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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Pico da gripe. Bastonário dos médicos diz que falta “capital humanos” nas urgências

29 dez, 2017 
in "Rádio Renascença"
Renascença
DGS já admitiu um aumento de casos, mas garante que foram tomadas as medidas adequadas para combater um surto. Consulte aqui os conselhos para se proteger.

Foto: Lusa Foto: Lusa

O bastonário da Ordem dos Médicos acredita que, tal como em outros anos, a actividade gripal vai congestionar as urgências nos próximos dias.
Miguel Guimarães contraria a Direcção-Geral da Saúde (DGS) e garante que não foram tomadas as medidas adequadas. Diz que “falta de capital humano nos serviços de urgência - médicos e enfermeiros e outros profissionais - para haver capacidade de resposta” e fazer face ao pico que se aproxima.
“Prevejo que nas urgências vá acontecer o mesmo que aconteceu noutros anos e vão ficar obviamente sobrecarregadas. Infelizmente!”, admitiu à Renascença, lembrando que a maior parte destes doentes não precisaria de ir às urgências, mas tem que haver capacidade de resposta nos serviços primários.
A DGS já admitiu um aumento de casos, mas garante que foram tomadas as medidas adequadas para combater um surto de gripe. O alargamento dos horários dos centros de saúde e o adiamento de consultas programadas são medidas previstas para responder à maior procura dos serviços de saúde em Lisboa e Vale do Tejo devido à gripe.
“Não sei quando é que eles prevêem o pico, mas, neste momento, as respostas já estão a ser insuficientes em vários hospitais do país”, admite o bastonário Miguel Martins.
No início do mês, também a Ordem dos Enfermeiros alertou para um eventual agudizar de situações de caos nas urgências. A culpa, disse a bastonária, é do ministro da Saúde por não ter reforçado os serviços hospitalares para a época gripal.
Proteja-se do frio
A Direcção-geral da Saúde faz uma série de recomendações a propósito do Inverno, de modo a evitar complicações mais graves derivadas do frio, como doenças respiratórias e lesões.
As principais são:
  • Manter o corpo hidratado e quente;
  • Manter-se protegido do frio (nomeadamente, as extremidades: através do uso de um cachecol, um gorro, luvas e calçado quente);
  • Manter a casa quente (entre os 18 e os 21 graus);
  • Manter-se em contacto e atento aos outros;
  • Estar especialmente atento caso tenha alguma doença crónica ou problema de saúde, dado que “as temperaturas extremas e frias são factor de descompensação”, diz Graça Freitas, directora-geral da saúde.
Outras recomendações importantes são:
  • Manter a correcta ventilação das divisões com lareiras, braseiras, salamandras ou equipamentos de aquecimento a gás;
  • Evitar dormir/descansar muito perto da fonte de calor;
  • Apagar ou desligar os sistemas de aquecimento antes de se deitar ou sair de casa;
  • Promover uma boa circulação de ar, não fechando completamente as divisões da casa, mas evitando as correntes de ar frio;
  • Atenção à utilização de botijas de água quente, para evitar o risco de queimadura;
  • Usar várias camadas de roupa, em vez de uma única muito grossa, e não demasiado justas para não dificultar a circulação sanguínea;
  • Fazer refeições mais frequentes encurtando as horas entre elas, dando preferência a sopas e a bebidas quentes, como leite ou chá;
  • Aumentar o consumo de alimentos ricos em vitaminas, sais minerais e antioxidantes (por exemplo, frutos e hortícolas), pois contribuem para minimizar o aparecimento de infeções;
  • Evitar bebidas alcoólicas, que provocam vasodilatação com perda de calor e arrefecimento do corpo.
A DGS sublinha que todos estes cuidados devem ser reforçados no caso dos grupos mais vulneráveis, ou seja:
  • Crianças nos primeiros anos de vida;
  • Pessoas com 65 ou mais anos ou com mobilidade reduzida;
  • Portadores de doenças crónicas;
  • Pessoas que desenvolvem actividade no exterior;
  • Praticantes de actividade física no exterior;
  • Pessoas que consomem álcool em excesso ou drogas ilícitas;
  • Pessoas isoladas ou em carência social e económica.


 

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