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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Vício de videojogos passa a ser considerado doença

Entre os principais sintomas estão problemas de sono, fracos resultados escolares, isolamento, a troca de prioridades e uma má alimentação.

Foto: Magnus Fröderberg 



Foto: Magnus Fröderberg


A Organização Mundial de Saúde (OMS) vai começar a considerar o vício em videojogos como um distúrbio psquiátrico. 


A partir de 2018, com a publicação do manual da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, depender dos videojogos passa a ser considerado com uma doença mental e não apenas como um vício, escreve o “Diário de Notícias”. 

Quais os sinais de quem está viciado? Isolam-se da família e dos amigos, deixam de fazer actividades que eram habituais, têm problemas de sono e de alimentação, passando a ter pior rendimento escolar. 

“É muito importante haver o reconhecimento de que não é um problema simples de alguns adolescentes. Há uma minoria que tem problemas muito graves e que têm que ser diagnosticados”, referiu Pedro Hubert, psicólogo especialista em adição de videojogos, ao diário. 

Este reconhecimento da OMS vai permitir "fazer legislação, prevenção, diagnóstico e tratamento", ao mesmo tempo que contribuirá para que "os próprios promotores de videojogos possam ser responsabilizados pelo que fazem". No Instituto de Apoio ao Jogador, adianta o mesmo especialista, 20% dos pacientes têm problemas relacionados com os videojogos - há seis anos era de 1%. 

Segundo um estudo publicado no “Psychological Science”, em 2009, cerca de 8,5% dos jovens americanos entre os 8 e os 18 anos eram dependentes do jogo, percentagem que é de 5% entre os estudantes australianos e que sobe para os 15% na Suíça, na faixa etária entre os 15 e os 34 anos. Em Portugal, segundo os dados cedidos ao jornal por Pedro Hubert, a percentagem de jogadores patológicos subiu de 0,3% em 2012 para 0,6% em 2017 e a de abusivos passou de 0,3 para 1,2%.

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