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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Zero diz que todos os consumidores de luz pagam incineração de Lisboa e Porto. Governo refuta



SAPO 24

Os ambientalistas da Zero afirmam que todos os consumidores de eletricidade pagam os subsídios recebidos pelas unidades de incineração de resíduos de Lisboa e Porto, como se produzissem energia renovável, mas a queima de lixo resulta em emissões.
Segundo as contas da Associação Sistema Terrestre Sustentável, Zero, as unidades de incineração de Lisboa e Porto - a Valorsul e a Lipor- "têm estado a receber 28 milhões de euros por ano a partir dos consumidores de eletricidade", um dinheiro extra que recebem para além da energia que produzem, sendo "uma benesse que os governos têm dado a estas unidades para queimarem resíduos".

"Grande parte desse dinheiro vem de consumidores que estão fora dos sistemas de Lisboa e Porto", afirmou à agência Lusa Rui Berkemeier, da Zero, acrescentando que "há um fluxo de 20 milhões de euros que vem dos consumidores de eletricidade do interior e de zonas que não são Lisboa e Porto, para que seja mais barato tratar o lixo" nestas duas áreas metropolitanas.

Para a Zero, trata-se de um sistema que "favorece quem vive nas grandes metrópoles e prejudica quem vive no interior do país".

Além do aspeto de "justiça social e de coesão do país", há também a vertente ambiental, no lixo, considerada "muito grave", segundo a Zero, que analisou a atribuição de subsídios dados às operações de incineração de resíduos urbanos nas duas unidades de Lisboa e Porto, baseada na consideração de que a energia obtida é uma energia renovável.

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