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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Banco pressionado a captar 970 milhões para a Mutualista


por: Rosa Soares, Cristina Ferreira e Vítor Costa

18.Janeiro.2018
Montepio

Sindicato dos Bancários do Norte preocupado com a pressão que possa recair sobre os funcionários do Montepio para garantir financiamento pretendido pela Associação para 2018.

Foto: Associação Mutualista continua a recorrer ao banco para vender os seus produtos.
PATRÍCIA MARTINS

Os funcionários da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) enfrentam uma missão difícil, já que têm como objectivo para este ano a captação de 970 milhões de euros em produtos de capitalização, ou seja, em produtos que são da Montepio Geral – Associação Mutualista, instituição particular de solidariedade social, que é dona da CEMG.

Os produtos de capitalização da associação, como o Capital Certo, que está a ser comercializado, não são depósitos, não estando por isso abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos, sendo exclusivamente garantidos pelos capitais da Montepio Geral – Associação Mutualista (MGAM).

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O montante, que de acordo com o que o PÚBLICO apurou é elevado e que deixa o Sindicato dos Bancário do Norte preocupado pela pressão que pode ser imposta aos trabalhadores para o atingir, está inscrito no Programa de Acção e Orçamento para 2018 da associação. No documento, o objectivo é apresentado como “essencial para o sucesso do desempenho da actividade e para o crescimento do activo da MGAM. O montante previsto “incorpora o pressuposto de reaplicação da quase totalidade dos 370 milhões de euros das séries Capital Certo que vão vencer durante o ano e a captação de cerca de 50 milhões de euros de novas poupanças por mês”, refere o documento.

Ou seja, a associação está a contar que os funcionários convençam os clientes particulares a voltar a aplicar os 370 milhões de euros investidos há cinco anos, para além da captação adicional de 600 milhões de euros.
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