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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Se pudessem escolher, as crianças iriam a pé para a escola



 9.Janeiro.2018
Mobilidade

“As cidades não estão pensadas para elas”, diz a autora de estudo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Foto:  Só 24% dos alunos entrevistados para um estudo ontem divulgado vão a pé ou de bicicleta para a escola
Nuno Ferreira Santos

O trânsito excessivo ou o reduzido número de passeios e passadeiras são alguns dos motivos apontados por crianças dos 6 aos 11 anos para explicar por que não se sentem confortáveis a fazer as suas deslocações entre a casa e a escola a pé. Os resultados são de um estudo da arquitecta paisagista Andreia Ramos, para a sua tese de mestrado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), recentemente completada, e têm por base um trabalho feito num agrupamento de escolas de Gondomar.

De acordo com o trabalho de investigação, menos de um quarto (24%) dos estudantes vai a pé ou de bicicleta para a escola. Os restantes alunos usam meios de transporte motorizados, sendo que 50% do total o fazem no automóvel particular da família ou de amigos.



ou sofre de obesidade


O cenário poderia ser diferente se as crianças decidissem, concluiu Andreia Ramos. Foi perguntado aos participantes qual o meio de transporte que utilizariam na deslocação casa-escola-casa se pudessem escolher. Oito em cada dez disseram preferir fazer o percurso por meios não motorizados.

As crianças evidenciaram uma “grande vontade de terem uma determinada autonomia” nas deslocações de que actualmente não dispõem, diz Andreia Ramos, em declarações ao PÚBLICO.

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