[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

O seu próximo banco? Pode muito bem ser o Google

No último mês, a Google e a Revolut conseguiram licenças para prestar serviços financeiros em toda a Europa. Não tardará muito para que as tecnológicas entrem a fundo na concorrência com a banca tradicional. E será isso bom? 

Os relatos dos primeiros bancos organizados como tal remontam ao século XIV e, até há poucos anos, viver sem eles parecia-nos impossível. Agora, a banca está a passar por um processo de transformação que não poupa ninguém e que posiciona o cliente no centro da escolha. É o tempo das fintechs (empresas de base tecnológica que prestam serviços financeiros) que estão a revolucionar o setor e a ganhar adeptos todos os dias.
E se a história recente se tem feito de startups relativamente desconhecidas, a partir deste momento os grandes gigantes da tecnologia prometem ser os novos protagonistas. No final do ano, a Google obteve uma nova licença para operar serviços de pagamentos em todos os países da União Europeia, via registo concedido pelo Banco Central da Lituânia. A Amazon já estava em campo, com uma licença obtida no Luxemburgo, enquanto o Facebook também o fez, em 2016, com uma autorização irlandesa.
Se, até aqui, estas investidas têm estado limitadas a licenças de sistemas de pagamentos (e-money), agora uma startup ultrapassou tudo e todos e avançou com uma licença bancária a sério: a britânica Revolut, cujos cartões de pagamento já conquistaram mais de três milhões de clientes e que também chamou a atenção de investidores – de tal forma que a empresa já está avaliada em 1,7 mil milhões de dólares, atingindo o patamar de unicórnio. Ler + (...)

 

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