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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

EDP já subiu o preço da eletricidade. Vale a pena voltar para o regulado?

A elétrica subiu o preço da luz no mercado liberalizado em 2,5%, em média, nesta quinta-feira. Já no regulado há uma descida este ano. Compensa voltar ao mercado regulado ou escolher outro fornecedor?
A elétrica subiu o preço da luz no mercado liberalizado em 2,5%, em média, nesta quinta-feira. Já no regulado há uma descida este ano. Compensa voltar ao mercado regulado ou escolher outro fornecedor?

Mais de quatro milhões de portugueses vão ver a fatura de eletricidade agravada. Depois de anunciar, a EDP cumpriu: nesta quinta-feira aumentou 2,5%, em média, o preço que cobra aos seus clientes do mercado liberalizado de eletricidade. A elétrica liderada por António Mexia que tem mais de 80% dos clientes deste segmento decidiu assim não acompanhar a descida média de 0,2% anunciada pela ERSE para a tarifa regulada. Tendo em conta estas alterações, impõe-se a questão: compensa a estes consumidores manterem a solução atual, regressar ao mercado regulado ou mudar de fornecedor?

Para perceber o que faz sentido fazer, o ECO realizou um conjunto de simulações no site da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). Simulações que tiveram em consideração três tipologias distintas de consumo — horário simples, bi-horário e tri-horário –, bem como o cenário de referência considerado pelo regulador do setor na determinação da poupança média na revisão das tarifas de eletricidade para este ano. Mais em específico foi considerado um consumo médio anual de 2.225 kWh e potência contratada de 3,45 kVA. Desta análise foram excluídos os tarifários com ofertas que implicassem custos adicionais ou estivessem dependentes de parcerias.
Tendo em conta este cenário, no caso da tarifa simples, a mudança para o mercado regulado não compensa para os clientes da EDP. A fatura dos clientes da EDP que estão no mercado liberalizado, já após a subida de preços deste operador, ascende a 556 euros anuais. Este valor fica aquém face aos 562 euros anuais que seriam cobrados a quem preferisse regressar ao mercado regulado, uma opção que passou a ser possível no início deste ano. Mas o mesmo já não acontece face a outros fornecedores de energia que apresentam propostas mais económicas. O tarifário mais barato permite poupar ao final de um ano 36 euros. Essa poupança é conseguida com a adesão a um produto que a Endesa tem em campanha: o tarifário Aniversário.

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