[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Falsa banqueira enganou centenas de pessoas em Almada

inJornal de Notícias” - 20.7.2009
por: Ana Ramos

Centenas de pessoas terão sido lesadas num esquema financeiro idêntico à Dona Branca. Em Almada, funcionava uma agência de depósitos e empréstimos.
A falsa banqueira prometia facilidades a quem os bancos rejeitam crédito.
O JN chama-lhe uma espécie de Dona Branca da margem sul do Tejo, geria o suposto negócio a partir do «Espaço 12» das galerias comerciais do Centro Comercial Sommer em Almada, onde actuava a partir da alegada empresa A. Caetano e Silva.
A mulher recebia dinheiro de clientes, prometendo juros altos e exigindo várias centenas de euros para a abertura de um processo.
De acordo com algumas vítimas, entre 300 a 950 euros, era o valor exigido pela suposta banqueira para em troca poder emprestar qualquer quantia, mas os empréstimos nunca se concretizaram.
Alguns clientes temem agora que sejam accionadas a qualquer momento as letras em branco que colocaram nas mãos da alegada benfeitora.
As queixas começaram a surgir perante as autoridades e a empresa aguarda julgamento em quatro processos em que é acusada pelos crimes de burla e falsificação de documentos, além de dezenas de queixas contra a alegada banqueira que contará com dezenas de angariadores de clientes por todo o país.
O jornal fala em centenas de vítimas, pessoas que se sentem lesadas por este esquema de alegada agência de depósitos e empréstimos e que têm procurado reaver o dinheiro sem sucesso.
Os escritórios têm estado fechados e a polícia desconhece até agora qual o paradeiro desta mulher
.

Publicado por: Jorge Frota

sexta-feira, 26 de junho de 2009

TRIBUNA DO CONSUMIDOR

Chegou-nos, de um consumidor atento, o seguinte alerta:

“Numa busca de anúncios de emprego no portal http://www.coisas.com/ encontrei o seguinte anúncio: http://porto.coisas.com/emprego/outros/anunciar/ponha-o-dinheiro-a-trabalhar-com-pouco-investido-e-faca-outros-ganhar-tb_64574a494d673d3d/search_page,2 que tem contornos, no mínimo, estranhos.

Na visita ao site verifiquei que a empresa esta sedeada no Panamá.
O esquema de funcionamento parece ser piramidal.

Qual é a vossa opinião? Como é que posso verificar a veracidade e a legalidade do que é proposto?
Será que a APDC - associação portuguesa de Direito do Consumo - me pode ajudar?”

Consumidor identificado
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Resposta:

Trata-se obviamente de uma fraude, de prática ilícita, vulnerada pela lei.
Poderá dar do facto à Polícia Judiciária.

Publicado por: Jorge Frota

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Fraude internacional com lotaria espanhola chega a caixas de correio de portugueses

in "Publico" - 04.02.2009

Vítimas mandam pequena quantia de dinheiro para "agente" pagar supostos impostos ou despesas bancárias, envio ou encaminhamento de seguro
A mensagem chega pelo correio ou pelo correio electrónico. Está endereçada a uma pessoa concreta e assinada por uma suposta vice-presidente da comissão internacional de lotaria. Anuncia que o destinatário ganhou um dos prémios da Lotaria Primitiva ou d' El Gordo. Há meses que a Polícia Judiciária recebe telefonemas de portugueses surpreendidos por cartas e e-mails desta natureza.
A Loterías y Apuestas del Estado já publicou, na Internet, um aviso em diversas línguas: "Uns grupos de delinquentes, de nacionalidades diversas, estão a utilizar de forma fraudulenta o prestígio e os nomes comerciais da lotaria espanhola em vários países, especialmente nos da zona do Sudoeste da Ásia e no Pacífico e nos do continente americano."
Os burlões sacam endereços de correio electrónico em bases de dados e endereços reais em listas telefónicas. Recorrem a apartados de correios, direcções provisórias ou falsas, inclusive de organismos oficiais espanhóis. E "falsificam os papéis impressos e as assinaturas de diversas entidades bancárias". Por regra, dizem que o destinatário ganhou um prémio "de uma grande quantia", embora não tenha participado em qualquer sorteio. Só que não o pode cobrar até pagar "uma soma destinada aos impostos, despesas bancárias, envio ou encaminhamento de seguro".
No exemplo a que o PÚBLICO teve acesso, a pessoa supostamente ganhou o terceiro prémio no valor de 988.790 euros. Para atenuar a estranheza da quem recebe uma carta destas, remetem para um programa de promoção da Lotaria Primitiva: "Todos os participantes foram seleccionados por meio de um computador", estiveram em jogo "um milhão de nomes" de diversos países da Ásia, da América, de África, da Europa.
A carta – escrita num péssimo português, típico dos tradutores automáticos - adverte o destinatário de que o prémio tem de ser reivindicado até 21 de Fevereiro. Se não for, reverterá em favor do Ministério de Economia e das Finanças, a título de "fundo não reclamado". O "vencedor" tem de preencher um formulário, com nome, endereço, telefone, telemóvel, profissão, modo preferencial de pagamento. Para receber o prémio por transferência bancária, tem de indicar o nome do banco, o número da conta, o código de transferências interbancárias, o NIB internacional.
Por fim, pedem-lhe que forneça dados pessoais sobre um parente próximo. E que assine uma declaração, garantindo que autoriza a "Santalucia de Seguros SA" a agir em seu nome e que lhe pagará dez por cento do valor do prémio, a título de comissão. A Santalucia - que nem sequer existe - é a empresa que supostamente comprou o bilhete registado em nome da pessoa.
Com o formulário, o "vencedor" tem de enviar uma fotocópia de um documento de identificação (como o passaporte ou a carta de condução). É-lhe recomendado que ligue "imediatamente" ao agente internacional - que neste caso é uma "Isabel Castro" -, que irá ajudá-lo nas tais exigências administrativas.
A Polícia Judiciária também já lançou um alerta público. A maior parte dos cidadãos percebe de imediato que está perante uma tentativa de fraude, mas alguns incautos caem, explicou fonte da PJ. Concretiza-se a fraude quando a vítima faz um pagamento de um pequeno montante por transferência bancária ou cheque, que têm a ver com a tal falsa necessidade de pagar impostos e encargos.

Ana Cristina Pereira

Publicado por: Jorge Frota

Fraude Bernard Madoff pode afectar três milhões de clientes em todo o mundo

in "Publico" - 04.02.2009

A fraude através de um esquema em pirâmide protagonizada pelo norte-americano Bernard Madoff poderá ter feito até três milhões de vítimas directas e indirectas em todo o mundo. O número foi avançado ontem pelo gabinete de advogados de Madrid que apresentou uma queixa nos Estados Unidos em nome de clientes espanhóis
"Segundo os nossos cálculos, pelo menos três milhões de pessoas serão afectadas pelo caso Madoff", declarou, numa conferência de imprensa em Madrid, Javier Cremades, do gabinete Cremades & Calvo Sotelo. O advogado sublinhou que esta estimativa foi elaborada com base no cruzamento de dados recolhidos por 30 gabinetes de advogados de 25 países que defendem lesados desta fraude em pirâmide avaliada em 50 mil milhões de dólares.
Javier Cremades considerou ainda que o montante global da fraude imputada ao financeiro norte-americano Bernard Madoff poderá revelar-se "ainda mais elevada". O gabinete de advogados Cremades & Calvo Sotelo representa os interesses de certos investidores espanhóis que foram vítimas desta fraude, através de um fundo de investimento do grupo bancário Santander. Os clientes espanhóis do fundo Optimal de Santander ficaram expostos num montante recorde de 2,33 mil milhões de euros.
O Santander tornou-se, a 27 de Janeiro, a primeira instituição financeira atingida pelo escândalo Madoff a propor aos seus clientes particulares o reembolso integral do investimento feito, num total de 1,38 mil milhões de euros. Entre estes clientes figuram várias grandes fortunas espanholas e numerosos investidores latino-americanos.
Na América Latina, há já "mais de 1500 afectados", mas esse número poderá crescer para o triplo, ou seja, 4500, nomeadamente na Argentina, no Chile, no Brasil, no Uruguai, no Peru, na Colômbia, na Bolívia, no México a nas Bahamas, indicou Javier Cremades.

Publicado por: Jorge Frota

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Fraude pela Internet. Dois milhões desviados por burla informática

Segundo dados avançados pela PJ, o crime de burla através de contas bancárias via 'online' tem "aumentado exponencialmente".

Investigação lançou um alerta para evitar que o cidadão seja enganado. Num ano, foram recebidas mais de 200 queixas na PJ Golpes de fraude 'online' estão a subir desde 2007 Se não fosse uma chamada do gestor de conta de Eduardo, nome fictício, o engenheiro, de 58 anos, teria sido uma das 230 vítimas de phishing (forma de burla informática) que apresentaram queixa na PJ nos últimos 12 meses. Eduardo fazia, todos os meses, transferências bancárias para a filha que morava em Roma, Itália, na ordem dos mil euros.
Atentos a este novo tipo de burla informática de desvio de dinheiro através de contas bancárias online, o banco avisou o seu cliente quando verificou, um dia, que a quantia da transferência era bastante mais elevada do que o habitual.Houve "uma subida exponencial no último ano", segundo o que o subdirector do Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) da PJ, Carlos Cabreira, explicou ao DN.
Os números falam por si e já levaram, inclusive, a PJ a redigir um "alerta ao cidadão" como forma de evitar que esta prática prolifere.
No total, foram 2,11 milhões de euros que foram desviados pelos autores deste tipo de burla, com maior incidência em Lisboa, Porto, Leiria e ainda na zona do Algarve, que resultaram, para já, a três detenções.
As investigações deste ano começaram por denúncias feitas por particulares mas, na maioria dos casos, foram feitas por entidades bancárias.
Concretizando, phishing é um tipo de fraude electrónica caracterizada por tentativas de adquirir informações, tais como senhas e números de cartão de crédito, por alguém que se faz passar como uma pessoa confiável ou por uma empresa enviando um e-mail ou uma mensagem de telemóvel.
"Este tipo de actividade ilícita baseia-se em situações em que alguém, utilizando a banca online, de uma forma ou de outra se apropria de dinheiro alheio", explicou o subdirector da DCICCEF ao DN. O tipo de vítima desta actividade, segundo a mesma fonte, não tem um perfil típico.
"São pessoas que consultam os serviços dos bancos online e que não não "têm os cuidados suficientes na utilização", explicou. Este ano, o norte-americano Bank of Lancaster County foi um dos alvos de um novo modus operandi de phishing. Mas, neste caso, está em causa uma técnica diferente das formas tradicionais .
É que o e-mail enviado pedia às vítimas para ligar para um número de telefone gratuito para reactivar o cartão de crédito.
As investigações deste tipo de crime podem vir a ser prejudicadas, já que, em Setembro deste ano, mais de 300 inquéritos de crimes informáticos foram arquivados pela PJ só na comarca de Lisboa.
Em causa, segundo o que foi divulgado na altura, está a impossibilidade, nas novas leis penais, das autoridades acederem aos dados de tráfego electrónico.
A lei só permite que os dados de tráfego cibernético sejam requeridos em investigações de crimes com penas superiores a três anos, que não é o caso. A burla informática é punida em Portugal com pena de prisão de até três anos ou pena de multa.

FILIPA AMBRÓSIO DE SOUSA
In "Diário de Notícias"

sexta-feira, 28 de março de 2008

Semana de Prevenção da Fraude - Phishing - Pharming


No âmbito da iniciativa promovida pela Rede Internacional de Controlo e Protecção dos Consumidores (ICPEN - International Cooperation for Protection and Enforcement Network) designada Fraud Prevention Month, a DG Consumidor promove, entre os dias 24 e 28 de Março, a Semana de Prevenção da Fraude.

Pretende-se com esta iniciativa alertar os consumidores para práticas fraudulentas de forma a dotar os mesmos de informação que lhes permita identificar estes esquemas enganosos, desonestos e desleais, que lesam os seus interesses.
Esta iniciativa culminará na realização de um seminário relativo aos esquemas fraudulentos na Internet, a decorrer no dia 10 de Abril no TagusPark.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Semana Prevenção da Fraude: compra de veículo através da internet


No âmbito da iniciativa promovida pela Rede Internacional de Controlo e Protecção dos Consumidores (ICPEN - International Cooperation for Protection and Enforcement Network) designada Fraud Prevention Month, a DG Consumidor promove, entre os dias 24 e 28 de Março, a Semana de Prevenção da Fraude.

Pretende-se com esta iniciativa alertar os consumidores para práticas fraudulentas de forma a dotar os mesmos de informação que lhes permita identificar estes esquemas enganosos, desonestos e desleais, que lesam os seus interesses.
Esta iniciativa culminará na realização de um seminário relativo aos esquemas fraudulentos na Internet, a decorrer no dia 10 de Abril no TagusPark.

Semana Prevenção da Fraude: Phishing-Vishing

(In Direcção-Geral do Consumidor)

No âmbito da iniciativa promovida pela Rede Internacional de Controlo e Protecção dos Consumidores (ICPEN - International Cooperation for Protection and Enforcement Network) designada Fraud Prevention Month, a DG Consumidor promove, entre os dias 24 e 28 de Março, a Semana de Prevenção da Fraude.

Pretende-se com esta iniciativa alertar os consumidores para práticas fraudulentas de forma a dotar os mesmos de informação que lhes permita identificar estes esquemas enganosos, desonestos e desleais, que lesam os seus interesses.
Esta iniciativa culminará na realização de um seminário relativo aos esquemas fraudulentos na Internet, a decorrer no dia 10 de Abril no TagusPark.


Semana Prevenção da Fraude: prémios e "lotarias" internacionais

(In Direcção-Geral do Consumidor)

No âmbito da iniciativa promovida pela Rede Internacional de Controlo e Protecção dos Consumidores (ICPEN - International Cooperation for Protection and Enforcement Network) designada Fraud Prevention Month, a DG Consumidor promove, entre os dias 24 e 28 de Março, a Semana de Prevenção da Fraude.

Pretende-se com esta iniciativa alertar os consumidores para práticas fraudulentas de forma a dotar os mesmos de informação que lhes permita identificar estes esquemas enganosos, desonestos e desleais, que lesam os seus interesses.

Esta iniciativa culminará na realização de um seminário relativo aos esquemas fraudulentos na Internet, a decorrer no dia 10 de Abril no TagusPark.










terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Sagres, super bock, carlsberg...

Publicidade "reconstituinte", Veracidade "zero", Hipocrisia "vinte"

O instituto “em fraude à lei” encaixa que nem uma luva à publicidade às cervejas que enveredaram pelo embuste dos produtos “zero graus”...

Com efeito, “esta descoberta” permite tornear aparentemente a lei - o Código da Publicidade - que proíbe a publicidade a bebidas alcoólicas na rádio e na televisão das 07.00 às 22.30 horas.
É facto que publicitar a Sagres 0.º é publicitar a Sagres, simplesmente a Sagres, e promover a Sagres, sobretudo a normal, já que os números não desmentem: as cervejas pretensamente sem álcool não têm expressão no mercado - servem para branquear a publicidade e incentivar a venda do produto normal.
E, além disso, a cerveja tem um conceito próprio em que não cabe a beberagem a que se não atribui qualquer graduação ou se designa por cerveja “zero graus”.
É de um artifício que se trata e a que urge pôr cobro.
Já houve um projecto para reforçar a lei, proibindo-se a publicidade encapotada através deste expediente miserando... mas que passa, que colhe e aí está... até no desporto e nas manifestações dirigidas aos jovens - e em meio escolar ou circum-escolar. Só que os “senhores das cervejas” barraram o passo ao projecto. E ficou decerto ignorado numa qualquer gaveta ministerial.
Seria bom que os “responsáveis” reconsiderassem. E se não fizesse da hipocrisia que por aí campeia virtude universal.
A juventude, enternecida, agradecerá...