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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Remoção de amianto causa revolta e atrasa início do ano letivo no Restelo

Professores e funcionários da Escola Secundária do Restelo, em Lisboa, estão revoltados com o processo de extração das telhas de fibrocimento devido à exposição a um material que causa cancro.

O início das aulas na Escola Secundária do Restelo, em Lisboa, foi retardado em dois dias devido às obras de requalificação de alguns pavilhões que incluem a remoção de amianto.

Em vez do ano letivo ter início na segunda-feira, dia 17, como estava marcado, a comunidade escolar foi informada que apenas será no dia 19.
Esta escola é uma das várias centenas do País que tem telhas de fibrocimento, denominado amianto, um composto cuja utilização e comercialização está proibida desde 2005 devido ao perigo de inalação das partículas das fibras que o compõem. A exposição ao amianto pode causar, segundo a Organização Mundial de Saúde, várias neoplasias malignas, entre elas cancro no pulmão, cancro do ovário, cancro da laringe ou cancro do estômago.
Vários professores e funcionários da Escola Secundária do Restelo queixam-se que a remoção do amianto tem sido mal gerida. A “escola fechou dois dias, a 24 e 31 de agosto”, segundo disse à VISÃO um docente que pediu para que o seu nome não fosse publicado (assim como outros com quem falámos), mas “isto é uma questão de saúde pública”, já que nos restantes dias os professores e funcionários estiveram no recinto escolar. Ler + (...)

 

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