[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Mais uma taxa sobre a saúde dos portugueses

A introdução de mais uma taxa cega numa indústria que contribui para o SNS virá comprometer a qualidade do serviço, o nível de emprego, a entrada da inovação e a atração ao investimento estrangeiro.

Já é o terceiro orçamento em que o Governo tenta introduzir uma taxa devastadora do setor dos dispositivos médicos. O argumento é sempre igual, tal como a indústria farmacêutica esse setor também tem que pagar uma taxa extraordinária para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde. Acontece que o dispositivo médico nada tem a ver com o medicamento. São indústrias diferentes, com sistemas regulamentares distintos e com características específicas no que respeita ao fornecimento e ao produto.
Anteriormente houve sensibilidade por parte de todos os partidos com assento parlamentar, mesmo em pleno período de crise financeira quando toda a receita extraordinária poderia ser mais justificável e a taxa não foi introduzida. Agora o setor não entende o porquê da insistência numa taxa que trará menos qualidade, mais desemprego e mais desequilíbrio entre os serviços público e privado em Portugal. Parece uma atitude cega contra tudo o que o próprio Governo defende Ler + (...)

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