As redes sociais na Internet, com a colocação de dados pessoais nos perfis dos utilizadores e a sua eventual utilização indevida, são um "perigo latente", considera a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD).
A propósito do Dia Europeu da Protecção de Dados, celebrado ontem, o presidente da CNPD, Luís Silveira, disse à agência noticiosa Lusa que as redes sociais electrónicas "são uma preocupação". A utilização dessas redes por entidades empregadoras para terem acesso aos dados colocados nos perfis dos candidatos a empregos é um dos perigos detectados.
"Já se verificou que essa utilização abusiva está a acontecer em alguns países e não excluo que em Portugal isso também se verifique, mas não recebemos ainda nenhuma queixa formal", realçou Luís Silveira, adiantando que a União Europeia criou um grupo de trabalho de professores para fazerem um estudo sobre os perfis dos utilizadores dessas redes e o tipo de dados que contêm.
Também a CNPD criou há um ano o projecto Dadus, dirigido a jovens dos 10 aos 17 anos, alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, e que conta com a intervenção dos professores e dos pais. "A nossa preocupação é convencer os cidadãos e, particularmente, as crianças e os jovens de que são eles os primeiros responsáveis pela protecção dos seus próprios dados", realçou. "As redes sociais são atractivas e aliciantes para os jovens, que muitas vezes colocam nos seus perfis dados pessoais e até íntimos, expondo-se a terceiros que desconhecem", alertou o presidente da CNPD, entidade independente que funciona junto da Assembleia da República.
Publicado por: Jorge frota
A propósito do Dia Europeu da Protecção de Dados, celebrado ontem, o presidente da CNPD, Luís Silveira, disse à agência noticiosa Lusa que as redes sociais electrónicas "são uma preocupação". A utilização dessas redes por entidades empregadoras para terem acesso aos dados colocados nos perfis dos candidatos a empregos é um dos perigos detectados.
"Já se verificou que essa utilização abusiva está a acontecer em alguns países e não excluo que em Portugal isso também se verifique, mas não recebemos ainda nenhuma queixa formal", realçou Luís Silveira, adiantando que a União Europeia criou um grupo de trabalho de professores para fazerem um estudo sobre os perfis dos utilizadores dessas redes e o tipo de dados que contêm.

Também a CNPD criou há um ano o projecto Dadus, dirigido a jovens dos 10 aos 17 anos, alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, e que conta com a intervenção dos professores e dos pais. "A nossa preocupação é convencer os cidadãos e, particularmente, as crianças e os jovens de que são eles os primeiros responsáveis pela protecção dos seus próprios dados", realçou. "As redes sociais são atractivas e aliciantes para os jovens, que muitas vezes colocam nos seus perfis dados pessoais e até íntimos, expondo-se a terceiros que desconhecem", alertou o presidente da CNPD, entidade independente que funciona junto da Assembleia da República.
Publicado por: Jorge frota
