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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Banco de Portugal mais otimista avisa que há fragilidades estruturais que não podem ser ignoradas


Banco de Portugal

 
 
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A instituição reviu em alta as suas previsões para o crescimento e espera a continuação da retoma, mas antecipa um abrandamento e avisa que há fragilidades estruturais que não podem ser ignoradas.

O Banco de Portugal está mais otimista sobre a evolução da economia portuguesa, antecipando mais crescimento este ano e no próximo, com o aumento do consumo e do investimento empresarial mais dinâmicos que o antecipado em outubro. A economia vai abrandar nos próximos anos, mas a retoma vai manter-se ancorada num crescimento robusto das exportações e na redução do desemprego para perto de 6% até 2020. Banco central avisa que há “fragilidades estruturais que não podem ser ignoradas”. 
 
A instituição liderada por Carlos Costa atualizou as suas previsões para a economia portuguesa, com a publicação esta sexta-feira do Boletim Económico de dezembro, e apresenta agora previsões alinhadas com as do Governo para este ano – um crescimento do PIB de 2,6% – e ligeiramente mais positivas no próximo ano – a economia a crescer 2,3%, contra os 2,2% que o Governo prevê.

Em outubro, o Banco de Portugal antecipava que a economia crescesse 2,5%, menos uma décima do que o que espera agora, melhorando quase todas as componentes do crescimento, com exceção do consumo público que se estima agora que aumente este ano, mas de forma residual.

A procura interna terá sido chave para a atualização das previsões para este ano. O consumo privado deverá ser superior ao que se esperava há dois meses, com o consumo de bens duradouros ainda em expansão depois de as famílias terem adiado a renovação deste tipo de bens – como carros e eletrodomésticos – durante os anos mais duros da crise.
 
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