[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

sexta-feira, 17 de julho de 2020

AOS LESADOS DO ESTADO E DAS AGÊNCIAS DE VIAGENS


Atentem nas palavras do Provedor das Agências de Viagens (que não do Cliente) em declarações à Lusa e à RTP:

"Em declarações à agência Lusa, Vera Jardim, Provedor do Cliente das Agências de Viagens, assinala o facto de a Provedoria estar a receber “milhares de queixas” desde o início da pandemia, a maior parte das quais referentes à emissão de vouchers para viagens canceladas.
O Provedor disse também esperar que a maior parte das agências de viagens possa resistir à crise, mas não se comprometeu com cenários.
Em entrevista à Lusa, Vera Jardim assinala que a maior parte destas queixas não terá solução para já, uma vez que os consumidores vão ter que esperar até ao final do ano para escolherem se ficam com o “voucher” para fazer nova viagem ou se querem receber o seu dinheiro de volta, conforme decisão governamental.
A emissão de “vouchers” foi, disse Vera Jardim, “a solução encontrada para evitar uma enorme dificuldade no sector das agências de viagens e turismo” e, de acordo com o Provedor do Cliente esta é também uma opção que defende “os interesses dos consumidores”, uma vez que as agências não teriam, a breve prazo, como ressarcir os clientes.
Sobre o futuro do sector das agências de viagens, Vera Jardim prefere não fazer prognósticos, apesar de considerar que a pandemia está a ter “efeitos absolutamente devastadores” no turismo. E explica: “Há poucas actividades económicas no mundo, se é que há alguma, que seja tão susceptível aos medos, aos acontecimentos que fogem da normalidade, do que o turismo. (…) Basta haver um atentado num país para aquele país durante dois ou três anos deixar de ter o turismo que tinha”.
Ainda assim, Vera Jardim acredita que a maior parte das agências de viagens vai conseguir resistir a esta crise, muito embora não arrisque cenários antes do final do ano."
A lei em vigor em Portugal só prevê a devolução do dinheiro em 2022 e, não, até ao fim do ano…
Faltar à verdade não será de bom tom…

RTP EM CONLUIO COM AGÊNCIAS E GOVERNO
NA VIOLAÇÃO DOS DIREITOS DOS VIAJANTES
A RTP entende que as medidas adoptadas pelo Governo "estão em linha com o que está legislado na União Europeia"? Como o afirmou na edição de anteontem do "Portugal em Directo"?
Que favores estará o articulista a fazer e a quem? Ao lóbi das agências de viagens e turismo?
Cerra os olhos às realidades?
O jornalista não ouve nem lê notícias?
Não sabe que foi movido procedimento contra Portugal por infracção das regras editadas pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho neste particular?
Estamos muito bem servidos...
O que é preciso não é avisar a malta!
O que é preciso é mesmo "enganar a malta"!
E lá vão conseguindo!
Não há quem se manifeste perante o Provedor do Espectador?
A aguardar para ver.
Isto é mau de mais para ser verdade!


Mário Frota
apDC – DIREITO DO CONSUMO - Coimbra

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