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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Gás natural. “Fatura das famílias portuguesas é baixa”


ENERGIA



por: Bárbara Silva

22.11.2017



Presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Gás Natural admitiu que em Portugal os preços do gás natural são superiores à média europeia.

Pedro Ricardo, Presidente da AGN
( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )
  
O papel do gás natural como backup na produção de eletricidade, em caso de seca “não é de todo a visão” das empresas do setor, garante o presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Gás Natural (AGN), Pedro Ricardo, sublinhando que o principal foco a longo prazo está precisamente no abastecimento da indústria nacional.

“Temos de assegurar que, de cada vez que há necessidades de pôr a trabalhar as centrais a gás natural, como este ano, ele passa por Portugal e a eletricidade é depois exportada para Espanha, e não o contrário. Apesar da cada vez maior produção de energias renováveis, o gás natural tem um papel importante no mix energético nacional. Não é um papel principal, mas é relevante. As renováveis são competitivas na produção de eletricidade para o consumo doméstico, mas estão longe de competirem com o gás natural na indústria. Temos de tratar bem o setor industrial, porque o segmento doméstico vai estar sempre a baixar o consumo”, disse o responsável da AGN ao Dinheiro Vivo à margem do encontro anual da associação que decorreu hoje, em Lisboa.

Na sua intervenção, Pedro Ricardo reconheceu a dependência do gás natural das centrais elétricas portuguesas, admitindo o “impacto grande” que esses consumos representam para o setor, sobretudo este ano. “Quando tiramos de um setor consumos tão relevantes tem um impacto grande. Este ano para o gás natural está a ser um bom ano. Têm sido batidos recordes. A má notícia para o país é que provocado pela seca”, acrescentou, destacando que as centrais elétricas a gás portuguesas “têm capacidade para trabalhar tão bem como as de Espanha” e não devem ser prejudicadas.

Em relação ao preços do gás natural, o presidente da AGN admitiu que em Portugal são superiores à média europeia, sobretudo nos consumidores domésticos, muito por causa dos consumos reduzidos registados no país. No entanto, e apesar dos preços altos, garante que “a fatura de gás das famílias portuguesas é baixa”. Com o consumo doméstico de gás natural responsável por apenas 5 a 6% do total, os restantes 94 ou 95% dizem respeito à indústria, onde os preços já se encontram em linha com a média europeia, garante não só a AGN como também ERSE.

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