[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Carta Europeia compromete-se a reduzir acidentes rodoviários

Um total de 49 instituições públicas e privadas estão unidas para desenvolver acções que ajudem a reduzir a sinistralidade.

A Carta Europeia da Segurança Rodoviária foi ontem assinada por 25 entidades portuguesas, subindo para 49 o número de instituições públicas e privadas que se comprometem a desenvolver acções que ajudem a reduzir a sinistralidade rodoviária.
Lançada pela Comissão Europeia há quatro anos, a carta faz parte do Programa de Acção para a Segurança Rodoviária e tem como objectivo reduzir para metade o número de mortos nas estradas europeias até 2010, ou seja, salvar 25 mil vidas em seis anos. A nível europeu já aderiram mais de 1.000 entidades e em Portugal já tinham entrado 24 instituições, como a Brisa, … e os CCT.
Na cerimónia, que ontem decorreu na Representação da Comissão Europeia, em Lisboa, aderiram mais 25 entidades portuguesas, nomeadamente 12 Governos Civis, a Câmara Municipal de Lisboa, a Auto-Estradas o Norte (AENOR) e a Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel (ANECRA).
No âmbito da iniciativa, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, disse aos jornalistas que “a história recente é de êxito” em Portugal, uma vez que nos últimos 20 anos se registou uma diminuição de cerca de um terço relativamente ao número de mortos nas estradas.
O melhoramento das estradas, o crescimento do numero de auto-estradas, uma fiscalização da GNR e da PSP “mais eficaz” e um comportamento mais cívico dos condutores contribuíram, segundo o ministro, para reduzir “significativamente o número de mortos em acidentes rodoviários” em Portugal
Apesar das melhorias, ainda não temos “a situação ideal” e os números continuam a ser preocupantes, afirmou para destacar as medidas do Governo, como o Plano Nacional de Segurança Rodoviária 2008-2015, reforma do processo sancionatório, a nova rede de controlo de velocidade e a revisão do Código da Estrada.
Rui Pereira disse que este ano a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) vai iniciar uma “ampla reflexão” sobre a segurança rodoviária que originará a uma “revisão profunda” do Código da Estrada. Escusando-se adiantar pormenores sobre as alterações, o ministro disse apenas que o futuro Código da Estrada poderá incluir a carta por pontos.
O governante defendeu ainda que os condutores que já possuem carta de condução devem ter reciclagem sobre o Código da Estrada, realidade que o Governo está atento. Além da formação de novos condutores, que deve passar pelo domínio das técnicas, regras e responsabilidade cívica, os que já possuem títulos devem frequentar reciclagem, disse.
Prevenção de sinistralidade rodoviária distinguida
O ministro da Administração Interna considerou ontem “merecida” a distinção que Portugal vai receber segunda-feira da União Europeia por ter conseguido reduzir para metade o número de mortos na estrada.
“Creio que este prémio é merecido. É merecido pelo esforço que nós temos feito e creio que podemos fazer ainda melhor”, disse ontem o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, a propósito da distinção pela redução para metade do número de mortos na estrada no período definido pela União Europeia, entre 2001 e 2010.
O prémio, que será também entregue a França e ao Luxemburgo pelo European Transport Safety Council - Conselho Europeu de Segurança Rodoviária -, numa cerimónia que vai decorrer em Bruxelas, é o reconhecimento público do cumprimento da meta definida pela União Europeia.
Jornal “Diário de Aveiro”, 21 de Junho de 2008