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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Fim dos duodécimos. No final do ano é igual, mas no final do mês pode perder até 89 euros

IRS

 
Autores:
Ana Suspiro
 
 Agência Lusa


Simulações de fiscalista da Deloitte indicam que corte no rendimento mensal pode variar entre 41 euros e 89 euros para salários de 1.500 euros. Alívio no IRS de 2108 não é suficiente para compensar.
António Cotrim/LUSA

O parlamento aprovou esta sexta-feira o fim do regime de pagamento do salário em duodécimos dos subsídios de Natal e férias para o setor privado a partir de 1 de janeiro. No final do ano é igual. Recebe o mesmo. Mas o valor líquido que recebe todos os meses vai baixar para quem tinha este regime. O fim dos duodécimos termina também para os funcionários públicos e pensionistas em 2018, mas para estes contribuintes o regime não era opcional.

Segundo as simulações feitas por Luís Leon, fiscalista da consultora Deloitte, a perda de rendimento líquido pode chegar aos 89,72 euros para um contribuinte solteiro sem dependentes que tenha um rendimento bruto mensal de 1.500 euros. Este foi o limite máximo analisado porque abrange o maior número de remunerações pagas em Portugal.

Para um contribuinte com um rendimento mensal bruto de 1000 euros, o corte no cheque salarial pode chegar aos 64 euros. O maior impacto em termos relativos será no entanto nos vencimentos mais baixos. A simulação para um contribuinte solteiro e sem dependentes que ganhe 557 euros dá um corte de 41,3 euros, o equivalente a 7%. E nestes casos não há qualquer alívio na carga fiscal sobre os salários porque estes trabalhadores já não pagam IRS.

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