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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Vacina contra a gripe tem eficácia muito inferior ao esperado

Especialistas alertam para a disfunção entre vacinas e extirpes ativas em cada ano. E um estudo indica, agora, que a eficácia da vacina da gripe é muito inferior à de outras doenças.

Karoly Arvai/Reuters
 
A vacina contra a gripe recomendada pela Direção-Geral da Saúde (DGS) pode ter uma taxa de eficácia muito inferior ao esperado, segundo alertam os especialistas, tendo em conta situações similares em outros países e tendo também em atenção os resultados de um estudo, que indicam que a eficácia da vacina da gripe é inferior à das vacinas dirigidas a outras doenças.

A vacina da gripe é concebida para imunizar contra a extirpe sazonal do vírus da gripe, que este ano é predominantemente do tipo influenza A (H3N2), uma extirpe particularmente agressiva para alguns grupos da população, particularmente entre pessoas muito idosas com outras comorbilidades. Nos últimos anos, tem sido outro subtipo do vírus Influenza A o predominante: o H1N1, que causou a que ficou conhecida como “Gripe suína” e que, quando surgiu, em 2009, gerou grande alarme público.

De acordo com informação oriunda de diferentes centros de vigilância mundiais, o H1N1 não é o vírus influenza A mais prevalente em 2017, mas sim um outro subtipo: o H3N2, também do tipo A. No Brasil, por exemplo, dos casos de gripe identificados este ano, apenas 2% foram registados como sendo H1N1, ao passo que na maioria dos casos foram identificados como H3N2.

Eficácia de apenas 10%

No início do mês, peritos de saúde dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla inglesa) norte-americanos e da Organização Mundial de Saúde (OMS) alertaram para o facto da vacina administrada este ano nos EUA ter uma eficácia de apenas 10% face ao vírus dominante no país, o H3N2.
 
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