[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

CANAIS VÍDEO, CANAIS ÁUDIO, É PUBLICIDADE A RODOS...


CANAIS VÍDEO, CANAIS ÁUDIO
É PUBLICIDADE A RODOS
COM O ÁLCOOL É PARA GÁUDIO...
OU PARA A DESGRAÇA DE TODOS?

De um artigo recentemente publicado:
"Um canal desportivo (A BOLA) apresentava, há dias, no decurso de uma partida de futebol do Girabola angolano, publicidade directa, a entrecortar a transmissão, de um whisky, a espaços enxertado na emissão."
"...
O Código da Publicidade, aliás, de forma adequada, ao que se nos afigura, e no quadro dos padrões por que se regem as nações civilizadas, estatui um sem-número de restrições, a saber:
ESTAÇÕES DE RADIODIFUSÃO ÁUDIO E AUDIOVISUAL
A publicidade a bebidas alcoólicas é vedada, na televisão e na rádio, entre as 7 horas e as 22 horas e 30 minutos.
PUBLICIDADE LÍCITA
A publicidade a bebidas alcoólicas, independentemente do suporte adoptado para a sua difusão, só é lícita se
 Não se dirigir especificamente a menores e, em particular, os não apresentar a consumir tais bebidas;
 Não encorajar consumos excessivos;
 Não menosprezar os não consumidores;
 Não sugerir sucesso, êxito social ou especiais aptidões por efeito do consumo;
 Não sugerir a existência, nas bebidas alcoólicas, de propriedades terapêuticas ou de efeitos estimulantes ou sedativos;
 Não associar o consumo de tais bebidas ao exercício físico ou à condução de veículos;
 Não sublinhar o teor de álcool como qualidade positiva.
PUBLICIDADE E SÍMBOLOS NACIONAIS
Não é lícito se associe a publicidade de bebidas alcoólicas aos símbolos nacionais, tal como consagrados constitucionalmente.
COMUNICAÇÕES COMERCIAIS & MENORES
As comunicações comerciais e a publicidade de quaisquer eventos em que participem menores, designadamente actividades desportivas, culturais, recreativas ou outras, não devem exibir ou fazer qualquer menção, implícita ou explícita, a marca ou marcas de bebidas alcoólicas.
Nos locais onde decorram tais eventos não podem ser exibidas ou de alguma forma publicitadas marcas de bebidas alcoólicas.
Não se respeitam as normas auto-regulatórias como se não observa o Código da Publicidade.
Quer se trate de patrocínio quer de publicidade, parece que, em fraude à lei, se enxameia o pequeno ecrã de contínuos apelos ao consumo pela exposição superlativa, dentro dos horários a tal vedados, de produtos, marcas, experiências e o mais que de forma alarve é dado ver a quem quer...
Com o futebol, não escapa a "colocação de produto ("product placement") com a cerveja a emoldurar o "púlpito", de onde os lentes da bola encenam as suas magistrais prelecções (e que já nem há sequer rebuço em esconder ou dissimular...).
E as apresentadoras de televisão, mais que os apresentadores, a insistir nos "brindes", deleitadas, a fazer da bebida uma "exaltação permanente” e boçal, com o copo sempre à mão e a oferecer um péssimo exemplo a quem os tem como modelo.
Nos estádios em que decorram actividades desportivas, mormente o futebol, exibe-se a escâncaras as marcas de cerveja que patrocinam clubes e escalões, ainda que de petizes, a juvenis e juniores, do primeiro escalão.
Denunciámos o que se passa no Olival, onde tais espectáculos decorrem. Mas, nos outros, o “espectáculo” será decerto análogo…
Nas festividades escolares a cerveja prepondera, sem qualquer rebuço!
Um canal desportivo apresentava, há dias, no decurso de uma partida de futebol do Girabola angolano, publicidade directa, a entrecortar a transmissão, de um whisky, a espaços enxertado na emissão."

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