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domingo, 23 de junho de 2019

Bullying logo no 1º ciclo: como explicá-lo e como lidar com ele

Como se explica o bullying a crianças de seis anos? E como se lida com esta realidade nestas idades precoces? Reportagem com um projeto social numa escola do primeiro ciclo e dicas para pais de agressores e vítimas.

 Antes de mais, imagine uma vaquinha simpática a ilustrar algumas das regras MU (ou muuuuuuuito importantes), de utilidade geral em qualquer discussão: “Todos têm a sua vez”; “Escutar os outros com atenção”; “Não vale deitar ninguém abaixo”. Os alunos da Escola Básica Teixeira de Pascoais, em Lisboa, sabem-nas de cor, desde que, no início do ano letivo, começaram os debates sobre “gestão de emoções”, ou atitudes antibullying, nas atividades de enriquecimento curricular.

A primeira surpresa chega no cenário que encontramos, nada convidativo para iniciativas que ultrapassem o mínimo denominador comum – assegurar que os cerca de 280 alunos, do 1º ano ao 4º ano, tenham aulas. 
O edifício da escola é alvo de obras de reabilitação, que se arrastam há três anos, o que faz com que mais de 50% das salas de aula se situem em contentores e que o espaço de recreio esteja reduzido a 25% do que seria normal. A exígua área deixada pelas obras conduz a uma proximidade em que “os alunos chocam mais vezes e em que, num ápice, uma brincadeira acaba num pontapé”, diz o empresário Rui Coelho da Silva, presidente da associação de pais. No recreio, as situações de violência, física e verbal, têm aumentado. Mas, salvaguarda, “não nos encontramos em estado de sítio”. E foi numa “lógica preventiva” que a dinâmica Associação de Pais da Teixeira de Pascoais contratou duas psicólogas do projeto Escolas de Empatia, da ONG Par – Respostas Sociais, à semelhança do que fez com aulas de artes plásticas, de expressão dramática ou da horta pedagógica, para as quais recrutou professores externos, que paga com fundos próprios e financiamentos públicos. Ler + (...)

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