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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Rio Mondego em Coimbra fica desassoreado em setembro, um ano antes do prazo contratado


 
O desassoreamento do Mondego em Coimbra deverá ficar concluído em setembro, prevê a empresa responsável pelo empreendimento, que reduz para metade o prazo contratualmente previsto para a execução da obra, que é de dois anos.
A empresa que está a proceder à extração de cerca de 700 mil metros cúbicos de sedimentos do leito do Mondego, em Coimbra, numa extensão de cerca de 3,2 quilómetros, e a efetuar a sua deposição a jusante do Açude Ponte, quer “devolver o rio à cidade tão cedo quanto possível”, prevendo ter a empreitada concluída em “setembro deste ano”, disse à agência Lusa Luís Corte Real, administrador da Mota-Engil.

Para isso, a empresa reforçou os meios humanos (cerca de 70 pessoas no total) e técnicos inicialmente previstos para a execução da obra e passou a trabalhar 24 horas por dia e seis dias por semana – aproveitando a paragem que faz ao domingo para proceder à manutenção do equipamento –, explicou Luís Corte Real.

Consignada em 11 de agosto de 2017, a dragagem entre a Ponte Rainha Santa Isabel (também conhecida por Ponte Europa) e o Açude Ponte tem o objetivo de “repor a geometria do projeto inicial”, com quase 40 anos. Visa, portanto, “repor a geometria do fundo do leito do rio às cotas” programadas e, simultaneamente, “repulsar os sedimentos para encher os fundões”, entretanto formados no leito do Mondego, a jusante do Açude Ponte, nas imediações da Mata Nacional do Choupal, em Coimbra.

“Voltar a dragar o Mondego” tem “um significado muito especial” para a Mota-Engil, “porque a grande obra, dos anos de 1970, de regularização do Baixo Mondego, foi feita pela empresa”, recorda Luís Corte Real.
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