[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

terça-feira, 14 de julho de 2020

DODOT excede os limites...



DODOT sugere arriscadas acrobacias aos mais novos na sua mais recente campanha.
O incentivo ao risco, à insegurança, constitui violação da lei
Confira-se o Código da Publicidade.
O Código prescreve, no seu artigo 14, sob a epígrafe “Menores”:
“1 - A publicidade especialmente dirigida a menores deve ter sempre em conta a sua vulnerabilidade psicológica, abstendo-se, nomeadamente, de:
a) Incitar directamente os menores, explorando a sua inexperiência ou credulidade, a adquirir um determinado bem ou serviço;
b) Incitar directamente os menores a persuadirem os seus pais ou terceiros a comprarem os produtos ou serviços em questão;
c) Conter elementos susceptíveis de fazerem perigar a sua integridade física ou moral, bem como a sua saúde ou segurança, nomeadamente através de cenas de pornografia ou do incitamento à violência;
d) Explorar a confiança especial que os menores depositam nos seus pais, tutores ou professores.
2 - Os menores só podem ser intervenientes principais nas mensagens publicitárias em que se verifique existir uma relação directa entre eles e o produto ou serviço veiculado.”
Destaque-se a proposição:
Publicidade proibida se
"Cont(iv)er elementos susceptíveis de fazerem perigar a sua integridade física ou moral, bem como a sua saúde ou segurança..."
No artifício das imagens, há sugestões a estimular o risco, que se afiguram despropositadas e inadequadas.
Talvez a DODOT queira reconsiderar.
Vivemos numa sociedade de risco, é certo, teremos de conviver com o risco, mas evitem que as crianças por virtude da teoria da imitação corram riscos desnecessários...
A DODOT ter-se-á excedido!

Que emende a mão!

Que lhe emendem a mão!

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