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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Dióxido de cloro continua a ser vendido como tratamento da covid-19. INEM fala em “ilegalidade”, DGS, Infarmed e DGAV passam a “bola”

 

Substância química é usada em contexto médico em Portugal apesar de poder causar vómitos, febre e queimaduras de estômago, sublinha o jornal “i”. Nenhuma entidade nacional diz ter autoridade para proibir este tratamento fraudulento. 

Tem um nome simpático, “Miracle Mineral Solution”, mas é na verdade feito à base de dióxido de cloro, um composto químico usado, por exemplo, no tratamento das águas e no fabrico de lixívia. É vendido em Portugal, e quem o comercializa diz que é indicado para tratar o VIH, o autismo, ou, mais recentemente, a covid-19. Em Espanha, entre abril e junho, foram detectados 26 casos de intoxicação por MMS.

Em Portugal, lembra esta segunda-feira o “jornal i”, o MMS encontra-se num vazio legal. O Infarmed não o certifica enquanto medicamento e desaconselha o seu uso, mas a sua venda não é proibida - é considerado “uma lixívia” e foge à jurisdição da autoridade nacional. Por isso, continua a ser utilizado em “escolas” de medicina alternativa no país.

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