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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Inteligência Artificial já consegue detetar cancro da mama

A Google criou um sistema de Inteligência Artificial (IA) que, segundo a empresa, consegue detetar a presença de cancro da mama com maior precisão do que os médicos.

Um grupo de investigadores da área estudou o programa e concluiu que este é capaz de detetar menos falsos positivos do que os radiologistas, indicando exames que sugeriam a presença do cancro quando na realidade este não existia. Também foi capaz de detetar falsos negativos, em casos em que o cancro realmente existia mas não tinha sido detetado nos exames.

O sistema foi programado para detetar o cancro recorrendo a dezenas de milhares de mamografias de mulheres do Reino Unido e dos Estados Unidos da America. Quando comparando com os resultados médicos, o programa foi capaz de reduzir os falsos positivos em 5,7% para os indivíduos dos EUA e 1,2% para os indivíduos do Reino Unido. Relativamente aos falsos negativos, foram reduzidos para 9,4% nos indivíduos dos EUA, e para 2,7% nos indivíduos do Reino Unido.

Apesar do sistema IA não ter tantas informações sobre o paciente, tais como o histórico e mamografias anteriores, consegue, ainda assim, ser mais preciso do que os médicos.

Dominic King, investigador da Google Health, disse que toda a equipa envolvida está muito orgulhosa dos resultados obtidos. “Este estudo sugere que estamos no bom caminho para desenvolver uma ferramenta que pode ajudar os médicos a identificar o cancro da mama com maior precisão”, acrescentou em declarações prestadas à BBC.

Esta investigação da Google é mais uma entre as quais que demonstram como a IA pode ajudar os médicos a preverem com maior precisão o cancro do pulmão e doenças oculares graves.
O estudo, publicado na Nature, fez parte de uma colaboração entre a Google Heatlh, o Centro Imperial de Pesquisa do Cancro do Reino Unido, a Universidade de Northwestern (EUA) e o Hospital Royal Surrey County, no Reino Unido.

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