[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

CONFIANÇA E TRANSPARÊNCIA PERITOS DE SEGUROS PATRIMONIAIS

Uma profissão em mudanças numa realidade com futuro.  
 
Em Portugal, não existe regulamentação específica para atividade de perito de seguros, o que origina uma grande pressão no desempenho da atividade. Não sendo uma atividade profissional credenciada e reconhecida por uma entidade governamental, é impossível identificar procedimentos e competências enquanto profissionais especializados. 
Embora esteja em curso um processo de regulamentação, que está ser elaborado por diversas entidades intervenientes, por forma a termos brevemente um enquadramento legal da atividade, a CNPR (Comissão Nacional de Peritos Reguladores) informou, no passado mês de Novembro, todos os seus membros de que está em curso a aprovação de um regime jurídico de acesso e exercício da atividade de perito de seguros. 
Confirmado este fato com a disposição complementar no Artigo 41º (Produção Legislativa) no ponto 1 na alínea d) onde está mencionado que a “Aprovação de um regime jurídico de acesso e exercício da atividade de perito de seguros”. 
Este diploma prevê que, no prazo de um ano, o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (CNSF) valorize a atividade do perito ao nível dos seus conhecimentos e competências, mas também ao nível do seu comportamento enquanto profissional e representante do segurador na regularização do sinistro.  
Gerir o processo de regularização de qualquer sinistro não é tarefa fácil porque, desde logo, existem expetativas que têm de ser geridas e mediadas. A exemplo de outros países, em Portugal, o exercício de outras atividades como a Mediação de Seguros e de Avaliação Imobiliária, está perfeitamente regulamentada, porque os profissionais têm regras e estão legalmente habilitados a desenvolver a sua atividade com a responsabilidade inerente à mesma. 
Neste contexto, é imperativo clarificar qual a classificação por tipologia e grau dos peritos, bem como as qualificações exigidas e o seu registo, conforme sucede com os peritos de tribunal.
A formação contínua capacita os peritos a desempenhar a sua função com competências melhoradas e é benéfica para todos, porque dá garantias aos segurados relativamente à avaliação que os mesmos fazem em cenário de sinistro, e à entidade seguradora que os profissionais representam dado que, maioritariamente, são externos, que têm vínculo laboral com as empresas de peritagem.
Num contexto altamente competitivo, a aposta na formação é uma fonte de criação de valor e da diferenciação dos profissionais da peritagem, neste âmbito, os cursos de qualificação devem ser exigentes quanto ao nível e ao grau, com planos curriculares e conteúdos programáticos ajustados às necessidades e competências do perito. 

A formação deverá ser certificada por uma entidade, que possa supervisionar as restantes entidades formadoras nos seus requisitos regulamentares.   

A realidade mostra-nos que temos peritos com formação superior e outros com escolaridade média, mas com experiência profissional de muitos anos. Também nos mostra que a formação disponível no mercado é avulsa, sem qualquer critério definido ou plano de formação acreditado.  

Exceção a esta situação é o caso da Pós-Graduação em RISK MANAGEMENT E PERITAGEM DE SINISTROS, ministrada pela COIMBRA BUSINESS SCHOOL EXECUTIVE, na qual a DEFENDERISK CONSULTORES, em parceria com a GEP, consideraram continuar a colaborar, pelo facto de se tratar de uma formação qualificada e estruturada, direcionada para os profissionais que desenvolvem a atividade de peritos e outros que estão intrinsecamente relacionados com o mercado segurador.   

A exigência da qualidade de serviço e o risco reputacional associado para o Segurador é elevado, o que potencia a necessidade de formação dos peritos, sendo considerada como fator crítico ao desempenho da atividade. O domínio científico de um conjunto de temas e competências que alavanquem uma maior capacidade de resposta, de organização e de operacionalidade, potenciará um serviço de maior qualidade prestado às Seguradoras e aos seus Clientes.  

A conduta e a ética também deverão ser objeto de reflexão e análise profunda para o prestígio desta classe profissional que, ao longo dos anos, tem sido menosprezada, numa atividade - Seguros- que em Portugal, no ano de 2018, representou 6% do PIB nacional, com um valor de 203 896 milhões de euros. 

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