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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Há cada vez mais doentes hospitalizados com superbactérias mortais



15.Nov.2017

A resistência combinada a antibióticos de última geração é um problema cada vez maior não só em Portugal, mas também em todo o mundo.
créditos: AFP
 
Em 2016, e contrariando a tendência para a estabilização deste problema na maior parte de países europeus, Portugal voltou a assistir a um aumento da percentagem de doentes infetados com Klebsiella pneumoniae resistente a antibióticos de largo espectro e também a carbapenemes. A notícia é avançada pelo jornal Público.

Nos mapas do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), Portugal aparece várias vezes a vermelho nesta matéria. Há, no entanto, boas e más notícias nos últimos dados que esta quarta-feira vão ser apresentados em Bruxelas pelo ECDC, escreve o jornal.

Os carbapenemes são antibióticos de fim de linha usados exclusivamente nos hospitais para tratar infecções graves e cujas bactérias já desenvolveram resistências a outros fármacos. Quando não funcionam, a alternativa é recorrer a antibióticos antigos, mais tóxicos, como a colistina.


"Com a crescente resistência mesmo a antibióticos de fim de linha, enfrentamos um futuro preocupante em que cirurgias de rotina, partos, pneumonias e mesmo infecções de pele poderão tornar-se de novo potencialmente fatais", alerta o comissário europeu para a saúde e segurança alimentar, Vytenis Andriukaitis, citado pelo referido jornal.

12 superbactérias
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