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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Em Portugal, as perdas de água destinada a consumo humano ascendem a 60%

 
22.Março.2016

Quercus

Os sistemas de abastecimento público nacionais têm capacidade para servir 95% da população, mas só 85% os utiliza. Quercus quer “fiscalização mais eficaz” para fontes alternativas.

Em 2015, o sector agrícola desperdiçou 42% dos caudais que lhe foram destinados
Rui Gaudêncio

A organização ambientalista Quercus diz estar “preocupada” com o actual ritmo de poluição antropogénica da água no país e exige “medidas firmes” de protecção dos recursos hídricos, alertando para a “limitada capacidade de regeneração” dos aquíferos subterrâneos e de superfície.

A qualidade global da água em Portugal “está longe de ser satisfatória”: 20% das águas superficiais correm sério risco de poluição e 50% das zonas húmidas estão “em perigo de extinção” devido à exploração excessiva das águas subterrâneas, sublinha a Quercus.

O plano Nacional da Água destaca que em 2015 o sector agrícola desperdiçou 42% dos caudais que lhe foram destinados, números que revelam deficiências nas redes de rega. Nos sistemas de abastecimento para consumo humano as perdas ascenderam aos 60%. Na indústria, desperdiçou-se 29% do volume de água que foi canalizada para o sector.

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