[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Um terço dos hospitais sem plano para prescrição de antibióticos



15.Dezembro.2017

Prevalência de infecções hospitalares baixou de 10,5% para 7,8%. Resultado deixa responsável por programa da Direcção-Geral da Saúde muito satisfeita. Médica admite, porém, que ainda há “muito trabalho” a fazer.

Foto: MARIA JOAO GALA

Cerca de um terço dos hospitais públicos e 85,7% dos agrupamentos de centros de saúde não dispõem ainda de programas de apoio à prescrição de antibióticos, obrigação instituída por despacho desde 2013, numa altura em que a resistência aos antimicrobianos e as infecções hospitalares são um reconhecido problema de saúde pública.

Uma auditoria recente revelou que a situação melhorou substancialmente desde 2013 e que há cada vez mais hospitais com médicos responsáveis por estas equipas que revêem e validam a prescrição de antibióticos de largo espectro e fazem recomendações aos colegas. “Mas ainda temos muito trabalho pela frente”, admite a nova responsável pelo Programa de Prevenção e Controlo de Infecções e Resistência aos Antimicrobianos da Direcção-Geral da Saúde, Maria do Rosário Rodrigues, que nesta sexta-feira apresenta o relatório relativo a 2016, no Porto.

O documento está recheado de boas notícias. A melhor é a de que a prevalência de infecções hospitalares diminuiu substancialmente em Portugal entre 2012 e 2017. Temos agora uma taxa de infecções adquiridas nos hospitais durante o internamento de 7,8%, segundo os resultados preliminares do último inquérito, quando em 2012 era de 10,5%, quase o dobro da média dos países da União Europeia (6,1%). 

Ainda sem conhecer a actual média europeia — que será revelada pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) em Março de 2018 —, Maria do Rosário Rodrigues afirma estar muito satisfeita com este resultado.

()

Sem comentários: