[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Um problema de água

Senhor Diretor,

(...) no intuito de alertar qualquer utente das Águas de Coimbra-EM, do seguinte facto que se passou na minha residência:
Sou cliente há dezenas de anos daquela Empresa e cumpridor dos meus deveres para com a mesma, como é timbre de um cidadão honrado que nunca fugiu às suas  responsabilidades e deveres. Sucede que, em Junho passado, o azar bateu-me à porta mascarado de uma arreliadora avaria numa válvula do meu equipamento (caldeira mural), avaria essa que teve como consequência um gasto desajustado ao histórico do meu consumo mensal, que se situou desde sempre entre um valor compreendido entre os 20 e os 30 euros, correspondente a uma média de 9/10 m3 de consumo.
Quando me apercebi da irregularidade, corrigi de imediato a anomalia, com a chamada à minha residência de um técnico credenciado, que reparou a avaria com a substituição da maldita válvula falida.
Em consequência de tal avaria, a fatura do dito mês de Junho veio com um valor de 215,73 euros, uma vez que durante algum tempo (talvez uma ou duas semanas), houve uma perda de água que foi diretamente dirigida ao coletor geral.
Não a consumi; sumiu.
Em tempo oportuno dirigi-me por escrito ao Senhor Presidente do Conselho de Administração da Empresa relatando o sucedido e solicitando a retificação da fatura para um valor consentâneo com o meu histórico de consumo mensal.
Posteriormente, em resposta ao meu pedido, recebi a comunicação de que havia sido efetuada a correção do valor daquela fatura dos 215,73 euros mas para os 140,05 euros (mesmo assim exorbitantes) e não para o valor normal dos meus consumos mensais, que é, como já referi, de cerca de 9/10 m3. Aliás, os Serviços podem concluir pela veracidade da minha informação, pois possuem (ou devem possuir) todos os dados necessários para chegar a essa conclusão.
As contas que me foram agora apresentadas pelos Serviços para chegar a este resultado dos 140,05 pouco me interessam, uma vez que sou leigo na matéria e não invalidam, de forma alguma, a injustiça de que fui alvo.
É certo que a situação não é imputável aos Serviços, mas também não me parece justo ser o cliente obrigado a pagar água que não consumiu, devido a uma avaria a que foi alheio e que pode acontecer a qualquer pacato cidadão deste País.
Resumindo e concluindo: eu, para além de ter arcado com as despesas do conserto da minha caldeira mural (que rondou os 70,00 euros), fui ainda penalizado com uma Itcoima”de cerca de100,00 euros ... Ainda se fosse de uns 30 ou 40 euros, correspondentes a um ou dois meses de consumo, vá lá, não me era difícil aceitar
este “castigo” ...
Tantas vezes tenho verificado, tal como os demais transeuntes que estejam atentos, a existência de ruturas em tubagens na via pública e em bocas de incêndio, dias a fio, cuja água tem o mesmo destino: desperdício pura e simplesmente.
Mas, nestes casos, os Serviços, ainda que avisados telefonicamente, agem tarde e a
más horas.
Face ao exposto, fácil é de concluir que a situação de que fui vítima não me parece, de modo algum, nem JUSTA nem MORAL.
Julgo que as Águas de Coimbra, pese embora o fato de terem a faca e o queijo na mão (inconvenientes dos monopólios ... ), deveriam ter um pouquinho mais de
atenção para com os seus clientes consumidores e bons pagadores.
Já agora, aproveito para pedir o favor ao Senhor Presidente do Conselho de Administração das Águas de Coimbra-EM, de colocarem na minha residência um contador inteligente, idêntico aos utilizados pela EDP, de forma a que eu passe a pagar somente a água que efetivamente consumo e não aquela que se perde. Seria
mais apropriado. (...)

Francisco Ribeiro Nunes
Coimbra
Diário AS BEIRAS, de 27 de Setembro de 2018

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