[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

O cliente é parvo e nunca tem razão



Consumidores




por: Laurinda Alves

5/12/2017 






Existe um sem número de empresas que nos fazem pagar valores inconcebíveis por bens e serviços, usurpam-nos o dinheiro, põem-nos de castigo ou desprezam-nos mesmo quando foram elas que se portaram mal

Existe um sem número de empresas que nos fazem pagar valores inconcebíveis por bens e serviços que podem ser adquiridos online, usurpam o nosso dinheiro e depois põem-nos de castigo ou desprezam-nos mesmo quando foram elas que se portaram mal. Organizações cuja cultura de empresa parece ser “haja o que houver, o cliente é parvo nunca tem razão!”.

Cada vez há mais companhias destas no mercado e o problema é que não só nos enganam e confundem, como fazem germinar à sua volta uma cultura daninha de não-protesto. As pessoas sentem-se enganadas, defraudadas e até vigarizadas, mas acabam por encolher os ombros, desistindo de protestar quando percebem que as suas reclamações, mesmo cheias de razões, são remetidas para endereços de email de onde chegam, desfasadas, respostas-padrão escritas por gente que nunca dá a cara nem atende o telefone. Aliás, nunca há contactos de telefone nestas empresas, para evitar este confronto de voz.

Na realidade há muitas organizações que maltratam os seus clientes e abusam da sua confiança, defraudando as suas expectativas. Empresas online a operar em múltiplos países, a cobrar valores muito acima daquilo que seria legítimo e até a sacar dinheiro dinheiro aos mais incautos. Há estas e há as outras, que fornecem serviços a preços justos ou até low cost, mas quando alguma coisa corre menos bem, nunca estão lá para amparar os seus clientes, para os compreender e compensar, fidelizando-os à sua marca. Dou dois exemplos: o Viagogo, site criado para comprar bilhetes de concertos, e a Ryanair.

Em lado nenhum está escrito que o Viagogo pode cobrar mais 100€ do que o valor nominal que aparece impresso nos bilhetes que vende online e remete por mail, mas na realidade cobra. Pior, fica-nos com o dinheiro e não faz devoluções porque argumenta que é mesmo assim.

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