[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Portugal chegará a 2010 com 650 mil desempregados

inJN” - 16.Set.09

As estimativas são da OCDE, que calcula um acréscimo de 210 mil desempregados relativamente aos números finais de 2007.
A OCDE estima que no final de 2010 o desemprego em Portugal atinja 650 mil pessoas, o que significa que existirão mais 210 mil desempregados do que os contabilizados no final de 2007, segundo um relatório hoje divulgado.
Segundo as contas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal chegará, assim, ao final de 2010 com uma taxa de desemprego na ordem dos 11,7 por cento.
No relatório sobre Perspectivas de Emprego 2009, hoje publicado, a organização projecta assim para o último trimestre de 2010 uma subida de 47,9 por cento no número de desempregados, face a igual período de 2007.
Em Dezembro de 2007, segundo a OCDE, Portugal tinha 440 mil desempregados e uma taxa de desemprego de 7,9 por cento.

Publicado por: Jorge Frota

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Desemprego de jovens qualificados é mais alto em Portugal

Falta de emprego de longa duração afecta 51 por cento dos jovens portugueses com "canudo". Na OCDE a média é de 42 por cento

As diferenças entre Portugal e os outros países

Os jovens universitários portugueses são mais afectados pelo desemprego de longa duração do que a média dos universitários desempregados nos restantes países da OCDE. A constatação é válida também para os jovens desempregados que não completaram o ensino secundário, segundo o relatório Education at a Glance, que foi ontem divulgado e que é mais vasta compilação de dados sobre os sistemas educativos daquele espaço económico composto por 30 países.
Trabalhando com dados de 2007, o relatório mostra que o desemprego de longa duração afecta 51 por cento dos desempregados portugueses com diploma universitário e idades entre os 25 e os 34 anos. Na média dos países da OCDE, esta taxa é de 42 por cento.
Se a comparação for entre os desempregados da mesma faixa etária mas com qualificações abaixo do ensino secundário, o peso do desemprego de longa duração sobe: é de 61 por cento em Portugal, contra os 55 por cento da média dos países da OCDE.
Em Espanha, o peso do desemprego de longa duração entre os jovens desempregados da mesma faixa etária é bastante menor: 42 por cento para os desempregados sem o ensino secundário e 39 por cento para os detentores de diploma universitário. Entre 2003 e 2007, Espanha conseguiu, aliás, diminuir em quase nove pontos percentuais o desemprego de longa duração naquelas idades (não há dados comparativos relativamente a Portugal). De toda a maneira, Portugal está longe de ser o mais mal colocado na tabela. Em pelo menos nove países, o desemprego de longa duração ensombra mais de 50 por cento dos desempregados com formação universitária. E está acima dos 60 por cento em países como a Grécia, a Polónia e a Turquia.
Na média dos países da OCDE, o desemprego entre os mais qualificados tendeu a baixar relativamente ao resto da população. Aliás, ter o secundário completo reduz em 6,7 pontos percentuais o risco de desemprego para quem tiver entre 20 e 24 anos. "A ausência do ensino secundário completo é claramente um impedimento sério na obtenção de um emprego", reforçam os autores.
Contudo, uma vez no desemprego, os jovens nem sempre conseguem o retorno daquilo que investiram na educação. "O benefício da educação na procura de emprego por parte de um desempregado tornou-se menos claro", lê-se.
Superior com mais 7,5%
Em termos gerais, e na média da OCDE, um jovem que em 2007 tivesse 15 anos podia contar com sete meses de desemprego nos anos vindouros e mais 1,3 anos sem trabalhar nem estudar. No caso de países como Portugal (mas também França, Grécia, Polónia...), o período expectável de desemprego é de mais de um ano.
Como nos anos que se seguem "as taxas de desemprego devem ultrapassar os 10 pontos percentuais em muitos dos países da OCDE", os ganhos potenciais que cada um perde por estar a estudar em vez de a trabalhar "serão em muitos casos próximos do zero". Logo, estes são "tempos excelentes para investir na educação".
Portugal continua, porém, a integrar o grupo de países com maior percentagem de jovens desempregados em idade escolar (15-29 anos). Em 2007, a situação afectava 7,8 por cento dos jovens, contra os 4,9 por cento da média dos países da OCDE. Porque datados de há dois anos, estes dados não espelharão ainda o programa Novas Oportunidades que o Governo lançou em Dezembro de 2005 com vista a alargar o referencial mínimo de formação até ao 12.º ano de escolaridade.
O relatório aponta Portugal como o único país da OCDE que não registou um aumento, entre 1995 e 2007, na frequência do sistema de ensino por parte dos jovens entre os 20 e os 29 anos, ou seja, com idade para frequentar a universidade. Ao contrário, a percentagem desceu de 22 para 21 por cento. Na média da OCDE, a adesão daqueles jovens à universidade aumentou de 22 para 25 por cento. A Grécia registou aqui um aumento de 14 pontos percentuais. A República Checa, a Finlândia, a Polónia e a Suécia também registaram melhorias da ordem dos 12 por cento.
Tal não significa, porém, que a frequência da universidade tenha diminuído tout court. Ao contrário, entre 1998 e 2006, o número de alunos entre os 25 e os 64 anos no ensino superior aumentou 7,5 por cento em Portugal. A OCDE registou um aumento médio de apenas 4,5 por cento.
Na faixa etária dos 15 aos 19 anos, o cenário em Portugal melhorou e muito. A frequência da escola naquelas idades subiu quase dez pontos percentuais, de 68 para 77 por cento. Ainda assim, abaixo da média da OCDE, onde 82 por cento dos jovens naquelas idades estavam, em 2007, matriculados na escola. Uma diferença que tenderá a atenuar-se nos próximos anos, já que, a partir deste ano lectivo, a escolaridade obrigatória em Portugal irá até aos 12 anos de escolaridade ou até aos 18 anos de idade.
Privado pesa 13,5%
Um dado curioso é que o ensino privado pesa mais em Portugal do que na média da OCDE em todos os graus de ensino. No primeiro ciclo do ensino básico, o privado representa 8,5 por cento (2,9 por cento na OCDE). No terceiro ciclo, o peso do privado baixa para os 5,5 por cento (3 por cento na OCDE), voltando a subir no secundário para os 13,5 por cento (5,3 por cento na OCDE). Só no México e no Japão, e nalguns graus de ensino nos Estados Unidos, é que o sector privado tem mais peso do que em Portugal.
Os portugueses são, entre os alunos dos países da OCDE, dos que passam mais tempo na sala de aula: 889 horas por ano, no caso das crianças entre os sete e os oito anos de idade (790 na média dos países da OCDE). Esta relação inverte-se, se atentarmos nas crianças com 15 anos: se forem portuguesas, passam 872 horas/ano na sala de aula, contra 966 horas/ano na média dos países da OCDE.
Apesar disso, Portugal continua no no 5.º e 6.º anos a ser o país que menos tempo dedica ao ensino da língua, da Matemática e das Ciências.
Na média da OCDE estas três disciplinas pesam 47 por cento no currículo obrigatório. Em Portugal, pesam apenas 36 por cento. No caso concreto da língua e da literatura, esta ocupa apenas 15 por cento do currículo, enquanto na OCDE o peso é de 23 por cento (25 por cento na média da União Europeia a 19).
Por Natália Faria, com Bárbara Wongin “Público”, 08.Set.09

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Mais 22,4% de desempregados inscritos nos centros de emprego no 1º semestre

Número de desempregados inscritos nos centros de emprego, excluindo regiões autónomas, subiu em média 22,4 por cento no primeiro semestre, face igual período de 2008.

Segundo os dados fornecidos à Agência Lusa pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), nos seis primeiros meses do ano existiam 462.413 inscritos, mais 84.751 do que os observados em igual período do ano passado e mais 48.767 do que no primeiro semestre de 2007.

Por regiões, o desemprego registado no primeiro semestre (média mensal) subiu mais no Algarve (57,3 por cento) para 19.547 pessoas.

No Centro, o número de inscritos, em média, no semestre subiu 22,6 por cento para 71.402 pessoas, em Lisboa e Vale do Tejo cresceu 21,9 por cento, para 141.606 pessoas e no Norte aumentou 20,6 por cento, para 208.207 desempregados.

No Alentejo, a subida semestral do número de inscritos nos centros de emprego do IEFP foi de 19,3 por cento, para 21.651 pessoas.

Faro foi assim o distrito do país onde o número de inscritos mais subiu, disparando 57,3 por cento face igual período do ano passado, seguido de Aveiro, onde o número avançou 38,5 por cento.

Bragança e Guarda, por sua vez, foram os distritos, onde o número de inscritos menos cresceu, com subidas de 3,7 e 8,7, respectivamente.

No distrito de Lisboa, no conjunto do semestre, inscreveram-se mais 21,2 por cento do que há um ano atrás, enquanto no Porto foram mais 19,47 por cento.

A actividade da Indústria, Energia, Água e Construção foi a que mais subiu entre Janeiro e Junho (34,6 por cento), com 161.564 desempregados inscritos no fim do semestre (mais 41.532 do que há um ano atrás).

Dentro desta actividade, os subsectores mais penalizados foram a construção (com uma subida homóloga de 65 por cento), a indústria da madeira e da cortiça (com um aumento de 53,8 por cento) e as indústrias extractivas (mais 47,3 por cento).

Nos Serviços, o número de inscritos avançou 20,7 por cento e na Agricultura, Produção Animal, Caça, Floresta e Pesca aumentou 13,8 por cento, relativamente a igual período de 2008

In “JN”, 19.Ago.09

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Desemprego registado em Julho atinge novo pico dos últimos 30 anos

in “Público” – 18.Ago.09
Por: João Ramos de Almeida

Nos primeiros sete meses de 2009, inscreveram-se 424 mil novos desempregados, mas nesse período o desemprego registado apenas subiu 80 mil pessoas
No Verão, o desemprego costuma descer. Mas não este ano. O número de desempregados inscritos nos centros de emprego continua a crescer a um ritmo recorde, apenas comparável com o de 2003.
Em Julho passado, havia 496.683 desempregados, o valor mais alto de sempre, cerca de 30 por cento acima do verificado um ano antes. Face a Junho anterior, subiu 1,4 por cento, uma das maiores variações nesta altura do ano dos últimos 30 anos.
Os números ontem divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) mostram que o desemprego está ainda a acelerar desde que começou a crescer em Outubro de 2008. As entradas em cada mês de novos desempregados continuam a subir a ritmos elevados. Em Julho passado, foram 60 mil novos, ou seja, mais 18 por cento face a igual período de 2008. Mas o seu ritmo parece estar a abrandar desde que em Março passado subiu 53 por cento face a Março de 2008.
Face a este cenário, o presidente do IEFP preferiu sublinhar o lado mais positivo. "Não podemos dizer que o mercado de emprego está melhor, mas os valores negativos que vinham a ser apresentados desde o último trimestre do ano passado estão a ser sucessivamente mais pequenos, e isso é consentâneo com os dados da evolução da economia", disse Francisco Madelino à agência Lusa.
Na verdade, a economia, segundo o INE, apenas revelou que a actividade económica poderá ter "batido no fundo". No segundo trimestre de 2009, o produto interno bruto cresceu 0,3 por cento face ao primeiro trimestre.
Ou seja, o primeiro valor positivo desde o Verão passado, mas que ainda assim pouco altera a quebra de 3,7 por cento observada no primeiro trimestre de 2009 face ao mesmo período de 2008. O emprego total caiu 2,9 por cento no segundo trimestre face ao de 2008, um dos maiores trambolhões de sempre.
Retoma difícil
O ano de 2009 dificilmente registará uma retoma e não é espectável uma subida do emprego, muito menos uma absorção do desemprego. Os dados históricos das últimas três recessões mostram, aliás, que - após o início da retoma económica - a economia leva cerca de dois anos a reduzir o nível de desemprego.
Mas Francisco Madelino frisa antes uma "estabilização do crescimento do desemprego". Entre Novembro de 2008 e Abril deste ano, o número de desempregados registados pelo IEFP aumentou em 105 mil, enquanto, "desde Abril, há sete mil desempregados a mais". Mas esses não são os dados completos nem transparentes.
Só nos primeiros sete meses do ano, inscreveram-se 424 mil novos desempregados.
Apesar dessa enchente nunca antes vista nos últimos 30 anos, o total de desempregados registados subiu apenas 80 mil pessoas (de 416 mil em Dezembro passado para os 496 mil em Julho). Nesse período, o IEFP conseguiu colocar 35 mil pessoas. Mas as restantes 307 mil inscrições foram anuladas pelos centros de emprego. Só em Julho passado foram 46 mil.
Este nível de anulação em sete meses é dos mais elevados, somente ultrapassado em igual período de 2006 e 2007. Mas quando se compara o peso das anulações face ao número dos novos desempregados inscritos de Janeiro a Julho, a percentagem - 75 por cento em 2009 - é das mais baixas nos registos do IEFP. A média ronda os 90 por cento e anos houve - como 2006 ou 2007 - que se ultrapassou mesmo o total dos novos inscritos.
Em geral, a anulação de inscrições acontece por diversos motivos. Entre outros, porque o desempregado encontrou sozinho emprego, porque faltou à convocatória pelos centros de emprego, esteve em formação profissional, foi alvo de medidas de emprego ou reformou-se.
Mas desconhece-se a razão efectiva de um corte tão pronunciado porque o conselho directivo do IEFP se recusa a divulgar valores estatísticos mensais dos motivos de anulação, por considerar que os números anuais são os indicados para análise de "normalidade". Isso mesmo quando parceiros sociais com assento no conselho de administração do IEFP o exigem igualmente.
Se o total de desempregados registados parece, há meses, resistir à barreira psicológica dos 500 mil desempregados, a tendência de desemprego por sectores ilustra o panorama geral de subida do desemprego.
A indústria transformadora registou a subida mais pronunciada do desemprego. Face a Julho de 2008, o total de desempregados subiu 44 por cento, tocando 171 mil pessoas. Nos serviços - sector em que a quebra de emprego, segundo o INE, apenas se começou a verificar no segundo trimestre deste ano -, o desemprego registado subiu mais de 26 por cento face a Julho de 2008. E na agricultura e pescas atinge os 20 por cento.
E, por ramos de actividade, as subidas são ainda mais assustadoras. A construção e a indústria de vestuário, que concentram metade dos desempregados da indústria, tiveram aumentos homólogos de desemprego respectivamente de 77 e 35 por cento. No comércio, o imobiliário, o comércio e a hotelaria que abrangem 60 por cento dos 255 mil desempregados dos serviços, os aumentos foram de 20, 48 e 26 por cento. O número de desempregados vindos de actividades públicas subiu três por cento.

Publicado por: Jorge Frota

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Subsídios de desemprego e apoios disparam 24% no 1.º semestre

As despesas do Estado com o subsídio de desemprego, com o subsídio social de desemprego e com os apoios ao emprego subiram 24% nos primeiros seis meses do ano face a igual período de 2009.

Segundo os dados divulgados hoje pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO), a despesa do Estado atingiu no total 960 milhões de euros, representando 9,8% da despesa efectiva e 10,6% da despesa corrente realizada.  
O montante divulgado corresponde ainda a uma execução orçamental de 53,3%, segundo os mesmos dados.  
Em conferência de imprensa o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, garantiu no entanto que a despesa está "controlada" e a reagir conforme o previsto pelo Governo para o conjunto do ano.  
Na origem do aumento desta despesa estará o reforço do subsídio social de desemprego, em vigor desde o início do ano - medida aprovada pelo Governo no âmbito das políticas de emprego de resposta à crise - bem como o aumento do número de desempregados.
No total as despesas efectivas da Segurança Social cresceram 10,6% no primeiro semestre deste ano face ao período homólogo de 2008, registando-se um crescimento de receitas de 2,7%.
Segundo os dados da execução orçamental divulgados pela DGO, com a inclusão do saldo de anos anteriores - no valor de 1.359 milhões de euros - registou-se um acréscimo de 13,3% nas receitas, face ao mesmo período do ano passado, e uma subida das despesas de 13,9%.
Para a quebra nas receitas contribuiu o recuo em 0,3% das contribuições, que representam 57,5% do total, de acordo com os números da DGO.
As transferências correntes, que representaram 39,2% da receita efectiva, registaram, pelo contrário, um acréscimo de 6,8% relativamente ao primeiro semestre do ano passado.
No lado das despesas, além da subida dos encargos com subsídios de desemprego, registaram-se agravamentos de encargos de 31,9% no subsídio familiar a crianças e jovens e de 4,7%nos subsídios para as pensões.
A execução orçamental no período gerou um saldo orçamental na óptica da contabilidade pública de 1.179 milhões de euros, reflectindo um decréscimo de 653 milhões face à primeira metade de 2008.

23/7/2009 – In “Diário As Beiras”

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Portugal está entre os 13 da EU com mais desemprego jovem

A União Europeia (UE) contava com quase cinco milhões de cidadãos no desemprego jovem (15-24 anos), o equivalente a uma taxa de 18,3% no final do primeiro trimestre de 2009, com Portugal em 13º (taxa de 19,6%, acima da média) entre países com valores mais altos, revelam estatísticas do Eurostat esta quinta-feira.

Enquanto no conjunto da UE-27, o desemprego jovem aumentou de 14,6, no 1T08 para 18,3%, em igual trimestre de 2009. Os números do gabinete europeu de estatística dão uma ideia do impacto da crise económica no desemprego jovem, cujo valor compara com a taxa de 8,2% do desemprego total.

Em Portugal, a taxa do desemprego jovem aumentou 3,7 pontos percentuais, face a Março de 2008, para atingir 19,6% nos primeiros três meses do não em curso. Esta variação relativa correspondeu a um incremento de 14 mil, para 96 mil jovens no desemprego no espaço de um ano.

No período de um ano, ou seja desde que a taxa de desemprego começou a subir na Europa, a economia da UE acrescentou cerca de 960 mil jovens desempregados, para um total registado de 4, 95 milhões contabilizados no primeiro trimestre de 2009.

In “Diário AS Beiras”, 25.Jul.09




segunda-feira, 22 de junho de 2009

Banco Mundial prevê mais desemprego e pobreza nos países em desenvolvimento

inPúblico” - 22.06.2009
por: Ana Rute Silva

O fluxo de capital estrangeiro nas economias mais frágeis deverá cair 48,7 por cento, atingindo os níveis de 2004. O Banco Mundial espera uma contracção de 2,9 por cento do PIB mundial
Desta vez, os países emergentes não vão conseguir amparar a queda das maiores economias do mundo. Depois de um crescimento de 5,9 por cento em 2008, que sustentou o abrandamento dos Estados Unidos no ano passado, a economia das nações em desenvolvimento deve subir apenas 1,2 por cento em 2009.
Tirando a China e a Índia das contas, o PIB destes países deverá cair 1,6 por cento. Com o PIB mundial a contrair-se este ano 2,9 por cento, prevê-se mais desemprego e situações de pobreza, alerta o Banco Mundial, num relatório que será hoje divulgado.
"Esta recessão foi muito simultânea. Esperávamos que estes mercados funcionassem como uma espécie de almofada para os países mais ricos, porque ainda havia crescimento na China ou no Brasil. Mas não foi isso que sucedeu", disse ao PÚBLICO Mick Riordan, economista sénior do Banco Mundial.
Apesar das medidas de estímulo dos Governos terem evitado o colapso sistémico do sector financeiro mundial, ainda não foi possível travar a instabilidade e a recessão. A frágil confiança dos consumidores e a maior aversão ao risco dos investidores dos países desenvolvidos também contribuíram para o declínio na procura global.
Segundo o estudo Global Development Finance, o fluxo de capital privado nas economias emergentes já tinha registado quebras o ano passado (de 1,2 milhões de milhões de dólares em 2007, para 707 mil milhões). Este ano, apesar de se manterem em níveis positivos, os fluxos de capital deverão cair 48,7 por cento, para 363 mil milhões de dólares (cerca de 259,7 mil milhões de euros), próximo dos níveis de 2004. Ou seja, vai ser mais difícil conseguir satisfazer as necessidades de financiamento.
Pelas contas do Banco Mundial, 97 dos 108 países em desenvolvimento analisados vão precisar de crédito na ordem de um milhão de milhões de dólares, mais 600 mil milhões do que na crise de 2003, a preços de 2009.
"Nos países onde não for possível captar financiamento externo, o processo de ajustamento será abrupto (...), implicando um declínio mais acentuado no consumo interno e pressão adicional nas taxas de câmbio", diz o mesmo documento.
A Europa e a Ásia central foram as regiões mais atingidas pela instabilidade dos mercados, sobretudo porque alguns países, quando entraram em crise, já tinham conjunturas desfavoráveis. O défice elevado e os desequilíbrios entre a procura e a oferta tornaram algumas economias vulneráveis à quebra das exportações e de capital estrangeiro.
Em 2009, o Banco Mundial estima que o PIB nestas regiões diminua 4,7 por cento, recuperando 1,6 por cento em 2010.
Mick Riordan diz que esta é uma recessão muito diferente das anteriores. "A crise foi quase simultânea entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e os mercados emergentes, e as trocas comerciais entraram em colapso. E é uma crise do sector privado e não do público, da indústria e do sector financeiro", sublinha. A "profundidade" da turbulência global surpreendeu os economistas do Banco Mundial, que, face aos mais recentes indicadores, acreditam que o "princípio do fim" está próximo. Mas deixam um aviso: o mundo está a entrar numa era de crescimento lento que vai exigir mais controlo sobre o sistema financeiro.
"A recuperação vai estar baseada na procura interna dos Estados Unidos, da China e de outros países do Leste asiático. Em 2010, prevemos um crescimento de dois por cento da economia, impulsionado, nomeadamente, pelos pacotes de estímulo e os efeitos da descida da inflação", aponta Mick Riordan.
A quebra dos indicadores económicos do primeiro trimestre de 2009, face ao período homólogo do ano passado, "foi de tirar a respiração". Mick Riordan, economista sénior do Banco Mundial, admite que as descidas do PIB alemão (de 3,8 por cento no primeiro trimestre) e da União Europeia (de 2,5 por cento no mesmo período) foram "a maior surpresa".Apesar de algum optimismo – ajudado pelos indicadores de produtividade dos Estados Unidos - Riordan acredita que haverá uma segunda "onda de instabilidade". "O sistema bancário ainda está frágil e a economia real também. A combinação entre os dois é um círculo vicioso", sustenta. A severidade da crise veio sublinhar a importância dos esforços conjuntos entre os países mais ricos e as economias em desenvolvimento. Para o Banco Mundial, é preciso criar uma rede mais eficiente de suporte ao crescimento sustentável.
Entre as medidas propostas estão uma regulamentação internacional mais rígida, para "evitar riscos excessivos que ameacem a estabilidade", mais recursos para as instituições financeiras de âmbito internacional e a atribuição de maior importância às economias em desenvolvimento na definição da ordem financeira mundial.

Publicado por: Jorge Frota

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Soluções para a crise

in "Diário de Aveiro" - 15-5-2009

Sócrates volta a defender investimento público para relançar economia

O primeiro-ministro voltou a defen­der o investimento público do Estado como a melhor forma de revitalizar a economia e promover o emprego para ajudar Portugal a sair da crise.
A melhor forma de lutar pelo emprego é realizar mais inves­timento público, que é absolu­tamente essencial para dar mais oportu­nidades às empresas que precisam desse dinamismo na nossa economia e para garantir mais possibilidade de emprego", afirmou José Sócrates. O chefe do Executivo fez esta afirmação no Algarve, onde participou na cerimónia que assi­nalou o arranque da Iniciativa Emprego 2009 e apresentação dos Gabinetes de Inserção Profissional na região.
O primeiro-ministro considerou que "mais investimento público, mais pro­tecção às famílias, mais ajuda às empre­sas é a atitude de um Estado que quer vencer a crise".
"Um pouco por todo o mundo os go­vernos o que estão a fazer é dar o seu melhor para promover mais investimen­to público e darem mais oportunidades à sua economia e ao seu mercado de trabalho. É isso que queremos fazer aqui em Portugal", disse Sócrates.
O primeiro-ministro frisou que "a melhor forma de o fazer é Governo, câmaras municipais, juntas de freguesia e Instituições Particulares de Solida­riedade Social (IPSS) darem as mãos".
"A partir de hoje, 775 cidadãos por­tugueses que estavam no desemprego têm oportunidade de desenvolver uma actividade socialmente útil, com base no programa de combate ao desem­prego. Estes portugueses têm agora uma nova esperança de se realizarem e poderem regressar mais rapidamente ao mercado de trabalho", afirmou.
Sócrates referiu-se assim aos con­tratos e protocolos assinados hoje entre o Instituto de Emprego e Formação Profissional com câmaras, juntas de freguesia e Instituições Particulares de Solidariedade Social do Algarve para colocar desempregados em actividade.
Além dos 775 desempregados que voltam a activo, a medida abrange 146 jovens que, segundo o primeiro-ministro, "têm agora uma oportunidade de ter o primeiro emprego e de ter um está­gio profissional".
Publicado por: Jorge frota

quinta-feira, 19 de março de 2009

Desempregados vão pagar menos 50% na prestação da casa

in "Diário Digital / Lusa" - 18/03/2009

O primeiro-ministro anunciou hoje que as famílias com desempregados vão beneficiar de uma redução de 50 por cento com a prestação da casa e que será criado um provedor do crédito no domínio do crédito à habitação.
As medidas de José Sócrates foram anunciadas na abertura do debate quinzenal na Assembleia da República, que dedicou ao tema dos «apoios às famílias».
Segundo o primeiro-ministro, em conjunto com as instituições financeiras, o executivo vai criar uma «moratória nas prestações de crédito à habitação», que se poderá prolongar por dois anos e que pode ser requerida até ao fim deste ano.
«Durante este período, as famílias com desempregados beneficiam de uma redução de 50 por cento na prestação da casa. O Estado, através de uma linha de crédito específica, financiará o custo decorrente desta alteração, a uma taxa abaixo da própria Euribor em 0,5 por cento», referiu o líder do executivo.
Ainda com o objectivo de apoio às famílias que tenham um dos seus membros no desemprego, Sócrates adiantou que o Governo vai reforçar a bonificação dos juros, para os desempregados titulares de empréstimos no regime de crédito bonificado.
Desta forma, na perspectiva de Sócrates, «não só será aumentada a taxa de referência para o cálculo da bonificação, como também a circunstância de estar desempregado implicará automaticamente a subida de um escalão de bonificação».
Ainda em relação às famílias que contraíram empréstimos para comprar casa, o primeiro-ministro adiantou que será criada a figura do provedor do crédito, que «terá responsabilidades em particular no domínio do crédito à habitação».
«Será uma autoridade pública encarregada de melhorar o relacionamento entre o sistema financeiro e as famílias, recebendo pedidos de informação e as reclamações que os titulares de empréstimos à habitação decidam dirigir-lhes», apontou José Sócrates.
De acordo com o primeiro-ministro, «caberá ao provedor zelar pelo cumprimento das regras da lei e dos contratos, acompanhando a evolução do mercado de crédito e emitindo as recomendações que entender necessárias para que os direitos de todos sejam respeitados».
«Sem qualquer custo, as pessoas poderão dirigir-se ao provedor para obter informações e apresentar reclamações sobre os empréstimos de que seja titulares», acrescentou.

Publicado por: Jorge Frota

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Crise - cerca de cem mil trabalhadores no desemprego

in “Correio da Manhã”, 09.Jan.09
20 mil empresas abrem falência
A crise económica já provocou a falência de 20 mil empresas em Portugal nos últimos quatro meses e, em consequência, o desemprego de cerca de cem mil trabalhadores. Os dados são revelados pela Associação Nacional de Pequenas e Médias Empresas (ANPME), que responsabiliza o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, e exige a sua demissão.
"
O Governo insiste num procedimento de penhoras que leva as empresas à falência. Com este ritmo vamos chegar ao final do ano com 20 por cento de desempregados. O senhor ministro das Finanças devia demitir-se", afirmou ao CM o presidente da ANPME, Augusto Morais, que assegurou que as linhas de crédito aprovadas pelo Governo não resolvem o problema. "A situação das empresas está muito difícil, não conseguem vender nem escoar os stocks. As linhas de crédito não são solução porque as empresas têm de oferecer garantias e não as têm", explicou.
Em causa, na maioria dos casos de falência, estão dívidas às Finanças e à Segurança Social. Por isso, Augusto Morais defende a aplicação de um Plano Mateus, que prevê o pagamento das dívidas fiscais em prestações. "Com o procedimento actual, o Governo recebe umas ‘migalhas’ do património da empresa e envia dezenas de trabalhadores para o desemprego, a quem terá de pagar subsídios. Esta solução não pode ser mais vantajosa do que tentar ajudar a empresa a sobreviver, deixando que pague as dívidas a prestações", defendeu o presidente da ANPME, que acusa o Governo de atirar centenas de empresas para a falência. Como prova, Augusto Morais revelou que cerca de 30% das empresas que abriram falência nos últimos quatro meses passaram por processos extrajudiciais de conciliação. Isto é, as empresas tentaram negociar com o Estado o pagamento das dívidas, mas os planos de recuperação foram rejeitados.
De acordo com dados divulgados pelo INE, a economia portuguesa apresentou sinais de deterioração em Dezembro, com o clima económico a cair para o valor mais baixo dos últimos 19 anos, fixando-se nos 48,2 pontos negativos.
QUATRO MIL NEGOCEIAM FUTURO
Actualmente, segundo a ANPME, quatro mil empresas estão a tentar negociar um plano de recuperação com o Estado. "Infelizmente, o mais provável é que estas se venham a juntar às 20 mil que já apresentaram falência", advertiu Augusto Morais. O CM contactou o Ministério das Finanças, mas até ao fecho desta edição não obteve qualquer resposta.
NOTAS
ENCOMENDAS EM QUEDA
O valor das novas encomendas da Indústria caiu 0,1% em Novembro, face a igual mês de 2007. Também as expectativas para a produção automóvel baixaram para mínimos históricos: 62 pontos negativos.
RECESSÃO NA ZONA EURO
No dia em que o Eurostat confirmou a recessão da economia da Zona Euro, o INE avançou que a confiança dos empresários e consumidores dos países do euro caiu para 67,1 pontos.
Ana Patrícia Dias
Publicado por: Jorge Frota

domingo, 30 de novembro de 2008

Confiança dos consumidores desce para valores mínimos


A confiança dos consumidores e dos empresários portugueses voltou a descer em Novembro, atingindo os valores mais baixos desde 1989, de acordo com o INE. Os portugueses mostram-se preocupados com o desemprego.
Os inquéritos de conjuntura às empresas e aos consumidores ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) dão conta que os índices de confiança continuam a descer, pelo sexto mês consecutivo, atingindo os mínimos históricos desde 1989.
O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em Novembro, tal como tinha acontecido em Outubro, depois de uma ligeira recuperação nos dois meses anteriores. A queda resulta do comportamento negativo de todas as componentes em inquérito, mas "especialmente intenso no caso das perspectivas sobre a evolução do desemprego", refere o documento do INE.
As perspectivas sobre o emprego atingiram em Novembro o valor mais alto desde Maio de 2004.
O indicador do clima económico - mede a confiança dos empresários - desceu pelo sexto mês consecutivo, com todos os sectores a contribuírem para essa evolução negativa, "especialmente intenso na indústria transformadora", segundo o INE.
O indicador da indústria transformadora diminuiu bastante, "atingindo os valor mínimo desde Setembro de 1993", devido ao contributo negativo das opiniões sobre a procura global e das perspectivas de produção.
No comércio, a confiança desceu muito, atingindo os valores de 1989, e nos serviços a descida dos últimos seis meses manteve-se.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Começaram a ser pagos subsídios sociais para pais e mães sem trabalho

Serviços da Segurança Social preparados para dar resposta

Os subsídios sociais de maternidade e paternidade para mães e pais sem trabalho, em situações de carência económica ou com fraca carreira contributiva, decididos pelo Governo, podem começar a ser pagos.

Fonte oficial do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social disse à agência Lusa que «os serviços da Segurança Social estão prontos para responder aos pedidos de subsídio».
Os serviços estão igualmente preparados para «pagar os subsídios aos beneficiários que [apresentem os pedidos] e reúnam as condições» para os receberem, incluindo os retroactivos a partir de 1de Abril como estipula a lei, acrescentou a fonte do Ministério.
O decreto-lei publicado em Diário da República a 25 de Junho refere que os subsídios visam «garantir rendimentos substitutivos da ausência ou perda de remuneração de trabalho, em situações de carência económica, determinadas pela inexistência ou insuficiência de carreira contributiva […] ou pela exclusão do sistema previdencial».
O diploma que entrou ontem em vigor refere que tem efeitos retroactivos a partir de 1 de Abril
OBJECTIVO É DAR RESPOSTA A SITUAÇÕES DE CARÊNCIA ECONÓMICA.
Assim, o subsídio de maternidade será pago à mãe no parto de nados-vivos ou mortos, aborto espontâneo e interrupção voluntária da gravidez e o de paternidade ao pai em casos de nascimento da criança com vida.
O subsídio social de maternidade será concedido por períodos máximos de 120 ou 150 dias, acrescidos de 30 dias por cada filho em caso de nascimento de gémeos.
Em caso de aborto espontâneo ou interrupção voluntária da gravidez o período de concessão varia entre 14 e 30 dias, conforme a incapacidade para o trabalho determinada pelo médico.
As mães terão ainda direito a subsídios por risco clínico e outros específicos da actividade que exercem, que serão pagos pelo período necessário à prevenção do risco para a grávida ou para a criança.
O diploma prevê também o pagamento de prestações aos candidatos à adopção de menores de 15 anos por um período máximo de 100 dias.
O montante do subsídio de maternidade corresponde a 80 por cento de um trinta avos do valor indexante dos apoios sociais (IAS), que para 2008 foi fixado em 407 euros, quando a mulher estiver de licença de maternidade por um período máximo de 120 dias.
Se a mulher optar por uma licença de 150 dias, a percentagem a pagar reduz para os 64 por cento.
Em qualquer dos casos, o montante global do subsídio rondará os 1.290 euros
in “Os Classificados” - Diário de Coimbra, 2.Ago.2008

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Desemprego estabiliza na zona euro, sobe em Portugal

A taxa de desemprego estabilizou na zona euro, em Maio, registando aumento em Portugal, segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Eurostat e que colocam o nosso país com a quinta taxa mais elevada da União Europeia (UE).

O valor médio do desemprego na região monetária ficou nos 7,2 por cento, pelo quinto mês consecutivo (7,5 por cento em Maio de 2007), enquanto Portugal evidenciou subida de uma décima, face a Abril, para os 7,5 por cento, regressando ao nível de Janeiro passado, nomeadamente 8,1 por cento em Maio de 2007.
O indicador relativo a Portugal compara com os 2,7 por cento da Dinamarca, e 2,9 por cento da Holanda, de um lado, e os 10,5 por cento da Eslováquia e 9,9 por cento da Espanha, no outro extremo da escala.
O conjunto da União Europeia (UE) observou um aumento dos 6,7 por cento, em Abril, para 6,8 por cento (7,2 por cento em Maio de 2007), com um total de 16,17 milhões de desempregados, dos quais 11,199 milhões na zona euro.
Face a Maio de 2007, a União Europeia regista menos 900 mil desempregados e a zona euro menos 200 mil.
In Diário “AS BEIRAS” – “ANÚNCIOS”, 7 de Julho de 2008