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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Cápsulas de detergentes e crianças: há cuidados que não pode esquecer

05-12-2017
Dicas 
Imagem Desdobramento

As cores e formatos apelativos fazem com que as crianças as confundam com gomas e guloseimas e, por isso, um número considerável das chamadas recebidas no Centro de Informação Antivenenos (CIAV) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem na base intoxicações com cápsulas de detergentes. Quem o diz é Fátima Rato, médica do CIAV, que avança: o procedimento imediato por parte de quem está junto da criança passa pela lavagem abundante com água corrente, durante 10 a 15 minutos.
As cápsulas de utilização unitária de detergente para lavagem de roupa ou loiça contêm entre 30 a 50 ml de um detergente concentrado, revestidas por um invólucro solúvel em água. No mercado há já alguns anos, estes produtos são a preferência de um grande número de consumidores e as cores brilhantes e chamativas são particularmente atrativas para as crianças que as podem confundir com guloseimas, rebuçados ou doces. Desde 2015 o CIAV registou quase 300 ocorrências deste tipo, a maioria por parte de crianças com menos de dois anos de idade.

De acordo com a médica responsável do CIAV, Fátima Rato, estas intoxicações resultam, na maioria dos casos “do seu manuseamento pelas crianças, que ao rebentarem as cápsulas nas mãos ou na boca, atingem os olhos, a boca e a pele”. Ainda que a maior parte das situações seja de gravidade relativa, dependendo de diversos fatores, podem provocar lesões, nomeadamente ao nível ocular, com consequências potencialmente mais graves.

Consoante o órgão atingido pelo contacto direto com o produto, assim são as lesões que se verificam:
- Pele: eritema (pele vermelha, irritada)
- Olhos: ardor, olho vermelho, edema (inchaço) palpebral ou mesmo uma queimadura química
- Boca: vómitos, alterações na orofaringe (garganta), ou alterações respiratórias por aspiração do produto.

Porque nunca é de mais chamar a atenção de pais e educadores para os cuidados a ter em casa para evitar este tipo de acidentes, o INEM aconselha-o a manter estes produtos longe do alcance das crianças:
(...)
 

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