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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Controlar a asma em crianças e adultos permitia poupar 184 milhões de euros



5.Dezembro.2017

 Saúde

Pessoas com a doença não controlada custam mais do dobro do que pacientes com a asma estabilizada.

Foto: O objectivo central dos investigadores foi avaliar o impacto económico da patologia 
PAULO RICCA

Se todas as crianças e adultos que sofrem de asma tivessem a doença controlada conseguiríamos poupar cerca de 184 milhões de euros por ano em Portugal, indicam dois estudos realizados por investigadores do Cintesis — Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde.

“Há muito dinheiro que se perde em Portugal por não controlarmos a asma”, sublinha o orientador dos trabalhos científicos, João Fonseca. O médico, que também é vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, calculou com outros investigadores do Cintesis os custos directos e indirectos da asma não controlada para concluir que, só com as crianças e jovens até aos 17 anos, seria possível poupar 30 milhões de euros por ano. O Cintesis está sediado na Universidade do Porto mas conta com a colaboração das universidades Nova de Lisboa, Aveiro, Algarve e Madeira.

O objectivo central dos investigadores foi avaliar o impacto económico da patologia para chamar a atenção dos decisores políticos e das instituições do Serviço Nacional de Saúde para a importância do controlo (evitando crises de agudização) desta doença inflamatória crónica das vias aéreas. Uma doença que se caracteriza por episódios recorrentes de pieira, falta de ar, tosse, aperto no peito e cansaço e que hoje é muito desvalorizada, devido à preponderância das formas ligeiras, apesar de haver casos graves.

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