[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Livro de reclamações



À ACOP
ASSOCIAÇÃO DE CONSUMIDORES DE PORTUGAL
Venho solicitar a vossa opinião acerca do que segue:

No passado dia 24 /03/2017 comprei um telemóvel na ... - Dolce Vita –,  em Ovar, modelo SMART ASUS ZENFONE 3 64 SAPHIRE BLACK , no valor de 349.99 €.

Juntamente com a compra do respectivo aparelho comprei um prémio de seguro no valor de 54 €com a durabilidade de 12 meses para que assim o aparelho ficasse protegido em todas as situações as quais não estivesse abrangidos pela garantia.

E, por sugestão do empregado da referida loja, adquiri o seguro para, na eventualidade de haver algum acidente, o mesmo ter a reparação assegurada.

Acontece que no dia 06/07/2017 o telemóvel apresentou uma avaria.

Dirigi-me à loja da ... com o aparelho, para que o mesmo fosse arranjado.

O que acontece a seguir é que é muito estranho, na minha opinião.

Por essa razão gostaria de saber qual o vosso entendimento a esse respeito.

Feita a análise ao equipamento, por parte do empregado da ..., logo me foi dito que teria de ser enviado para a marca.

Acontece que alguns dias decorridos, sou contactada pela marca (pelo menos foi essa a indicação) para ser informada de que o equipamento tinha duas avarias e que uma delas não estava abrangida pela garantia legal.

Ou seja, para a marca arranjar a avaria coberta pela garantia tinham que abrir o telemóvel e que podiam ocorrer danos no aparelho que já não estariam cobertos pela garantia. O que me deixou muito confusa. Por essa razão, para que o aparelho me fosse devolvido sem danos, a reparação tinha de ser suportada por mim. Reparação essa com o valor de 39.54 euros.

Inicialmente não concordei, mas com base nos argumentos dele e por o respectivo aparelho me fazer falta, acabei por aceitar a reparação.

Quando fui contactada para ir levantar o equipamento, e já na loja, eu pedi ao funcionário que activasse o seguro para cobrir essa despesa. Afinal, o propósito do seguro era esse mesmo.

Para meu espanto fui informada de que era melhor não o fazer já, até porque só poderia utilizar esse seguro uma única vez durante os 12 meses, ou seja, o tempo de vigência do mesmo.
Pois poderia vir a ter necessidade de utilizar o seguro no futuro e assim já não o poderia fazer.

Uma vez mais não concordei.

Ora isso nunca me tinha sido informado. Sinto que fui enganada. E que também não fui capaz de lidar com este assunto de forma a fazer valer os meus direitos como consumidora.

Até porque acabei por pagar o valor da reparação que me foi solicitado, ou seja, os 39.54 €, uma vez que já havia pago à seguradora um prémio de 54 € pelo seguro.

Estando o telemóvel dentro da garantia - e com um seguro contra todos os danos –, acabei por não ter qualquer benefício com estes instrumentos legais ao dispor dos consumidores.

Face ao exposto, pergunto: Decorrido este tempo eu não posso reclamar a devolução do valor que me foi ilegalmente cobrado?

Agradeço desde já o cuidado prestado. Mais que não seja, gostaria que essa gente ficasse a saber que apesar de tudo não fiquei convencida da legalidade da atuação deles.

De futuro vou ter de ser mais cuidadosa e exigente para comigo mesma.

Desde já o meu muito obrigada, sem outro assunto termino.


Consumidora devidamente identificada
OVAR

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