[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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terça-feira, 5 de maio de 2009

Tribuna do Consumidor

No passado dia 11 de Abril de 2009, dirigi-me a pedido de duas pessoas amigas à Casa do Futebol Clube do Porto de Mirandela, situada na Rua (…) em Mirandela, no sentido de adquirir dois bilhetes para o jogo FC Porto – Manchester a realizar no dia 15 de Abril do mesmo ano.
Fui atendida pelo funcionário do bar, que me informou não haver já bilhetes disponíveis, nesta Casa de Mirandela, mas que seria possível a sua aquisição através da Casa do FC Porto de Setúbal, pelo preço de 65€ cada.
Na minha presença, contactou um dos dirigentes da Casa do FC Porto de Mirandela, Sr. X, no sentido de confirmar essa possibilidade. De acordo com a resposta do Sr. X, o funcionário que me atendeu informou-me que os bilhetes estavam disponíveis ao preço atrás referido, pelo que de imediato solicitei a sua reserva.
Como uma das pessoas interessadas em ir ao jogo, reside em Andorra ficou combinado dirigir-me no dia anterior ao jogo (dia 14 de Abril) à Casa do FC Porto de Mirandela, para saber como seria efectuada a entrega dos bilhetes.
Na data combinada, desloquei-me juntamente com uma das pessoas a quem se destinava um dos bilhetes, (…), e o Sr. X informou que já não havia bilhetes ao preço combinado, mas que conseguia bilhetes da Casa do FC Porto de Setúbal a 75€ cada.
Embora surpreendidos com esta informação o interessado disse que concordava com o preço, tendo ficado combinado que os bilhetes seriam entregues em mão e pagos nesse momento, no dia do jogo, junto ao Estádio do Dragão e que para tal teriam que lhe telefonar assim que se encontrassem junto ao Estádio, tendo sido facultado ao meu amigo, o número do seu telemóvel (9…).
Já nas imediações do Estádio do Dragão e depois de várias tentativas, o Sr. X atendeu, dizendo que teriam de ligar ao Sr. Y (9…), pois seria este senhor e outro que fariam a entrega dos bilhetes e receberiam o dinheiro.
Após este contacto estas duas pessoas, Sr. Y e Sr. W, apareceram no local combinado mas sem os bilhetes, dizendo aos interessados que teriam que esperar porque ainda iam à procura dos bilhetes, para lhes serem entregues.
Passado uma hora, as referidas pessoas apareceram finalmente com os bilhetes que foram entregues, camufladamente, tal como aconteceu com o dinheiro, 150 €.
Passo a citar o que foi dito por um dos dirigentes da Casa do FC Porto de Mirandela, "Vamos fazer isto discretamente", e foi o que aconteceu, como se se estivesse a praticar algo ilícito.
Esta situação bem como a que se passa a referir seguidamente, poderá ser relatada com mais pormenores pelos meus conhecidos.
Foi com um enorme espanto que verificaram, tarde demais, que os bilhetes, não coincidiam com coisa nenhuma e vinham marcados com o valor de 25€.
Cada bilhete custou 75 € e eram da Casa do FC do Porto de Mirandela.
Ao dirigirem-se para os lugares indicados nos bilhetes (Nascente), verificaram que daquele lugar tinham uma visibilidade muito reduzida do campo de jogo. Sentindo-se decepcionados e ludibriados pela exploração a que tinham sido sujeitos, exploração essa que aconteceu em duas vertentes: o preço dos bilhetes e o lugar no Estádio.
Poderá haver algum exagero, mas passo a referir a visão que os meus dois amigos tiveram do jogo:
· Sabiam que quem estava com a bola era o Cristiano Ronaldo pelos assobios;
· Conheciam o Rooney pelas chuteiras vermelhas;
· Conheciam o Anderson pelas tranças.
Perante o acontecido contactei telefonicamente com o Sr. X e logo que me identifiquei, ele disse textualmente as seguintes palavras: "São coisas que acontecem, não há nada a fazer".
Mesmo não havendo nada a fazer e de acordo com o combinado, dirigimo-nos às instalações da Casa do FC Porto de Mirandela, para que os dois simpatizantes deste clube, que muito honra o nosso País, pudessem entender o que se tinha passado.
O Sr. X explicou que a Casa do FC Porto de Setúbal tinha falhado com os bilhetes, pelo que se tinham visto obrigados a comprá-los na "candonga", que os bilhetes até tinham sido mais caros, 120€, e que seria a referida casa a suportar o prejuízo. Logo após esta explicação questionei o Sr. X mostrando-lhe a fotocópia dos bilhetes.
Foi aí que a situação se complicou, porque ele insinuou que poderiam ter sido os meus amigos a trocar os bilhetes, dizendo a seguir para não lhe voltar a dirigir a palavra. Cada um dos dirigentes que estavam presentes quis explicar à sua maneira mas ninguém foi coerente, nem conseguiu dar uma explicação plausível. Uma das explicações dadas pelo Senhor Y, foi que tinha havido uma troca de "bolsos", ou seja, de bilhetes, pois os bilhetes destinados aos meus amigos diriam claque ao preço de 20 euros...
No dia 21 de Abril pelas 19 horas e 30 minutos, dirigi-me novamente à Casa do FC do Porto de Mirandela, no sentido de utilizar o Livro de Reclamações para reclamar desta situação. Foi-me dito que o Livro não se encontrava naquele estabelecimento, pelo que solicitei um agente da P.S.P. que tomou conta do facto.
Voltei no dia seguinte, por me ter sido dito que nessa altura o Livro já estaria disponível e fiz a respectiva reclamação.
Perante o exposto e tendo em conta que me parece não ser muito digno de uma Casa do FC do Porto, ligada de certa forma a este Clube, alimente a venda ilegal de bilhetes, isto é, a "candonga", venho solicitar o seguinte:
· Que seja averiguada esta situação de forma a que as pessoas lesadas vejam reposta a verdade no que se refere ao preço real dos bilhetes adquiridos e que sejam reembolsados do excesso;
· Que seja feito um pedido de desculpas formal e público às pessoas em causa;
· Que se faça um alerta público destas situações, de forma a que os adeptos, simpatizantes e outros tenham conhecimento das práticas levadas a cabo por estas Associações à margem da ilegalidade e que em nada dignificam o Clube que representam, neste caso o Futebol Clube do Porto.

Publicado por: Jorge Frota

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Livro de Reclamações

”…
Já fiz este pedido a outras entidades e até ver ainda não tive resposta, porque não merece resposta ou porque não se querem dar ao trabalho de justificar algo que quanto a mim o merece.
Mandei o texto abaixo para o endereço do Metro e estou a aguardar resposta, no entanto será uma resposta dada pela parte interessada pelo que gostaria duma resposta duma 3ª entidade:


Fui surpreendido com o facto de um simples bilhete de Metro custar €1,25. (Claro que me dirão que custa €0,75 mas como “Para adquirir um bilhete simples ou de ida e volta, o cliente terá de adquirir também o cartão 7 colinas ou viva Viagem, reutilizável durante o prazo de validade de um ano, com um custo de 0,50 €”).
É verdade que já há uns tempos não andava de Metro!!! E claro que não duvido da legalidade de vender um simples bilhete com um acréscimo de 66%!
A justificação apresentada não me convence!!! Os cartões 7 colinas / viva viagem apresentam vantagens acrescidas relativamente ao tradicional bilhete magnético, pela sua simplicidade, flexibilidade e fiabilidade. Tratam-se, também, de suportes amigos do ambiente, recicláveis que permitem uma redução do consumo de papel na ordem das 8 toneladas poupando 1,7 milhões em folhas A4 por ano. Estas justificações, objectivamente, traduzem-se em ganhos acrescidos para quem vende e não para o utilizador.
Mas claro que tenho todo o interesse em: “Para o cliente que utiliza regularmente o metropolitano em pouco tempo recuperará o investimento inicial de 0,50 €”.
No entanto não encontro explicação de como se pode fazer - podem fazer o favor de me indicar como?


* * *
Ao consumidor-consulente, se expediu a resposta cujo teor é o seguinte:
“Afigura-se-nos que se trata de uma violação expressa ao “princípio da protecção dos interesses económicos do consumidor”, consubstanciando na LDC – Lei 24/96, de 31 de Julho (artºs 3º e 9º), e plasmado no nº 1 do artigo 60 da Constituição da República Portuguesa.
Ao consumidor não poderá ser vedado o fornecimento de um e de um só bilhete, segundo o seu próprio interesse.
Mas Portugal é fértil em “soluções originais”.
Que, por serem originais, nem sequer são constitucionais e / ou legais.
Lutar contra soluções enraizadas é algo que está ao nosso alcance.
Lograr ganho de causa é outra coisa!
Porque há sempre um poder qualquer a defender estas soluções peregrinas e autoritárias: “ou pega ou larga”.
Agradecemos, entretanto, as suas sábias observações e o facto de nos haver contactado, a nós, ACOP, que sem deixarmos de ser uma instituição NACIONAL, continuamos a ser considerados de PROVÍNCIA… e, nessa medida, ignorada, conquanto não deixemos os nossos créditos por mãos alheias…”.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Que informação para o consumidor?

“No dia 26/03/2008, fui autuado.

O que se passou foi que adquiri um bilhete T2 na estação da Lapa e fui até à estação da Senhora da Hora onde saí. Depois tive que ir até à estação do Mercado de Matosinhos, passei novamente o bilhete na máquina para validar do lado do sentido para onde ia e a máquina validou, visto que da estação da Senhora da Hora até à estação do Mercado era novamente T2 pensei que estava tudo bem.

Na Estação do Mar entraram os revisores, entreguei o bilhete e perguntaram-me onde tinha entrado, eu disse que tinha sido na Senhora da Hora, mas que tinha adquirido o bilhete na Lapa. Eles disseram que não podia ser, que devia ter adquirido um bilhete T3, ao qual eu respondi que tinha saído na estação da Senhora da Hora e depois tinha voltado a entrar validando novamente.
Eles disseram que não o podia ter feito, que deveria ter comprado outro bilhete ou então devia ter logo adquirido um T3 e que me iam passar um auto, ao que eu nem me manifestei, pois o meu estado de espírito estava muito em baixo, estava a ir para o enterro do meu avô.
Ao chegar à estação do Mercado saímos e eu perguntei aos revisores onde estava escrito que eu não podia validar para seguir em frente, o que um dos revisores fez foi apontar-me o mapa a indicar que da estação da Lapa até à estação do Mercado era T3, ao que eu respondi novamente que eu tinha saído na estação da Senhora da Hora e que depois tinha voltado a validar para seguir em frente e que da estação da Lapa até à Senhora da Hora era T2 e dela até ao Mercado novamente T2 desta forma voltei a perguntar onde diz que não podia voltar a validar para seguir em frente, este volta a mostrar-me o mapa ao que eu respondi que o mapa me dá razão porque eu saí na estação da Senhora da Hora. Eu queria era que ele me informasse onde dizia que não podia seguir em frente, ao que ele respondeu: que estava subentendido, e eu respondi-lhe: se um licenciado não vê essa informação subentendida um analfabeto também não vê.
O outro revisor só se ria pois sabia que eu tinha razão e o outro se estava a enganar a ele mesmo. Não tenho nada a dizer sobre os revisores, pois estavam a fazer o papel deles, mas que esta informação não existe, não.
Perguntei onde podia fazer uma reclamação ao que não me souberam responder indicando para ir ver a uma lista telefónica ou na Internet.
Pasmado com esta resposta segui o meu caminho pois estava atrasado.
Dois dias depois voltei a fazer o mesmo: adquiri um bilhete T2 na Lapa, saí na Senhora da Hora e tentei comprar um T3 - não dava. Perguntei a um revisor que lá estava o que devia fazer, ao que ele me respondeu, que devia adquirir outro T2, não validar, na estação a seguir sair rápido, validar e voltar a entrar. Ora, desta forma, o que o revisor me disse foi para estar a desrespeitar as regras nem que fosse por uma paragem.
Há falta de informação, o sistema não está a funcionar direito, uns dizem uma coisa outros dizem outra.
Como viajava na empresa Metro do Porto e, normalmente, onde se paga a multa também se deve poder fazer a reclamação dirigi-me à estação da Trindade, disse que queria apresentar uma reclamação de um auto passado no metro. Ninguém me disse que não o devia fazer ali.
Escrevi e lá deixei três folhas com os números ««««, «««« e ««««, passado mais de um mês recebi uma carta a dizer que lamentavam o sucedido, mas que a reclamação devia ser feita para o IMTT, coisa que não me foi dita quando apresentei a reclamação, mais uma vez devido à falha de informação.
Eu não tenho que saber para onde deve ir a reclamação isso são problemas internos vossos. Eu apresentei a reclamação, deviam encaminhar internamente. Para além disso, em nenhum local diz que é para o IMTT que tenho que fazer a reclamação. A única vez que aparece esta entidade é a indicar que se não pagar a multa, que o processo vai passar para esta entidade.
Estou, desta vez, a apresentar novamente esta reclamação por e-mail, pois se mandar carta para o Porto, vão me dizer que é para Lisboa. Assim pergunto: se esta reclamação por e-mail é aceite, ou se tenho que fazer de outra forma: como, para onde, e dirigida a quem.”

Consumidor devidamente identificado