos doentes com indicação para reabilitação respiratória a terem acesso a este tratamento em Portugal.

José Alves, pneumologista que assumiu a presidência do Observatório Nacional de Doenças Respiratórias e da Fundação Portuguesa do Pulmão reconhece que “há muito a melhorar, a todos os níveis, na classe médica, nos profissionais ligados à saúde, nas metodologias definidas e a definir, na forma de as implantar, no relacionamento das instituições, na forma como se pensam a elas próprias, como se relacionam com a tutela e na forma como a tutela se relaciona com todos. Há muito a melhorar na uniformização e na equidade da prestação dos serviços, tratamentos e atos médicos na área da saúde respiratória”.

No entanto, sublinha que “apesar de tudo o que devemos melhorar, pertencemos ao grupo restrito de países com a esperança de vida superior a 80 anos.

As doenças do sistema respiratório são uma das principais causas de morte na União Europeia, incluindo Portugal onde continua ser a terceira causa de morte. Sendo que a neoplasia maligna de traqueia, brônquios e pulmão é a doença respiratória que mais mata, seguida das doenças crónicas das vias respiratórias inferiores. A pneumonia (excluindo o cancro do pulmão) é de longe a maior causa de letalidade respiratória em Portugal – cerca de 55 mil mortes por 100 mil habitantes, um valor muito acima da média europeia que é de cerca de 25 mil mortes.
 
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