[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Nasceram menos sete crianças por dia em 2017


Dados do Ministério da Justiça registam que há menos 2702 crianças em 2017 do que em 2016, uma diferença de, em média, menos 7,3 bebés por dia

António nasceu em dezembro e, não fossem as cólicas, seria sempre um anjinho, do tipo "come e dorme". Não foi planeado, até porque os pais nem este ano dariam esse passo. "Melhor assim, foi a melhor coisa do mundo e preparámos tudo durante a gravidez", diz a mãe, Madalena, de 31 anos. E já fazem contas ao segundo filho. O bebé, agora com um mês e uma semana, nasceu num ano em que Portugal voltou a ter menos crianças, recuando, aproximadamente, até aos números de 2015 (85 500 nascimentos).

Dados do Ministério da Justiça registam que há menos 2702 crianças em 2017 do que em 2016. Os registos e notariado indicam 88 150 nascimentos no ano passado, quando no período anterior eram 90 852, uma diferença de, em média, menos 7,3 bebés por dia. E, apurou o DN, os testes do pezinho revelam também uma descida, informação que deverá ser hoje disponibilizada pelo Instituto Nacional Ricardo Jorge.

As duas fontes de informação chegam à mesma conclusão: depois de dois anos em que a taxa de natalidade aumentou, os portugueses voltaram a ter menos crianças. Diferenças na ordem dos dois/três mil nados-vivos, o que para os especialistas são naturais na evolução demográfica da sociedade portuguesa (ver entrevista).

Acrescentam que a subida nos anos anteriores correspondem à recuperação das crianças "adiadas" nos anos da crise. A realidade deste ano é consequência do adiar da maternidade, do facto de haver menos mulheres em idade fértil, de uma migração negativa, da não divisão de tarefas domésticas e da falta de apoio à 1. ª infância.
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