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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Portugal é um dos países da OCDE em que nascem mais bebés com baixo peso

13-11-2017
Saúde 
Imagem Desdobramento

Portugal é o 5.º país da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com mais bebés nascidos abaixo de 2500 gramas, 8,9% do total de nascimentos. De acordo com o relatório Health at a Glance 2017, divulgado na passada sexta-feira, os primeiros lugares do top 5 são ocupados pela Indonésia (11,1%), Colômbia (9,5%), Japão (9,5%) e Grécia (9,2%).
O número de bebés com menos de 2500 gramas, considerado o limiar de baixo peso, nascidos em Portugal cresceu 59% em 25 anos, uma evolução superior à média. Segundo o relatório da OCDE, a tendência é geral, “sobretudo por causa do aumento dos partos prematuros”. No entanto Portugal integra a lista de países em que a linha ascendente foi mais acentuada: “Coreia, Espanha, Portugal, Grécia e Japão registaram grandes aumentos (50% ou mais) de nascimentos de bebés de baixo peso desde 1990”, destaca a OCDE.

Quanto às justificações, Luís Graça presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal, aponta o aumento dos partos prematuros e as doenças maternas. “A idade materna é cada vez mais avançada e portanto mulheres de 40 anos têm menor probabilidade de fazer o bebé desenvolver-se dentro do útero do que mulheres de 30. Por outro lado, o aumento da idade leva a que haja mais patologia associada à gravidez, nomeadamente hipertensão, diabetes que podem também levar a que tenha de se interromper a gravidez mais cedo por motivos de saúde materna ou crescimento fetal”, revelou o obstetra em declarações ao jornal Público.

Ainda sobre a idade da mãe, o relatório faz referência às técnicas de procriação medicamente assistida (PMA), que têm permitido que mulheres mais velhas sejam mães, sendo a idade um fator para a prematuridade. Segundo o último relatório do Conselho Nacional de PMA, apresentado recentemente, em 2015 nasceram em Portugal 2.504 crianças como resultado do uso das várias técnicas de PMA, o que representou 2,9% do número total de nascimentos nesse ano.

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