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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Genéricos para o colesterol vão fazer os portugueses poupar 20 milhões

O fim da patente do Crestor (rosuvastatina) previsto para 1 de janeiro pode representar uma poupança de "mais de 20 milhões de euros por ano" para os doentes e para o Estado, acredita Paulo Lilaia, presidente da Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (Apogen).




No mercado devem surgir vários genéricos da rosuvastatina, um dos medicamentos para a redução do colesterol vendidos em Portugal, muito mais baratos do que o original, o Crestor, acredita Lilaia, citado pelo jornal Público.

Atualmente, a comparticipação estatal desta fármaco cifra-se nos 37%, tendo a maior parte da despesa de ser suportada pelos doentes. No entanto, caso optem por recorrer ao genérico, poderão ver a fatura do seu medicamento descer consideravelmente. "Para os utentes, a poupança vai ser gigante", assegura Lilaia.

O mercado da Rosuvastatina representa, no mercado de venda ao público, uma receita de 40 milhões de euros por ano. Uma vez que os genéricos têm que ser no mínimo 50% mais baratos do que o fármaco original, o responsável estima que a poupança seja "superior a 20 milhões de euros".

Como a patente do Crestor expira a 31 de Dezembro, o líder da Apogen acredita que várias empresas vão lançar genéricos, "uma vez que este é um mercado [dos medicamentos para o colesterol] muito competitivo"

Em outubro, a Rosuvastatina era a oitava substância ativa que mais encargos para o Serviço Nacional de Saúde.

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