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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Mais mortes do que nascimentos? 2017 terá batido o recorde do século


 
22.Janeiro.2018

São dados provisórios ainda. Mas indicam que em 2017 houve mais 24 mil mortes do que nascimentos, o maior saldo negativo desde 2000. População está a encolher há nove anos consecutivos.
Foto: ricardo campos
 
A população portuguesa voltou a diminuir em 2017. O saldo natural negativo, que acontece pelo nono ano consecutivo, não surpreende os especialistas. Mas a sua dimensão gera preocupação: enquanto em 2009, primeiro ano em que o total de óbitos suplantou o de nascimentos, se ficou por perto de cinco mil, no ano passado terá rondado os 24 mil, segundo dados ainda provisórios.

Mesmo sem levar em consideração os fluxos migratórios, que têm sido sempre negativos nos últimos anos, e fazendo contas por alto, entre 2009 e 2016 perdemos quase 150 mil habitantes. “É uma tendência de declínio que se vem agravando de ano para ano. Temos menos nascimentos e, mesmo que haja oscilações [como aconteceu em 2015 e 2016, quando a natalidade aumentou um pouco], nunca conseguiremos recuperar os números de há alguns anos”, sintetiza a presidente da Associação Portuguesa de Demografia (APD), Maria Filomena Mendes.

Ao mesmo tempo, prossegue, “andamos a empurrar a morte para cada vez mais tarde, mas a população em risco de morrer em idades mais avançadas é cada vez maior e este facto — o de termos uma população muito envelhecida — faz com que haja mais mortes”.
PÚBLICO -
Não definitivos, porque têm de ser ajustados para filtrar eventuais duplicações e erros, como avisa um especialista da Direcção-Geral da Saúde (DGS), os dados já disponíveis, que o PÚBLICO cruzou, indicam que o saldo natural em 2017 poderá ser o mais elevado deste século (com os óbitos a suplantar ainda mais os nascimentos do que em anos anteriores).
 
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