No passado dia 11 de Abril de 2009, dirigi-me a pedido de duas pessoas amigas à Casa do Futebol Clube do Porto de Mirandela, situada na Rua (…) em Mirandela, no sentido de adquirir dois bilhetes para o jogo FC Porto – Manchester a realizar no dia 15 de Abril do mesmo ano.Fui atendida pelo funcionário do bar, que me informou não haver já bilhetes disponíveis, nesta Casa de Mirandela, mas que seria possível a sua aquisição através da Casa do FC Porto de Setúbal, pelo preço de 65€ cada.
Na minha presença, contactou um dos dirigentes da Casa do FC Porto de Mirandela, Sr. X, no sentido de confirmar essa possibilidade. De acordo com a resposta do Sr. X, o funcionário que me atendeu informou-me que os bilhetes estavam disponíveis ao preço atrás referido, pelo que de imediato solicitei a sua reserva.
Como uma das pessoas interessadas em ir ao jogo, reside em Andorra ficou combinado dirigir-me no dia anterior ao jogo (dia 14 de Abril) à Casa do FC Porto de Mirandela, para saber como seria efectuada a entrega dos bilhetes.
Na data combinada, desloquei-me juntamente com uma das pessoas a quem se destinava um dos bilhetes, (…), e o Sr. X informou que já não havia bilhetes ao preço combinado, mas que conseguia bilhetes da Casa do FC Porto de Setúbal a 75€ cada.
Embora surpreendidos com esta informação o interessado disse que concordava com o preço, tendo ficado combinado que os bilhetes seriam entregues em mão e pagos nesse momento, no dia do jogo, junto ao Estádio do Dragão e que para tal teriam que lhe telefonar assim que se encontrassem junto ao Estádio, tendo sido facultado ao meu amigo, o número do seu telemóvel (9…).

Já nas imediações do Estádio do Dragão e depois de várias tentativas, o Sr. X atendeu, dizendo que teriam de ligar ao Sr. Y (9…), pois seria este senhor e outro que fariam a entrega dos bilhetes e receberiam o dinheiro.
Após este contacto estas duas pessoas, Sr. Y e Sr. W, apareceram no local combinado mas sem os bilhetes, dizendo aos interessados que teriam que esperar porque ainda iam à procura dos bilhetes, para lhes serem entregues.
Passado uma hora, as referidas pessoas apareceram finalmente com os bilhetes que foram entregues, camufladamente, tal como aconteceu com o dinheiro, 150 €.
Passo a citar o que foi dito por um dos dirigentes da Casa do FC Porto de Mirandela, "Vamos fazer isto discretamente", e foi o que aconteceu, como se se estivesse a praticar algo ilícito.
Esta situação bem como a que se passa a referir seguidamente, poderá ser relatada com mais pormenores pelos meus conhecidos.
Foi com um enorme espanto que verificaram, tarde demais, que os bilhetes, não coincidiam com coisa nenhuma e vinham marcados com o valor de 25€.
Cada bilhete custou 75 € e eram da Casa do FC do Porto de Mirandela.
Ao dirigirem-se para os lugares indicados nos bilhetes (Nascente), verificaram que daquele lugar tinham uma visibilidade muito reduzida do campo de jogo. Sentindo-se decepcionados e ludibriados pela exploração a que tinham sido sujeitos, exploração essa que aconteceu em duas vertentes: o preço dos bilhetes e o lugar no Estádio.
Poderá haver algum exagero, mas passo a referir a visão que os meus dois amigos tiveram do jogo:
· Sabiam que quem estava com a bola era o Cristiano Ronaldo pelos assobios;
· Conheciam o Rooney pelas chuteiras vermelhas;
· Conheciam o Anderson pelas tranças.
Perante o acontecido contactei telefonicamente com o Sr. X e logo que me identifiquei, ele disse textualmente as seguintes palavras: "São coisas que acontecem, não há nada a fazer".
Mesmo não havendo nada a fazer e de acordo com o combinado, dirigimo-nos às instalações da Casa do FC Porto de Mirandela, para que os dois simpatizantes deste clube, que muito honra o nosso País, pudessem entender o que se tinha passado.
O Sr. X explicou que a Casa do FC Porto de Setúbal tinha falhado com os bilhetes, pelo que se tinham visto obrigados a comprá-los na "candonga", que os bilhetes até tinham sido mais caros, 120€, e que seria a referida casa a suportar o prejuízo. Logo após esta explicação questionei o Sr. X mostrando-lhe a fotocópia dos bilhetes.
Foi aí que a situação se complicou, porque ele insinuou que poderiam ter sido os meus amigos a trocar os bilhetes, dizendo a seguir para não lhe voltar a dirigir a palavra. Cada um dos dirigentes que estavam presentes quis explicar à sua maneira mas ninguém foi coerente, nem conseguiu dar uma explicação plausível. Uma das explicações dadas pelo Senhor Y, foi que tinha havido uma troca de "bolsos", ou seja, de bilhetes, pois os bilhetes destinados aos meus amigos diriam claque ao preço de 20 euros...
No dia 21 de Abril pelas 19 horas e 30 minutos, dirigi-me novamente à Casa do FC do Porto de Mirandela, no sentido de utilizar o Livro de Reclamações para reclamar desta situação. Foi-me dito que o Livro não se encontrava naquele estabelecimento, pelo que solicitei um agente da P.S.P. que tomou conta do facto.
Voltei no dia seguinte, por me ter sido dito que nessa altura o Livro já estaria disponível e fiz a respectiva reclamação.
Perante o exposto e tendo em conta que me parece não ser muito digno de uma Casa do FC do Porto, ligada de certa forma a este Clube, alimente a venda ilegal de bilhetes, isto é, a "candonga", venho solicitar o seguinte:
· Que seja averiguada esta situação de forma a que as pessoas lesadas vejam reposta a verdade no que se refere ao preço real dos bilhetes adquiridos e que sejam reembolsados do excesso;· Que seja feito um pedido de desculpas formal e público às pessoas em causa;
· Que se faça um alerta público destas situações, de forma a que os adeptos, simpatizantes e outros tenham conhecimento das práticas levadas a cabo por estas Associações à margem da ilegalidade e que em nada dignificam o Clube que representam, neste caso o Futebol Clube do Porto.
Publicado por: Jorge Frota

