[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Desperdício alimentar. Um problema que não pode ser escondido na despensa

Fazer dos restos refeições e da culinária uma forma “redentora” de combater o desperdício alimentar. 

Na Casa do Presidente, em Lisboa, instalou-se um “Restaurante sem Comida” onde os convidados foram desafiados a trazer ingredientes de casa que, mais tarde ou mais cedo, se iam estragar. Sob as lides do chef Kiko Martins, alimentos que iriam para o lixo resultaram em iguarias, numa ação levada a cabo para alertar para um problema que também passa pela despensa e pelo frigorífico de cada um de nós.

Antes de começar a ler este artigo, vá ao seu frigorífico ou à sua despensa. Não, espere. Antes de ir, saiba que é muito possível que algum alimento que comprou está neste momento a apodrecer, ou porque se esqueceu dele, ou porque foram umas sobras que não lhe apeteceu comer. Pronto, pode ir. Já voltou? Teve de deitar alguma coisa para o lixo? Se sim, é sinal de que algo aí em casa tem de mudar.
Tal como a beringela que fica esquecida no fundo da gaveta até se começar a tornar num problema a sério, o desperdício alimentar ameaça tornar-se um desafio cada vez mais complicado com o decorrer dos anos. Na mais extensa investigação realizada até hoje, a Agência das Nações Unidas para a Alimentação (FAO) publicou um relatório em 2011 onde estimou o desperdício alimentar mundial nos 1,3 mil milhões de toneladas ao ano, um terço de toda a comida produzida no globo. Ler + (...)

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