[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Portugueses são dos menos satisfeitos com a vida

in suplemento do Diário de Aveiro - 28 Novembro 2008

Inquérito comparou valores e atitudes sociais na Europa
Os portugueses estão entre os europeus que manifestam menor satisfação com a vida e felicidade
, de acordo com o Inquérito Social Europeu de 2006, um estudo que compara os valores e atitudes sociais na Europa.
Os resultados da terceira fase do estudo, que tem sido desenvolvido desde 2001 em países comunitários e fora da União Europeia, foram ontem apresentados em Lisboa, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, que, em consórcio com o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) assegura em Portugal a realização do inquérito.
Comparando com os resultados de inquéritos semelhantes realizados em 23 países europeus, Portugal ocupa «o quinto lugar mais baixo em bem-estar subjectivo, isto é, em felicidade e satisfação com a vida», revela.
Além do bem-estar subjectivo - que compreende avaliações acerca do grau de agradabilidade da vida -, o inquérito debruça-se igualmente sobre o bem-estar psicológico dos europeus, entendido como a visão mais profunda da qualidade de vida e o bem-estar social, equivalente à qualidade do funcionamento pessoal ao nível das relações com os outros e com a sociedade.
No que diz respeito ao bem-estar psicológico, Portugal está também abaixo da média europeia, ocupando o 16 lugar, entre 23, só à frente da Hungria, Federação Russa, Letónia, Eslováquia, Bulgária, Polónia e Ucrânia, que encerra a tabela. No capítulo do bem-estar social, a posição portuguesa também não é brilhante. Numa tabela liderada pela Noruega, Portugal ocupa o 17 lugar, à frente da França, Rússia, Polónia, Ucrânia e Bulgária
Os autores relacionam estes valores com o nível de desenvolvimento do país. «De facto, quanto maior o nível de desenvolvimento avaliado pelo índice de desenvolvimento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) de 2007, maior o bem-estar subjectivo, psicológico e social", referem no estudo. O trabalho de campo deste terceiro inquérito foi conduzido em Portugal entre Outubro de 2006 e Fevereiro de 2007, através de 2.222 entrevistas presenciais em casa dos entrevistados.
O estudo refere também que portugueses são os europeus que começam a trabalhar mais cedo, mas estão entre os que saem mais tarde de casa dos pais.
O Inquérito Social Europeu indica que «Portugal é o país onde, em média, a primeira experiência laboral acontece mais cedo, em torno dos 17,7 anos», concluindo no entanto que as «entradas no mercado de trabalho mais precoces não se traduzem em imediata transição residencial».
Em Portugal, a saída de casa dos pais só ocorre, em média, quatro anos depois da primeira experiência laboral, ou seja, aos 21 anos.
Por outro lado, constata que os portugueses estão descontentes com a qualidade da democracia e desinteressados da política. Só os russos, húngaros, ucranianos e búlgaro; estão mais descontentes que os portugueses com o funcionamento da democracia e politicamente mais desinteressados. No extremo oposto encontram-se a Dinamarca, a Suíça e a Finlândia.

Publicado por: Jorge Frota