[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Sabe o que é o 'smishing'?



O termo "smishing" é uma combinação de "SMS" (short message services, ou mensagens de texto) e "phishing". 

No "phishing", o delinquente que opera em meio virtual expede e-mails fraudulentos que visam induzir o destinatário a abrir um anexo com malware ou a premir um link malicioso.
No "smishing" o delinquente virtual usa fundamentalmente mensagens de texto em vez de e-mails.
O que é que os remetentes de "smishing" usam como isca?

As mensagens de textos são o recurso mais usado dos smartphones. 

Tais mensagens, as mais das vezes, dizem provir do Banco em que o consumidor destinatário tem conta e solicita informações pessoais ou financeiras, como o número da conta ou a senha do cartão.
Fornecer essas informações é como dar aos delinquentes a chave do seu saldo bancário.
Muitas pessoas acreditam que os seus smartphones são mais seguros do que os computadores.
Mas a segurança dos smartphones é limitada e não oferece protecção directa contra o "smishing". 

Entretanto, embora os dispositivos Android sejam o principal alvo de malware, simplesmente pela quantidade existente e pela flexibilidade que a plataforma oferece aos clientes (e aos criminosos virtuais!), o "smishing", como o próprio SMS, atinge as várias plataformas.

Os consumidores têm vindo ultimamente a ser atraídos por mensagens como estas. Como vem acontecendo um pouco por toda a parte.

Nem sempre os bancos previnem os consumidores contra estas práticas fraudulentas.

Um consumidor, que se nos queixou, cliente do Banco Santander preencheu os dados solicitados por virtude de entender que estariam desactualizados pela mudança de domicílio, e o resultado foi que lhe sacaram da conta, de posse de dados relevantes de acesso, um montante relativamente elevado.

Durante a crise têm sido inúmeras as vítimas de procedimentos do estilo. Razão por que devem acautelar-se todos os que recebam mensagens a pedir a actualização de dados bancários para não serem surpreendidos por quem faz das burlas informáticas modo de vida.
A ACOP pede aos bancos maior vigilância, maior segurança e maiores advertências aos seus clientes para que não caiam no “conto do vigário virtual”!
Fica o conselho!

Coimbra, aos 17 de Abril de 2020

O PRESIDENTE,

Rui Torres

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