[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Pagar com dinheiro, cheques ou cartões. O que sai mais caro?

A população portuguesa realizou 5,6 mil milhões de operações de pagamento em 2017, mantendo-se o numerário como o meio preferido. Os dados são do Banco de Portugal (BdP), que estimou os custos sociais dos instrumentos de pagamento de retalho, das perspetivas privadas do sistema bancário, dos comerciantes e dos consumidores.

Os pagamentos em cash representaram 60% do total, seguindo-se os cartões de pagamento (29%). Os débitos diretos e as transferências a crédito registaram igual percentagem de uso, somando 10% no conjunto. O cheque é o instrumento de pagamento menos utilizado, representando apenas 1% do número total de pagamentos efetuados em 2017 e apresentando uma taxa de redução média de 10% ao ano desde 2015.
“Em 2017, a disponibilização dos instrumentos de pagamento de retalho em 2017 implicou custos sociais estimados em 1.909 milhões de euros (0,99% do produto interno bruto – PIB) e um custo per capita de 185,5 euros”, revela o estudo do BdP, que divide o fardo pelos comerciantes e banca principalmente, mas também pelos consumidores.
Os custos sociais são medidos através dos vários gastos que cada um dos agentes (consumidores, comerciantes e banca) que vão desde o tempo despendido em cada transação, às próprias taxas, passando por carrinhas de valores ou rendas. Nesta análise, o banco central concluiu que o dinheiro em numerário é o instrumento com mais peso (57,3%) Ler + (...)

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