[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Se o gigante não acordar, vamos passar fome daqui a 50 anos


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Empreendedorismo


Cortar o desperdício e otimizar a produção. São esses os conselhos centrais para evitar que aumentar a população signifique expandir a fome. O ECO apresenta cinco startups que estão a tratar disso.

Há um gigante a dormir no chão. “Temos de nos unir, gritar-lhe, saltar-lhe em cima, fazer uma festa”, explica Tristam Stuart. Nesta metáfora, o gigante são os cidadãos de todo o mundo, o sono é o consumo inconsciente e a urgência é a diferença entre a fome e o conforto, em 2067. No palco do i-Danha Food Lab, na vila histórica do distrito de Castelo Branco, o ativista britânico acrescenta: “Não temos de dobrar a produção de alimentos, temos é de tornar esse sistema mais eficiente e resiliente”.

“Quando eu andava na faculdade, estava na moda o lema ‘pense globalmente, faça localmente’. Parece-me que desapareceu, mas hoje é mais importante do que nunca”, deixa a nota João Mil-Homens, companheiro de Tristam no painel sobre como alimentar a humanidade nos próximos 50 anos. O representante português do Horizon 2020 (o maior programa de investigação e inovação promovido pela Comissão Europeia) tem uma certeza: a mudança virá, não só através da regulação prescritiva como também (e sobretudo) pela implementação de um escrutínio próprio”.

“Companheirismo”, responde Tristam. “Existe essa palavra em português? Em inglês, pelo menos, significa aqueles com quem se divide o pão e, portanto, se virmos alguém desperdiçar esse pão, cabe-nos a nós chamá-lo à atenção“. O que pode ser feito para evitar esse desperdício alimentar e garantir a potencialização dos recursos, num mundo cujo número de bocas a alimentar não para de crescer? O ECO foi conversar com cinco das startups presentes no evento deste fim de semana e que estão a fazer parte deste esforço.

O que fazer com um terraço? Um viveiro!

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