in “TSF”, 18.Ag.09
O Infarmed assegurou que nenhuma farmácia ou oficina em Portugal aderiu à venda de medicamentos em unidose. A Ordem dos Farmacêuticos e a Apifarma assinalaram os perigos de contrafacção desta prática que está a ser abandonada em alguns países.O Infarmed assegurou que nenhuma farmácia ou oficina em Portugal aderiu até agora à venda de medicamentos em unidose, que garantiu não ter concedido qualquer autorização nesse sentido.
Em declarações à agência Lusa, a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos disse que para que esta bandeira do actual Governo possa passar da teoria à prática ainda «falta muita coisa por regulamentar».
«A Ordem não é nem a favor nem contra, mas considera que para que tal aconteça têm primeiro que ser garantidos requisitos como o controlo de qualidade, a eficácia deste tipo de dispensa e a verificação da embalagem para não haver enganos», explicou Elisabete Faria.
Segundo esta bastonária, este tipo de venda «aumenta o risco de contrafacção associado à manipulação dos medicamentos», especialmente quando a distribuição ou recondicionamento do medicamento «deixar o circuito fechado das farmácias e dos grossistas e passar a ser feito por outros agentes».

A Associação Portuguesa da Industria Farmacêutica (Apifarma) também se mostrou preocupada com os riscos de contrafacção e frisou que só se poderá «garantir a qualidade dos medicamentos que chegam ao doente numa embalagem inviolada».
Tanto a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos com a Apifarma lembraram ainda que a venda de medicamentos em unidose está a ser abandonada nos países onde chegou a ter utilização, como em Espanha, onde a medida foi chumbada após um período experimental.
Por seu lado, contactado pela agência Lusa, o presidente da Associação Nacional de Farmácias, João Cordeiro, escusou-se a fazer qualquer comentário sobre esta questão.
Publicado por: Jorge Frota
