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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Carro em segunda mão pode sair mais caro que um novo


FINANÇAS PESSOAIS

 
 
 por: João Lopes Oliveira
 
 20.01.201
 
 
Optar por uma viatura usada aparenta ser a solução mais económica, mas aquilo que vê no stand pode não ser verdade.
 
Vender o carro ao stand
Aspeto: Cuide dos componentes do carro e do seu exterior tanto quanto possível. São menos encargos que deixa ao próximo proprietário e ajudam a valorizar o negócio.
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Na altura de comprar ou mudar de carro, as viaturas em segunda mão apresentam-se como a solução financeiramente mais viável, mas aquele que pode parecer um negócio bom demais para ser verdade é capaz de não passar disso mesmo. 
 
Sendo a quilometragem da viatura um dos principais fatores de decisão na altura da compra, existe a probabilidade de a quantidade de quilómetros que o veículo apresenta não ser verdadeira. É uma prática fraudulenta em que o antigo dono do automóvel adultera a informação dada pelo contador da viatura para a valorizar antes da venda.
 
Para quem é apanhado neste esquema, resta acreditar na boa vontade do dono do estabelecimento, que, não estando obrigado a tal, pode reembolsar o cliente. Se houve litígio mas não um consenso sobre a reversão do negócio, o diretor-geral da ACAP (Associação Do Comércio Automóvel De Portugal), Helder Pedro, explica ao Dinheiro Vivo que o comprador pode queixar-se, caso haja litígo, ao Centro de Arbitragem do Setor Automóvel que, voluntariamente, pode tentar juntar ambas as partes e aplicar uma resolução extrajudicial de litígios, mas se isso também não funcionar, os tribunais acabam por ser a última opção”.

Também ouvido pelo Dinheiro Vivo, o Instituto da Mobilidade e Transportes (IMT) salienta, no entanto, que “quem comercializa um veículo com os quilómetros viciados e seja alvo de uma queixa, pode, efetivamente, ser alvo de responsabilidades, caso seja provado foi o comerciante quem adulterou a quilometragem do veículo que comercializou”. Fonte da entidade diz ainda que não cabe ao IMT o registo ou receção das queixas dos compradores burlados, mas sim “às autoridades policiais e ASAE”.
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