[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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quarta-feira, 30 de abril de 2008

ASAE apreende óleo de girassol


A ASAE apreendeu 330 toneladas de óleo alimentar (de girassol) proveniente da Ucrânia. Outras 76 toneladas sê-lo-ão a breve trecho.
Tal como em Espanha, as marcas não foram reveladas. Porquê tamanho sigilo? E o princípio da transparência que o Regulamento da Segurança Alimentar consagra?
E a comunicação de riscos?

domingo, 27 de abril de 2008

Óleo de girassol retirado dos supermercados


DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Carla Aguiar

Autoridades não avisaram oficialmente os comerciantes

Os óleos alimentares de girassol começaram ontem a ser retirados das prateleiras de alguns supermercados portugueses, depois de a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) ter confirmado a entrada em Portugal de óleo de girassol ucraniano potencialmente contaminado com óleo mineral, contendo hidrocarbonetos.

Por não conseguir ainda identificar a totalidade das marcas e lotes nacionais que podem estar contaminados, a ASAE recomenda que se evite o consumo destes produtos. Mas ao mesmo tempo refere que os níveis de contaminação não são suficientes para provocar toxicidade aguda, não colocando em risco a saúde pública. Tal recomendação não foi, no entanto, oficialmente comunicada a algumas das principais cadeias de hipermercados contactadas pelo DN.

Tanto o grupo Jerónimo Martins - que opera com as cadeias Pingo Doce e Feira Nova - como o grupo Auchan, detentor dos hipermercados Jumbo, optaram por ordenar a retirada daqueles produtos por sua própria iniciativa. Ontem à tarde, fonte do grupo Jerónimo Martins disse ao DN que "todos os óleos de girassol que possam oferecer quaisquer dúvidas estão a ser retirados das prateleiras, o que deverá estar concluído até ao fim do dia". O mesmo não se aplica, segundo a mesma fonte, ao óleo de marca branca Pingo Doce, "cujas sementes não provêm da Ucrânia, mas sim de Espanha". Aquela fonte disse não ter a empresa recebido nenhum aviso das autoridades portuguesas, tendo antes acompanhado o alerta emitido noutros países europeus. Já no grupo Auchan, a decisão ocorreu, por acaso, quando um engenheiro responsável pela qualidade alimentar ouviu as notícias e comunicou a situação aos seus dirigentes. "Tomámos conhecimento, não oficial, por volta do meio-dia e emitimos um comunicado para todas as lojas do grupo para a retirada dos produtos, apenas por uma questão de precaução, uma vez que não temos informação precisa", disse a porta-voz, Maria Antónia Santana. Alerta em França e Itália. A contaminação de óleo de girassol oriundo da Ucrânia foi reportada na sexta-feira pela Rede Europeia de Alerta Rápido, tendo originado de imediato uma alerta por parte do ministério espanhol da Saúde para que se suspenda a venda de todos os óleos de girassol. Tal alerta ainda não foi emitido pelas autoridades portuguesas nos mesmos moldes. Também na Holanda, Reino Unido, Itália e França foram identificados lotes que entraram no circuito. E em Portugal, a ASAE confirma que uma parte dos óleos terá entrado no circuito comercial português através da aquisição directa no mercado espanhol, revelando que uma parte das quantidades conhecidas de produto entrado no circuito já se encontra bloqueada, com a venda suspensa.

O director-geral da ASAE António Nunes assegurou que, apesar de se tratar de "um produto proibido, que não pode constar da cadeia alimentar, para ser nocivo tinha de conter quantidades muito mais elevadas do que aquelas que se registam". Nos próximos dias os resultados das análises deverão distinguir os lotes contaminados.

Foi de França que partiu o alerta para a Europa, embora apenas 15 dias depois de ter sido detectada a contaminação, segundo informações do governo espanhol.

sábado, 26 de abril de 2008

ÓLEO DE GIRASSOL : precauções


Óleo de girassol, oriundo da Ucrânia e, ao que se diz, importado de Espanha, também está à venda em Portugal.
As autoridades advertem que o óleo está contaminado e deve ser evitada a sua utilização.
As notícias parecem pouco consistentes. E nota-se que há uma deficiente comunicação dos riscos. Daí que se exija adequado rigor. Ou então, precisão na construção frásica.
O “sítio” da ASAE, curiosamente, compulsado por nós, não regista o incidente. O que é, no mínimo, de estranhar. A menos que se trate de omissão resultante do facto de… hoje ser SÁBADO! E porque hoje é sábado… a segurança alimentar está em pousio!