[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
Mostrar mensagens com a etiqueta Burla. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Burla. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Internet: Banco reforça sistemas de informação e segurança

Piratas voltam a atacar CGD

E-mails falsos, enviados em nome do serviço on-line da Caixa Geral de Depósitos, estão a circular na internet solicitando todos os dados confidenciais dos clientes. Trata-se de mais um ataque informático à CGD, a qual admite "um acréscimo", não só do número de casos, como do tipo de abordagem feita aos clientes.

A mensagem que está a chegar às caixas de correio electrónicas faz--se passar por uma comunicação da Caixa Directa On-line e remete para uma ligação que solicita todos os dados secretos dos clientes deste serviço on-line, incluindo os números e letras do cartão matriz, que permite efectuar diversos tipos de transacções.

Os ataques levaram a CGD a reforçar, recentemente, as informações e os alertas sobre segurança no seu site (ww.cgd.pt) e a articular o serviço on-line com o telemóvel, através do SMS Token. Trata-se de um mecanismo de segurança que complementa os actuais processos de autenticação e confirmação de operações on-line e é indispensável para transferências ou pagamentos superiores a mil euros, ou 50 euros, caso seja feito a partir de telemóvel.

O sistema exige, para completar a operação, um código que é enviado para o telemóvel do cliente, que só pode ser utilizado uma vez e tem uma validade de 60 segundos.

PORMENORES
34.º LUGAR
A CGD está em 34.º lugar no ranking dos 50 bancos mais seguros do Mundo em 2009, revela o relatório elaborado pela Global Finance.

ALERTA
A GCD alerta para o facto de não solicitar quaisquer dados secretos aos seus clientes seja a que título for por e-mail, pelo que devem ser ignoradas as mensagens.
CONTRATO

Os clientes que cederam os seus dados deverão contactar a CGD, que mudará o contrato.

Raquel Oliveira, in “Correio da Manhã”
04 Setembro 2009

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Mulher burla com casas para férias

inCorreio da Manhã” - 21 Agosto 2009
Por: Paulo Marcelino

Albufeira: GNR investiga dez casos, a maioria com a mesma suspeita

Os Camacho das Caldas da Rainha e os Moreira de Ovar chegaram a Albufeira para férias com casais amigos e filhos. Não se conhecem, mas foram vítimas da mesma burla. Não há apartamentos alugados e a mulher que recebeu os sinais em depósitos bancários não compareceu aos encontros e está incontactável.
Os burlados conseguiram apurar o nome da titular da conta bancária onde depositaram os sinais para reserva – Maria Fernanda Gouveia, que não corresponde ao nome como se identificou pelo telefone, Amélia – e ontem apresentaram queixa na GNR contra a mulher. Fonte do Comando da GNR confirmou ao CM que "o Destacamento de Albufeira está a investigar dez casos de burlas com casas para férias e a maioria refere-se a essa senhora". Acrescentou que a mulher "estava referenciada como moradora nos Olhos d’Água, mas não foi encontrada e ninguém a conhece ali".
"Tenho a certeza que fui burlado", disse ao CM, Filipe Camacho, que viajou ontem das Caldas da Rainha com a mulher e um filho, mais um casal amigo com filho. Estava feito um depósito de 100 euros para alugar um T2 por cinco dias, a 40 euros por dia. Ontem, depois de apresentar queixa, procurava outro apartamento para passar férias. "Foi a primeira vez e calhou bem. Eu costumava acampar", ironizou a vítima.

Artur Moreira, de Ovar, tratou de um aluguer para férias com mais um casal e três filhos. Foi burlado da mesma forma. Encontrou um T2 em promoção no site de anúncios OLX, no caso a 45 euros por dia. Pagou um sinal de 125 euros. A interlocutora, que dizia chamar-se Amélia, nunca lhe deu uma morada concreta, apenas o nome da urbanização da casa para férias, e deixou de atender o telefone assim que levantou o depósito. "Caímos no conto-do-vigário", lamenta Artur Moreira.

As histórias são idênticas e as vítimas referem que a burlona funciona com a ajuda de duas filhas.

P O R M E N O R E S

QUARTEIRA
Manuel Machado e A.N. foram burlados na última semana de Julho em Quarteira. Também pagaram sinal, mas as casas para férias não existiam.

ALDEAMENTO
O Clube Vila Rosa, em Portimão, teve mais de uma dezena de famílias que ali chegaram com reservas que não existiam.

INTERNET
A burla passa quase sempre por anúncios na net. A Região de Turismo aconselha a usar operadores credenciados.

Publicado por: Jorge Frota

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O burlão pedia doações para ajudar os bombeiros

Exclusivo i / Semanário Grande Porto

Burla: “As pessoas acreditam em tudo. É fácil enganá-las”

Burlão apanhado em flagrante pela GNR pedia para os bombeiros e até passava recibo

1/1
Um burlão foi ontem apanhado em flagrante pela GNR em Vila das Aves, Santo Tirso, quando se preparava para enganar um homem de 80 anos. Faltavam poucos minutos para as 11h00 quando a patrulha do posto da GNR de Vila das Aves foi chamada de urgência à Rua Padre Joaquim Carlos Lemos por um familiar da vítima que suspeitou da situação.

O homem, de 39 anos, não ficou surpreendido com a chegada da polícia. "Agiu naturalmente e sem oferecer resistência. Ficou muito pálido, mas não pareceu especialmente nervoso", disse ao i fonte policial.
Quando viu a GNR à porta de sua casa, o idoso percebeu, em segundos, que estava a ser vítima de uma burla, mas garante que não se arrepende da dádiva que quase firmou. "Se fosse para os bombeiros, dava.

Dou sempre. Tenho dinheiro", disse o homem, que na véspera já tinha dado 400 euros ao suspeito. O burlão, que terá enganado dezenas de pessoas, fazia um peditório para os Bombeiros Voluntários de Vila das Aves.

Para o efeito, tinha vários documentos falsos com carimbos de instituições sociais que usava para tornar o seu esquema de burla mais credível, inclusivamente preenchendo recibos falsos.

Questionado pela GNR sobre o esquema a que recorria para burlar pessoas em várias cidades, limitou-se a responder: "As pessoas acreditam em tudo, por isso é fácil enganá-las

De acordo com as autoridades, o detido está referenciado pela Polícia Judiciária pela autoria de outras burlas, já tendo mesmo cumprido pena de prisão.

"É provável que se dedique a isto há muito tempo", acredita a polícia, "uma vez que nunca lhe foi conhecida qualquer actividade profissional".

A mesma fonte dá ainda conta de que o detido "viaja por várias zonas do país".

Isto leva as autoridades a suspeitarem que o suspeito, bem vestido e bem-falante, tenha burlado mais pessoas, noutras freguesias.

Ontem, depois de ser interrogado no posto da GNR, foi constituído arguido, saindo com termo de identidade e residência.
A GNR investiga agora outras possíveis vítimas do mesmo esquema.

Vários militares percorreram ontem Vila das Aves, mas até ao fecho desta edição não havia mais queixas por burla registadas naquela zona.
Pedro Sales Dias, 19 de Agosto de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Judiciária deteve três indivíduos por burla informática

inPúblico” -18.Ago.09

A PJ deteve três cidadãos romenos por contrafacção de cartões de crédito e débito e burla informática, foi ontem revelado pela PJ. Os cidadãos, que estavam em Portugal há cerca de um mês, "montaram dispositivos de captação de dados em máquinas ATM e usavam os dados obtidos em cartões contrafeitos para efectuarem levantamentos de dinheiro". Durante a operação foram apreendidos cartões contrafeitos, dispositivos de captação de dados, computadores e uma viatura.

Publicado por: Jorge Frota

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Leiria: 2 homens constituídos arguidos por burlas de 2,45 M€

inDiário Digital / Lusa” - 16.7.2009

Dois homens residentes no concelho de Porto de Mós foram constituídos arguidos quinta-feira por indícios de terem burlado dezenas de pessoas, atraídas por anúncios de jornal, num total de 2,45 milhões de euros.
Segundo fonte da GNR de Leiria, foram apreendidos nas casas dos dois homens, de 37 e 51 anos, documentos relacionados com empréstimos de dinheiro para resolução de dívidas e investimentos e que permitiram identificar cerca de 170 vítimas, apesar de este não corresponder ao número de queixas apresentadas.
As buscas, fruto de uma investigação que decorria há seis meses, permitiram concluir também que os lesados são moradores de várias zonas do país, até porque os anúncios eram colocados em jornais de cobertura nacional.
De acordo com a mesma fonte, os anúncios disponibilizavam empréstimos em mensagens como «Empréstimos rápidos sobre cheques e letras acima de 50 mil euros - TAEG 4 por cento» ou «Particular/Desde 10 mil euros/Várias soluções/TAEG 8,8 por cento» e incluíam um ou dois números de telefone para contacto.
«Encontravam-se com as pessoas que pretendiam determinados montantes, mas pediam um montante inicial para custas de processo, para desbloquear o dinheiro, e depois iam pedindo mais, até que as pessoas desistiam», disse à Lusa, acrescentando, no entanto, que os valores dos montantes pedidos a cada vítima não estão totalmente apurados.
Os dois homens foram constituídos arguidos e ficaram sujeitos a termo de identidade e residência, ficando a aguardar o desenvolvimento do processo em liberdade.
O mais velho estava já em liberdade condicional por consumo e tráfico de droga.

Publicado por: Jorge Frota

segunda-feira, 22 de junho de 2009

TRIBUNA DO CONSUMIDOR

Venho por este meio solicitar a v/ ajuda na seguinte situação: desde o ano passado que a empresa GEOTRAVELLER, com o nº de entidade credora 103897, tem tentado retirar montantes da minha conta bancária através da introdução de autorizações de débito informaticamente.
Solicitei ao banco esclarecimentos e fui informada qualquer empresa pode introduzir débitos directos informaticamente, sem ter de se dirigir a um balcão e sem existir qualquer confirmação de que o titular da conta deu autorização ou não. Foi uma forma de simplificar as operações introduzida pelo banco de Portugal.
Foi-me também entregue pelo banco uma cópia de uma autorização de ordem permanente passada por mim à empresa GESTRAVEL/ Intertravel, com a referência que a empresa GEOTRAVELLER utiliza para aceder à minha conta, e que já havia sido cancelada por mim no ano de 2007.
Tudo começou quando fui contactada por uma agência de viagens: Intertravel / Gestravel porque ganhei um fim-de-semana gratuito. Para levantar o prémio teria de me deslocar a um Hotel específico e aí receberia o meu fim-de-semana. Mas, o objectivo não é só oferecer o fim-de-semana gratuito. É vender. Neste caso foi vender um cartão de férias que me daria descontos em médicos, dentistas, ginecologistas e também nos alojamentos da sua rede de hotéis.
Para isso, teria apenas de pagar 140,00€ por ano durante 4 anos. Segundo a promotora de viagens que me atendeu não tinha mais nenhum encargo e poderia desistir deste cartão a qualquer momento. Mas nada disto se veio a verificar. Quando cheguei a casa e multipliquei o valor pelo número de prestações verifiquei que o valor seria muito superior ao que a promotora me tinha falado.
Entrei em contacto com a empresa e cancelei por telefone. Contactei com a empresa CREDIBOM que iria financiar o empréstimo e esta informou-me que o crédito não tinha sido aprovado por eu ter muitas responsabilidades financeiras. Fiquei descansada quando de repente recebo os cartões de férias em casa. Entrei logo em contacto com a empresa e disseram-me que não poderia ter cancelado somente por telefone e que deveria ter sido por carta registada!!! De boa fé, acreditando na pessoa que estava à minha frente preenchi documentos sem ler. Enviei logo uma carta registada explicando a situação e cancelando novamente o contrato. Questionando o porquê de quererem continuar com um contrato cujo crédito não tinha sido aprovado! Disseram-me que não lhes interessavam com as responsabilidades que eu tinha a cargo, que tinha assinado o contrato e que não havia nada a fazer!
Esta empresa tem agido de má fé no meu caso, e pelo que tenho conhecimento existem muitas pessoas estão em situação idênticas.

Publicado por: Jorge Frota

segunda-feira, 9 de março de 2009

Tribuna do Consumidor

Tudo começou quando necessitei de um automóvel. Fiz uma pesquisa em alguns portais de automóveis. Depois fiz algumas comparações entre diferentes marcas e modelos, vi também a questão dos preços. Nunca me preocupei com a fonte, ou seja, de onde é que vinham esses carros, quem os vendia, também não me preocupei com a questão da garantia, pois sabia que a inclusão de uma garantia encarece o valor do carro.
Após ter feito essa pesquisa, encontrei um negócio fantástico, sim fantástico, pois era um automóvel que já tinha pesquisado e que os seus valores se encontravam na ordem dos 12.500,00€, mas que neste caso o valor da venda era só 4.500,00€. Como é lógico desconfiei, mas não pus de lado a hipótese de o comprar. Então entrei em contacto com o vendedor e solicitei mais informações sobre a viatura e qual a razão da viatura se encontrar com um preço muito baixo.
A resposta às características da viatura foram satisfatórias, fez uma descrição do equipamento do carro, depois relativamente ao preço o vendedor explicou que a viatura era da empresa de onde trabalhava, e como se ia embora para o seu país de origem, queria vender depressa a viatura. Mas eu voltei a questionar, o porquê do valor tão baixo, ao que respondeu: "a viatura foi adquirida em sistema de leasing, e que lhe foi dado como meio de pagamento do seu salário. Só teria que pagar o valor residual, mas que se eu estivesse realmente interessado teria que ser breve na resposta, pois tinha mais pessoas interessadas".
Bem, eu pensei e depois de ter feito algumas diligências decidi avançar para a compra da viatura. Mas antes pedi informações relativamente ao automóvel, através da matrícula pude comprovar que a viatura realmente pertencia à empresa que o vendedor tinha referido e estava no regime de leasing. Encontrei-me com o vendedor numa bomba de gasolina, vi o carro, era tal e qual como ele tinha mostrado nas fotos. Comecei mesmo a ficar convencido que era um negócio estupendo. Decidi então avançar para a compra, assinamos os documentos necessários para a transacção. Depois de assinados, o vendedor disse que precisava de um sinal de 50% do valor do carro. Isto, para que ele pudesse liquidar o valor residual e transferir a propriedade da viatura para o meu nome na conservatória do registo automóvel; ao mesmo tempo que liquidava o valor em falta.
É importante referir que o automóvel em causa, custava em novo o valor de 25.000,00€ e que 5% de valor residual era de 1250,00€. Eu no entanto tinha adiantado os 2500,00€ respeitantes aos 50% de sinal. Como já tinha os papéis assinados, pensei que não havia problema nenhum.
Mas a verdade é que esse vendedor nunca mais apareceu e perdi os 2500,00€.
Como é claro, tentei descobrir o rasto ao vendedor, mas nunca mais consegui.
Fiquei curiosa como é que o vendedor conseguiu o carro da leasing e daquela empresa, como é que conseguiu pegar no carro e mostrar esse carro? Andei em blogs em fóruns sei lá, num zilião de locais na Internet, até que consegui montar o esquema que ele montou. Assim esse vendedor fez o seguinte:
1) Pesquisou na Internet em portais de automóveis que não estão protegidos.
2) Identificou um determinado carro, obteve as informações acerca do antigo dono e qual a empresa de financiamento, roubou as fotos desse carro do portal (chamemos-lhe portal X).
3) Registou o carro noutro portal (chamemos-lhe portal Y), também esse sem qualquer regra de protecção ou verificação de dados colocados.
4) Depois anunciou o carro como sendo dele.
Mais curiosa fiquei, foi como é que conseguiu um carro exactamente igual com a mesma matrícula, mas como é possível fazer matrículas em qualquer lugar, parto do pressuposto que deve ter alugado um carro exactamente igual, trocou as matrículas e já está.
Como é que descobri que o vendedor roubou as fotos do portal x e colocou no portal y?
Fácil, durante a minha pesquisa, encontrei o anúncio desse carro em três portais diferentes, três carros iguais com as mesmas fotos, mas os donos eram diferentes. Nos dois portais que já identifiquei os vendedores não respondiam. No terceiro portal, onde estava o verdadeiro anúncio, consegui falar com o vendedor e esclarecer as coisas, pois ele também tinha sido vítima deste mal entendido pois já tinha sido abordado por outras pessoas também enganadas.
O carro deste vendedor tinha o preço de 14.500,00€, exactamente igual à média dos valores praticados no mercado. O problema é que quando estamos a comprar um carro, normalmente só olhamos para o preço e depois somos enganados.”

Publicado por: Jorge Frota

quarta-feira, 18 de junho de 2008

EM NOME DA LOTARIA ESPANHOLA

Burla na Internet
Burlões actuam através de e-mail que aguçam a ambição das vítimas.
Judiciária já lançou um alerta com objectivo de evitar novos casos
.
Algumas dezenas de portugueses têm durante as últimas semanas sido vítimas de uma burla perpetrada através da Internet. As vítimas são contactadas através das suas contas de e-mail. A mensagem anuncia o visado como vencedor de um concurso no qual nunca participou. Um pormenor que poderia alertar as vítimas, mas que contudo tem sido sistematicamente ignorado.
Ávidas por ganhar mais algum dinheiro, as pessoas acedem às “solicitações” que lhes são apresentadas. Não confirmam dados, nem fazem quaisquer perguntas. No fim perdem dinheiro, além de terem revelado vários dados pessoais e bancários. Confrontada com várias situações, a Polícia Judiciária lançou um alerta. Refira-se então que nos casos agora divulgados, os e-mails estão geralmente “redigidos num português incorrecto” e informam a pessoa que ganhou um prémio substancial da lotaria espanhola “El Gordo” ou da “Lotaria primitiva espanhola”. Para justificar o facto adianta-se que alguém comprou um bilhete no nome do destinatário, agora legítimo proprietário do prémio. Mas para que o mesmo possa ser entregue solicitam que (se preencha um questionário onde são pedidos dados confidenciais como as identificações próprias e de familiares e os dados bancários que permitirão que o prémio seja depositado. Contudo, nos casos em que as pessoas acedem enviar os dados recebem depois uma nova comunicação que lhes pede que depositem uma quantia em dinheiro (cerca de 10% do prémio atribuído) para fazer face às despesas.
Quem o faz não recebe mais nenhum e-mail e tão pouco vê a quantia depositada. O esquema é uma fraude que se pode repetir a qualquer momento e em qualquer parte do País. Portanto a PJ recorda que convém manter-se atento e nunca confiar quaisquer dados sem conhecer previamente o seu destinatário.
In “Jornal do Fundão”, 5 de Junho de 2008

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Livro de Reclamações

“Venho, através deste meio, comunicar um facto grave ocorrido e ao mesmo tempo solicitar ajuda a V. Exª num caso de burla / crime a que fui sujeito.

Em Setembro de 2007 comprei um automóvel da marca Mercedes-Benz C220 CDI Station Classic Aut com matrícula portuguesa ««««, matrícula alemã ««««« e 94.792 km.
Este negócio foi feito num Stand de Automóveis. O negócio envolveu a minha viatura Mercedes E200 CDI, a qual entreguei por um valor a rondar os 15.000 euros, tendo depois pago o restante. O vendedor em causa deu-me 12 meses de garantia ou 20.000 km à viatura comprada, tendo-me entregue um livro de revisões com o logótipo do seu Stand.
Após alguns meses a conduzir o referido automóvel, foi-me dito por pessoas ligadas ao ramo que a estes automóveis vindos do estrangeiro eram-lhe retirados quilómetros e era preciso ter cuidado ao comprá-los. Esta situação levou-me a dirigir ao concessionário Mercedes no dia 2 de Maio de 2008 e, posteriormente, ao representante da marca em Portugal.
Tendo-me deslocado ao representante da marca nessa mesma tarde, fui recebido por um funcionário da referida empresa, pelo qual me foi solicitado o Documento Único da viatura e os meus dados pessoais dos quais tirou fotocópias.
O historial da viatura foi-me enviado através de carta, onde consta a última revisão, que foi feita na marca em 4 de Outubro de 2005, e que dela constavam 179.885 km, o que contradiz a revisão feita no concessionário Mercedes «««««, constante no livro de revisões original, ao qual faltam 4 páginas e que atesta que a viatura tem 98.757 km no dia 28 de Agosto de 2006.
Tendo entrado em contacto com o vendedor e perguntado como se resolveria o assunto, visto que ele me enganou, e querendo eu desfazer o negócio ou arranjando-me ele uma outra viatura com as mesmas características e os kms reais pelos quais eu paguei, foi-me dito que não tinha nada a ver com o assunto e que eu podia fazer queixa para quem quisesse, pois não tinha culpa.
Após análise da situação verifica-se que um Stand português vende carros com kms ilegais e que um concessionário Mercedes em Portugal foi conivente com uma situação criminosa que infelizmente se tem vindo a verificar no nosso país cada vez com mais frequência. Sinto-me lesado com esta situação.”