[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII
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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Pedidos pela Internet: mais de 141 mil primeiros registos de propriedade de veículos

inDiário de Coimbra” - 22.Set.09

Mais de 141 mil pedidos de primeiro registo de propriedade de veículos foram realizados através do site www.automovelonline.mj.pt, um ano depois de este serviço ter sido disponibilizado, indicam dados do Ministério da Justiça.
Desde o dia 22 de Setembro do ano passado que é possível pedir pela Internet o primeiro registo automóvel de qualquer veículo.

Até há um ano, quando um cidadão pretendia registar em Portugal um veículo comprado no estrangeiro tinha de se dirigir a um serviço de registo e o mesmo acontecia com uma empresa importadora ou um concessionário de uma marca automóvel.

Criado em Setembro de 2007 no âmbito do programa Simplex 2007 e do Plano Tecnológico, o site www.automovelonline.mj.pt possibilita realizar actualmente mais de dez tipos de procedimentos ligados ao registo automóvel «com custos mais reduzidos».

No que diz respeito ao registo automóvel online, o Ministério da Justiça estima que desde o lançamento do serviço, em Janeiro de 2008, tenham sido realizados mais de 771.300 actos.
Em Agosto de 2009 foram pedidos mais de 53.000 actos de registo automóvel, o que corresponde a mais de 42 por cento do total de actos de registo automóvel deste mês, segundo os dados.
O Ministério indica que podem ser praticados pela Internet «cerca de 90 por cento do total de actos de registo automóvel, ou seja, cerca de 1,85 milhões de actos».
Os actos de registo automóvel mais pedidos no portal são a compra e venda de automóvel com mais de 409 mil actos pedidos.
De entre os actos de registo automóvel que podem ser promovidos no site, o registo inicial de propriedade de um veículo é já o segundo mais pedido.
«O registo inicial de propriedade de um veículo representou cerca de 16,5 por cento do total de actos de registo de propriedade praticados nos serviços de registo no ano 2007, ou seja, cerca de 375.000 de actos», segundo o Ministério da Justiça.
Desde 31 de Julho de 2008, foram promovidos mais de 33 100 actos de registo de compra e venda com reserva de propriedade.

Publicado por: Jorge Frota

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

(In)segurança na rede: Proteja os seus filhos das ameaças da Internet

Texto: Ana Lia Pereira e Manuela Vasconcelos com Tito de Morais (fundador do projecto MiudosSegurosNa.Net)
inSapo

A Internet é uma ferramenta indispensável, mas não isenta de perigos.

Muitas são as histórias relatadas sobre a ameaça que o acesso à Internet constitui para as crianças e jovens.

Desfechos pouco felizes aumentam a preocupação de todos, sobretudo dos pais, em relação à segurança dos mais novos neste mundo virtual de comunicação. A ingenuidade infantil e a curiosidade, característica nestas idades, tornam as crianças um alvo fácil para pessoas mal intencionadas que possam estar online. Dar a conhecer os riscos, dominar as técnicas e acompanhar a utilização são algumas das estratégias que contribuem para a convivência divertida e segura com a Internet.

Perigos reais
De acordo com o relatório final de um programa piloto financiado pela Comissão Europeia, no âmbito do Plano de Acção Para a Utilização Segura da Internet, os perigos associados ao uso da Internet por crianças e jovens são bem reais e podem ser agrupados em três categorias. A primeira engloba conteúdos impróprios, legais ou ilegais (pornografia, violência, ódio, racismo e outros ideais extremistas) que, para além de serem prejudiciais a um desenvolvimento harmonioso, podem ofender os padrões e valores segundo os quais pretende educar os seus filhos.
A segunda refere-se a contactos potenciais por parte de pessoas mal intencionadas, que usam o e-mail, salas de chat, instant messaging, fóruns, grupos de discussão, jogos online e telemóveis para terem acesso fácil a crianças e jovens. Por último, surgem as práticas comerciais e publicitárias não-éticas que, não distinguindo a informação da publicidade, podem enganar os mais novos, promover a recolha de informações que violam a sua privacidade e atraí-los a fazerem compras não autorizadas.

Os favoritos
Hi5, Blogger, YouTube e MSN são sites que figuram no top dos mais visitados em Portugal. No hi5, comunidade social fundada em 2004 por Ramu Yalamanchi – os utilizadores registados podem criar um perfil e colocar fotografias, músicas e vídeos.

O site MSN, por exemplo, disponibiliza o Messenger, um programa de mensagens instantâneas que permite que um usuário da Internet se relacione com outro em tempo real, tenha uma lista de amigos e veja quando estes entram e saem da rede. O YouTube permite a divulgação de vídeos e o Blogger, a criação de páginas pessoais na Internet. Embora a maioria dos sites tenha política de privacidade (recusando informações pessoais, impedindo o acesso directo ao e-mail ou a divulgação de imagens com teor violento ou sexual), a verdade é que é algo muito difícil de controlar e fácil de manipular.

Proibir ou partilhar?
A educação requer regras e o uso da Internet não deve ser excepção. Colocar o computador numa zona comum da casa e definir os momentos em que cada um pode estar online e quais as actividades apropriadas são algumas estratégias a adoptar.
Prefira uma abordagem positiva, evitando a proibição extrema, que junto dos mais jovens tende a surtir o efeito inverso. Na opinião de Tito de Morais, fundador do projecto MiudosSegurosNa.Net, a solução pode passar «por transformar a utilização da Internet numa experiência partilhada a nível familiar e desenvolver, em grupo, um conjunto de regras que só devem ser quebradas por mútuo acordo. Pode até transformá-las num contrato familiar a assinar por cada membro».

Pais online
Se não está familiarizada com a Internet aprenda com a ajuda aos seus filhos. Criar um endereço e-mail, procurar vídeos, músicas ou outros temas online são tarefas simples que permitem dominar as principais ferramentas e, simultaneamente, partilhar a experiência com os seus filhos, que assumem assim o papel de pequenos professores.
Peça-lhes para ver os sites que mais gostam de visitar e «procure algumas páginas que lhes podem interessar e estimule-os a fazerem o mesmo consigo», sugere Tito de Morais, enumerando ainda outras hipóteses que podem aproximá-la do seu filho neste âmbito: «Aderir aos mesmos sites, ver vídeos ou até jogar online em conjunto».

Novas tecnologias
Em resposta às preocupações com a segurança dos mais novos, surgiram softwares específicos para monitorização do computador que impedem o acesso a determinados sites, regulam a duração de uso da Internet e permitem que os pais tenham acesso aos sites visitados pelo filho. Apesar de ser útil este tipo de ferramenta não deve substituir o acompanhamento parental.
Isto porque não é apenas em casa que o seu filho irá usar a Internet. Computadores portáteis ou até telemóveis tornam o acesso cada vez mais fácil. «Essa é uma das realidades com a qual temos de aprender a conviver. A nível tecnológico ainda não há muitas ferramentas disponíveis, pelo que as abordagens parentais e educacionais assumem maior importância», comenta Tito de Morais.
Seja qual for a sua estratégia, recorde-se que as regras devem acompanhar o crescimento dos seus filhos, para que se tornem autónomos e façam uma utilização segura e responsável da Internet. Só assim estarão protegidos.

Publicado por: Jorge Frota

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Pirataria online: França aprova projecto de lei que permite a juiz cortar acesso à Internet

in Público” - 15.09.2009

A Assembleia Nacional francesa aprovou uma versão suavizada da polémica lei Hadopi, que previa o corte de acesso à Internet a quem fosse apanhado repetidamente a descarregar conteúdos de forma ilegal. O diploma original tinha sido considerado inconstitucional e a nova versão do documento altera um dos pontos mais controversos: o corte da Internet passa a poder ser feito apenas por ordem de um juiz.
O novo diploma conseguiu 285 votos favoráveis e 225 votos contra e que ainda terá de ser aprovado por um comité parlamentar antes de se tornar lei. Prevê também multas que podem chegar aos 300 mil euros e a possibilidade de prisão.
A versão original da lei Hadopi determinava que os cibernautas que fossem suspeitos de descarregar conteúdos sem autorização dos autores (como filmes, música ou jogos) fossem avisados por e-mail. Se reincidissem, seguia-se um aviso por carta. Caso continuassem a descarregar, a Internet era cortada durante um ano, tendo o utilizador que continuar a pagar a mensalidade – isto sem que o processo fosse levado a tribunal.

A nova lei mantém o sistema dos dois avisos, mas garante que o corte de acesso só pode ser feito por um tribunal.

A lei Hadopi causou grande discussão, com grupos de defesa dos direitos dos cidadãos a protestarem contra o que entendem ser uma invasão da privacidade (o tráfego feito por cada cibernauta tem de ser vigiado) e contra o facto de o cibernauta ser sancionado sem que tivesse sido declarado culpado por um juiz.
Em Junho, o Conselho Constitucional francês (análogo ao Tribunal Constitucional português) chumbou a lei, considerando que a "Internet é uma parte do direito de liberdade de expressão e consumo" e sublinhando precisamente que, "no Direito francês, é a presunção de inocência que prevalece”.

A lei Hadopi – cujo nome deriva da entidade governamental criada para pôr o sistema em prática – resultou de um entendimento entre as indústrias de conteúdos e os fornecedores de acesso à Internet. Teve desde o início um apoio forte do Presidente Nicolas Sarkozy (muitas vozes alegaram que Sarkozy estava a defender os interesses da primeira-dama francesa, a ex-modelo transformada em cantora Carla Bruni).
Um dos objectivos iniciais era descriminalizar aquilo a que o Governo francês chamou "pequenos piratas" e evitar que todos estes casos fossem levados a tribunal, entupindo a burocracia judicial.

O caso francês tem sido seguido com atenção por muitos países, que procuram uma solução para o problema do download de conteúdos sem autorização dos detentores de direitos. Instado a comentar o assunto, o ministro português da Cultura, José António Pinto Ribeiro, afirmou em Maio que a solução seria desajustada a Portugal: “Nós somos um país que tem uma história e um regime de estado de direito específicos. Vivemos 48 anos sob ditadura e portanto não compreendemos facilmente soluções que tenham uma leitura censória”.

Publicado por: Jorge Frota

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Compras pela internet saem mais baratas?

Jornal "i" - 14 de Setembro de 2009

Só se estiver a encomendar música e acessórios é que deve ir aos sites estrangeiros. De resto, quem ganha com as encomendas online são os CTT

A vida de muitas pessoas ficou mais simples quando a internet entrou nas suas vidas. Em alguns casos, essa simplificação representou uma poupança nos orçamentos familiares, como é o caso das despesas de comunicação. Agora, os portugueses estão decididamente lançados na realização de compras através da rede global. Os gastos online aumentaram 670% entre 2000 e 2008, indicam os dados da Marktest, segundo a Computerworld. Contudo, nem sempre é mais barato comprar pela internet.
Só se tiver mobilidade reduzida ou se estiver longe de um centro urbano é que deve encomendar a maioria dos seus produtos pela web. Há muitas situações em que não é mais barato fazer a encomenda online (como é o caso de CD de música nacional) e, quando o preço é mais baixo, as despesas de envio anulam o desconto. O i analisou várias áreas onde os portugueses gastam os seus euros a encomendar pela internet. As visitas realizaram-se aos maiores retalhistas físicos e virtuais. Conclusão: a música estrangeira é uma das poucas coisas em que pode poupar - e muito.

Livros: Fnac contra Fnac
A cadeia de origem francesa oferece os melhores preços na internet e nos espaços físicos. Porém, a diferença é muito reduzida: pelo conjunto dos cinco livros mais vendidos nas últimas semanas poupa seis cêntimos, que são absorvidos pelos portes de envio (3,5 euros no mínimo) ou pela comissão de um euro que paga na altura do levantamento da encomenda electrónica numa loja Fnac.

A internet tem outra desvantagem: se comprar numa livraria pode sair logo a ler o livro, pela web pode ter de esperar vários dias - ou semanas. Se encomendar a obra "A História de Edgar Sawtelle", de David Wroblewski, pelo Wook.pt, a entrega só é realizada após 15 dias.

Música: o nosso forte é o preço
A Worten deixa a concorrência física e electrónica para trás quando se compra CD maioritariamente de música portuguesa. Os cinco álbuns mais vendidos, segundo a Associação Fonográfica Portuguesa, ficam 3,3 euros mais baratos do que na Fnac.pt, mesmo excluídos os custos de transporte ou de encomenda. Naturalmente, os retalhistas estrangeiros ficam de fora, porque não vendem os discos compactos nacionais, embora se possa descarregar alguns álbuns nacionais no formato mp3 ("O Homem Que Sou", de Tony Carreira, custa 9,99 euros na Amazon.fr).

Música estrangeira: descontos até 50%
Quando os álbuns do seu desejo são de artistas estrangeiros, a factura pode ficar por metade. A Amazon.co.uk, o braço britânico do maior retalhista electrónico do mundo, deve ser o seu destino: os cinco CD estrangeiros mais vendidos em território nacional ficam por 44,45 euros, mais um custo de transporte de 6,66 euros. Em alternativa, vá à Worten e gaste 72,45 euros.

DVD: O nosso forte continua a ser o preço
Os filmes estrangeiros têm o mesmo problema que a música nacional: é preciso comprá-los a uma entidade portuguesa para garantir que trazem as legendas (a não ser que se seja fluente noutra língua). Nesta área, a Worten também dá cartas: um cabaz com os DVD "Twilight", "Watchmen" e "Quem Quer Ser Bilionário?" fica mais barato no retalhista da Sonae do que em qualquer vendedor virtual.

Roupa e acessórios: quase tudo na Amazon britânica
A fraqueza da libra esterlina, que desvalorizou 10% em face do euro nos últimos 12 meses, permite fazer compras na Amazon.co.uk com bons descontos. O modelo Trapped da Swatch chega a Portugal por 107 euros (incluindo transporte), um desconto de 17% em relação ao preço de referência de 130 euros praticado nas lojas nacionais, incluindo as virtuais, como a phenomenon.pt. Nos ténis All Star consegue poupar quase 20 euros e numas calças Levi's 501, 12 euros. Contudo, a portuguesa Laredoute.pt bate essa proposta (e só paga 3,99 euros de despesas de envio).

Electrónica: compre nas lojas físicas Um portátil Asus 1000HE é dois euros mais barato na loja asus.com do que na Fnac ou na Worten, mas o transporte do computador fica em 7,5 euros. É difícil encontrar computador mais barato na internet, porque as políticas de preços dos fabricantes não o permitem. É o caso da Apple: um iMac de 20 polegadas a 2,66GHz custa 1099 euros em qualquer lado, até em apple.com/pt. Contudo, pode ser conveniente comprar na net porque fazem a entrega em casa sem custo.

Mesmo nas máquinas fotográficas, não compensa encomendar do estrangeiro. A poupança numa Nikon Coolpix S225 obtida através da Amazon.co.uk não é suficiente para compensar o transporte, já que no El Corte Inglés ou no Jumbo Box pode comprá-la por 119 euros.

Publicado por: Jorge Frota

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Reclamações recebidas pela Anacom sobem 34%

Acesso à Internet e televisão sobre linha telefónica são os assuntos mais visados nas queixas

Os serviços de acesso à Internet e de televisão sobre linha telefónica são os mais visados nas reclamações que os consumidores enviam à Anacom. Só neste primeiro semestre, o número de queixas remetido ao regulador subiu 34%.

Entre reclamações, sugestões, petições e pedidos de informação, a Autoridade nacional de Comunicações (Anacom) contabilizou, em apenas seis meses, um total de 20 811 solicitações de consumidores. Mas a maior parte (20 366) foi reclamações - o que evidencia um número 34% superior ao total de queixas entradas no semestre homólogo de 2008.

E de que se queixam os consumidores? Principalmente das comunicações electrónicas, mantendo, de resto, a tendência verificada nos anos anteriores. Só por si, este sector é "responsável" por 81% das queixas, enquanto os restantes 17% visam o sector postal.
Entre os vários serviços incluídos no sector das comunicações electrónicas, o acesso à Internet é o que gera o maior número de protestos recebidos pela Anacom, seguindo-se o serviço de televisão sobre rede telefónica e pelo telefone em local fixo.

Os assuntos visados nas reclamações - e que chegaram à Anacom pelas folhas do "Livro de Reclamações" - têm maioritariamente a ver com questões associadas a equipamento, facturação e atendimento ou assistência técnica ao cliente. Já os consumidores que reclamaram directamente junto deste regulador levantaram questões de ordem contratual e de facturação.

No sector postal, os atrasos e extravios de correspondência foram as queixas mais frequentes ou ainda problemas associados aos serviços de atendimento aos clientes.

O sucesso e vulgarização do "Livro de Reclamações" (de existência obrigatória em qualquer estabelecimento ou serviço que atenda ou contacte com público e de disponibilização gratuita) é um dos motivos que explicam a grande subida no número de queixas. Prova disso mesmo é o facto de 76% das reclamações entradas na Anacom terem chegado através das folhas daquele "livro"- tendo 19% sido recebidas por via electrónica e 5% por carta ou fax.

Além de reclamações, a Anacom recebeu 255 pedidos de informação, 18 sugestões e 29 petições.

LUCÍLIA TIAGO
In “JN”, 10.Set.09

Dois sites portugueses de produtos electrónicos investigados

A Comissão Europeia identificou dois sites de vendas pela Internet de equipamento electrónico em Portugal que terão defraudado consumidores. Ao todo, Bruxelas detectou 203 sítios online de comércio de equipamento electrónico na União Europeia que teriam enganado consumidores.

A Comissão garantiu que todas as empresas identificadas vão ser, agora, alvo de uma investigação aprofundada.

Numa investigação alargada - que envolveu 26 estados-membros (Eslováquia não participou), a Noruega e a Islândia -foram analisados 369 sítios online, dez deles em Portugal, e foram assinalados 203 casos que não cumpriam os direitos do consumidor, sendo dois portugueses.

Em mais de metade (55%) dos sites investigados foram identificadas irregularidades, nomeadamente informação enganosa sobre direitos do consumidor ou falta de informação sobre o custo final da encomenda.

A acção da CE abrangeu 369 sites que vendem seis dos mais populares bens de consumo electrónicos: máquinas fotográficas digitais, telemóveis, leitores de música portáteis, leitores de DVD, equipamento informático e consolas de jogos.

Segundo Bruxelas, as vendas a retalho de equipamento electrónico, na Europa, atingiram, em 2007, 6,8 mil milhões de euros, e um em cada quatro consumidores que comprou online adquiriu um produto electrónico.

As autoridades nacionais -no caso a Direcção-Geral do Consumidor - vão intervir junto dos dois casos assinalados, cujos nomes não foram divulgados.


In “JN”, 10.Set.09

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Criada lista com os 100 sites mais perigosos da Internet

2.ª feira, 24 Agosto 2009

Malware - Uma empresa de segurança informática criou uma lista daqueles que considera ser os 100 sites mais perigosos da Internet, que em média escondem cerca de 18 mil ameaças de segurança cada um.

Em média, cada um destes sites tem cerca de 18 mil ameaças à segurança dos computadores

A lista surge no relatório «Dirtiest Websites of Summer 2009», criado pela Symantec, que analisa sites detectados por um serviço de monitorização Web da empresa.
Segundo a fabricante de antivírus os piores sites são os que escondem malware, seguindo-se os que apresentam riscos de segurança e os que aproveitam falhas no browser do utilizador.
Uma das principais conclusões do relatório refere que 75 por cento dos sites que integram a lista, foram responsáveis pela distribuição de programas maliciosos durante mais de seis meses.
Grande parte destes sites era dedicado a conteúdos para adultos, alerta a Symantec, sendo que em algumas das páginas bastava entrar e mesmo que o utilizador não clicasse nos links ou descarregasse ficheiros o PC ficava em risco.
Em comunicado o vice-presidente sénior para a área de consumo da empresa, Rowan Trollope, afirma que «esta lista sublinha o que as nossas investigações demonstram – que há um crescimento exponencial no número de ameaças online que estão a evoluir constantemente, há medida que os criminosos procuram novas formas de roubar dinheiro e identidades».

Publicado por: Jorge Frota

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Bruxelas investe 18 M€ na 4ª geração de redes móveis

in Diário Digital / Lusa” - 18 de Agosto de 2009

A Comissão Europeia anunciou hoje que investirá 18 milhões de euros no próximo ano na quarta geração (4G) de redes móveis, que irá aumentar até cem vezes a actual velocidade da Internet móvel de terceira geração.
A Comissão Europeia decidiu, assim, começar a financiar a investigação sobre tecnologia avançada de «evolução a longo prazo» (LTE) a partir de 1 de Janeiro de 2010.
A LTE é a mais recente tecnologia sem fios, proporcionando à Internet móvel velocidades até 100 megabits por segundo, dez vezes superiores às das redes móveis da terceira geração.
Segundo a Comissão Europeia, a LTE está neste momento a ser experimentada por operadores de redes móveis da Finlândia, da Alemanha, da Noruega, de Espanha, da Suécia e do Reino Unido, esperando-se para o primeiro semestre de 2010 a sua comercialização na Suécia e Noruega.
Entre 2004 e 2007, a União Europeia apoiou investigação sobre optimização e normalização da LTE (os projectos WINNER I e II, geridos por um consórcio de 41 empresas e universidades europeias de vanguarda), com 25 milhões de euros, o que levou ao surgimento do primeiro conceito de infra-estrutura de rede baseada na LTE.
No mês passado, a Comissão Europeia decidiu investir mais 18 milhões de euros em investigação no domínio da versão avançada da LTE (LTE Advanced).
Em Setembro, a Comissão dará início à negociação das questões de pormenor com os consórcios ligados ao projecto, incluindo o ARTIST4G, que se baseia nos resultados dos projectos WINNER e congrega empresas e investigadores 4G da Finlândia, França, Alemanha, Itália, Holanda, Polónia, Espanha, Suécia e Reino Unido. Prevê-se que os novos projectos arranquem em Janeiro de 2010.
A Comissão Europeia prevê, por um lado, que a tecnologia LTE vá impulsionar as capacidades dos operadores de redes, tornando-lhes possível fornecer uma banda larga móvel mais rápida a um maior número de utilizadores e por preços inferiores, o que revolucionará o mercado europeu das telecomunicações móveis.
Em relação à LTE Avançada, Bruxelas estima que elevará as velocidades da banda larga móvel até um gigabit (mil megabits) por segundo, permitindo aos utilizadores móveis beneficiarem plenamente de sofisticados serviços em linha, como a televisão de alta qualidade ou o vídeo a pedido.
Os principais operadores e fabricantes do sector dos serviços móveis de todo o mundo comprometeram-se a utilizar a norma LTE. Até 2013, o executivo comunitário prevê que operadores do mundo inteiro invistam cerca de seis mil milhões de euros (8,6 mil milhões de dólares) em equipamento LTE.

Publicado por: Jorge Frota

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Eis aqui um conselho válido, que talvez muita gente não saiba disto...

IMPORTANTE!
Eis aqui um conselho válido, que talvez muita gente não saiba disto...
Especialmente para quem faz compras via Internet.

A DIFERENÇA ENTRE "http" e "https"
A maioria das pessoas ignora que a diferença entre a utilização de http:// e https:// é, simplesmente, a sua segurança! O "s" = secure = segurança.

A sigla http quer dizer "Hyper Text Transport Protocol", que é a linguagem para troca de informação entre servidores e clientes da rede.

O que é importante, e o que marca a diferença, é a letra "s" que é a abreviatura de "Secure"!

Ao visitar uma página na web observe se começa por: http://; Isto significa que essa página se comunica numa linguagem normal, mas sem segurança!

Não se deve dar o número do cartão de crédito através de uma página/site começada por http://.

Se começar por https://, isso significa que o computador está conectado a uma página que se corresponde numa linguagem codificada e segura, à prova de espiões!!

Prevenir nunca é demais.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Estudo aponta para 50 milhões de viciados em Internet

sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

Os números ainda não são unânimes quando se trata de quantificar os viciados em Internet. De acordo com um estudo da Universidade La Salle, divulgado em 2008, há um total de 50 milhões.
Um relatório da britânica Advances Psychiatric Treatment estima, por sua vez, que o número de compulsivos gira entre 5% e 10% do total de cibernautas no mundo (estimados em 1,3 mil milhões de pessoas, de acordo com o Internet World Stats.
Qualquer que seja o número real, a realidade é que cada vez mais pessoas têm compulsão por usar a Internet. Tanto é assim que as clínicas que atendem pacientes em São Paulo, no Brasil, como Proad e PUC, viram a procura aumentar mensalmente.
«Não há um estudo solidificado do número de dependentes de Internet no Brasil ou no Mundo. Mas, de acordo com a nossa experiência empírica, acreditamos que este número tem vindo a subir paulatinamente», diz Aderbal Vieira, do Proad.
Para comprovar essa escalada, a professora Rosa Farah mostra os números de atendimentos realizados pela PUC desde 2006 até 2008, quando foi realizado o último levantamento.

Publicado por: Jorge Frota

Internet: Inspecção notifica PT para barrar 27 'sites'


A Portugal Telecom, na sua qualidade de fornecedora de Internet, recebeu ontem uma notificação da Inspecção-Geral das Actividades Culturais para remover quatro 'sites' que se encontram alojados no portal Sapo e impedir o acesso a 24 'sites'. Queixa do MAPiNet, movimento cívico antipirataria na Internet, esteve na origem desta acção.
A Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC) notificou a Portugal Telecom (PT) para que remova e impeça o acesso a 27 sites que disponibilizam ilegalmente filmes, músicas e matéria editorial. A informação foi avançada pelo MAPiNet, movimento cívico antipirataria na Internet que apresentou na IGAC as queixas que estiveram na base desta notificação (ver texto em baixo). Para além da PT, na sua qualidade de fornecedor de Internet (Internet Service Provider, ISP), também foram notificados a Anacom - organismo que terá de supervisionar o cumprimento da decisão - e o Ministério Público, que tem como função apurar responsabilidades criminais a quem disponibiliza conteúdos ilegais.
Dos 27 sites em causa (ver caixa), a PT foi notificada para remover quatro que, segundo o MAPiNet, estão alojados nos seus servidores (os primeiros quatro da lista) e terá de impossibilitar o acesso aos restantes 23 (o site cinema-em-casa.blogs.sapo.pt surge nas duas situações).
Paula Andrade, inspectora-geral da IGAC, confirmou ao DN que "em sequência de uma denúncia na IGAC, foram notificadas várias entidades, entre as quais a PT, no dia 11 de Agosto, por em regime de associação e/ou alojamento de conteúdos manter disponíveis ao público fonogramas e videogramas contendo obras e prestações artísticas protegidas pelo direito de autor e direitos conexos, sem que para tal alegadamente tivessem sido concedidas as necessárias autorizações por parte dos titulares ou dos seus representantes". Esta situação, adiantou, "configura a violação do disposto nos artigos 178.º e 184.º do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos", daí a actuação da IGAC.
A PT, que só ao princípio da tarde de ontem confirmou a recepção da notificação, adiantou já que irá reunir com a IGAC durante a próxima semana para discutir o combate à pirataria na Internet. Segundo fonte oficial da operadora, o portal Sapo tem em permanência um equipa a monitorizar os conteúdos criados pelos utilizadores, para identificar eventuais conteúdos ilegais. De acordo com Paula Andrade, "a PT pode, se assim entender, recorrer, analisando-se posteriormente a defesa apresentada, tendo em vista uma decisão final". Dos quatro sites alojados no portal da PT, um deles não apresenta qualquer conteúdo e os restantes são indexantes, ou seja, limitam-se a apresentar links para sites externos. E aí, tal como nos outros 23 sites referenciados, surge todo um mundo de filmes ainda em exibição nas salas de cinemas, CD acabadinhos de editar em Portugal e livros para todos os gostos.

por MARINA MARQUES, 14.Ago.09

Publicado por: Jorge Frota

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Wi-Fi gratuito nos aeroportos pode ser perigoso

in Jornal “I” - 11 de Agosto de 2009
por Mariana de Araújo Barbosa

Antes de ligar o seu computador portátil a uma das redes oferecidas pelas zonas de Wi-Fi nos aeroportos pense bem: especialistas britânicos alertam para os perigos de segurança relacionados com o acesso aos seus ficheiros privados por hackers que conseguem aceder ao seu computador, com a sua permissão (ainda que involuntária). É que ao ligar o seu computador a uma dessas redes detectadas pela rede wireless, pode estar a abrir a "porta" a pessoas indesejadas, que poderão transferir vírus para o seu computador, com o seu consentimento.

"A dificuldade para os viajantes é diferenciar a boa internet da má, ou alguém que tente usar as credenciais alheias para aceder à rede. O problema é que nem sempre se sabe distinguir a boa da má", disse o especialista em segurança, Sean Remnant, à CNN.
Em 2008, a empresa AirTight Networks detectou "white hat" hackers em 27 aeroportos internacionais.

Publicado por: Jorge Frota

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Lisboa é única região com mais de 50% ligados à Net

Região Centro é a que consome menos telemóvel, internet e TV cabo, diz estudo da Anacom

O consumo de comunicações electrónicas espelha o desnível do país: Lisboa e as ilhas têm mais utilizadores de TV cabo, internet e telemóvel - deixando o Centro do lado oposto. Inquérito diz que os mais instruídos são também mais consumistas.
Lisboa é a única região do país onde os utilizadores de internet são uma maioria (54%). Nas restantes regiões, a taxa de penetração ainda não chega sequer a metade dos portugueses: 38% no Alentejo; 40% no Centro; 41% nos Açores; 45% na Madeira; e 46% no Norte. Esta é a conclusão central do "Inquérito ao consumo dos serviços de comunicações electrónicas", ontem divulgado pela Anacom-Autoridade Nacional de Comunicações (Dezembro 2008), e que expõe, neste capítulo, a diferença de desenvolvimento entre a capital e o resto do país - em Lisboa há mais 16% de consumidores de net do que no Alentejo e mais 14% do que no Centro.
No todo nacional, 54,2% dos portugueses ainda não têm internet. Os motivos da não utilização do serviço são, se comparados com o ano anterior, reveladores: em 2007, 5,4% diziam não haver ninguém no agregado familiar que soubesse usar a net; um ano depois, o número subiu para 21%. Com o custo do computador aconteceu o mesmo: de 4% passamos para 9,6%.

Mas o inquérito não se cinge ao universo da comunicação por computador, analisando também telefones fixos, móveis e subscrição de TV por cabo, e entre sete regiões.
Se estes consumos são indicadores do nível e qualidade de vida dos portugueses, então facilmente se conclui que o Centro é a região mais desfavorecida e que nas ilhas se vive melhor. Tome-se o exemplo da TV cabo: na Madeira, 78% das famílias tem canais pagos (Açores: 77%). No lado oposto encontramos o Centro (só 28%). No Norte são 36%; no Alentejo 45%; e em Lisboa 58% dos lares tem TV cabo.
Nos telefones móveis, o panorama é semelhante: os maiores consumidores estão em Lisboa (88%) e na Madeira (84%); onde há menos é no Centro (69%) e no Norte (71%). No Algarve há 73% (o estudo não possui dados de outros consumos nesta região).
Segundo a Anacom, o cenário de consumos só se inverte no que toca ao telefone fixo: os que mais o usam são dos Açores (77%) e do Alentejo (70%). Os que menos recorrem à rede fixa são madeirenses (36%).

Entre as outras conclusões, a lógica e o senso deixam o seu sublinhado: as crianças influenciam o consumo dentro dos agregados familiares (mais net, telemóvel e TV cabo do que em famílias sem crianças); quanto maior é a classe social, maior é o consumo; quanto mais velho é o utilizador, menor é o uso da comunicação electrónica (excepto no telefone fixo e a partir dos 55 anos); e, por fim, quanto mais instruídos são os portugueses, maior é o seu nível de consumismo nas comunicações - única excepção para o telefone fixo. Nos telefones móveis, como seria expectável, os estudantes são os maiores consumistas (94%), por oposição aos reformados (53%).

Net é o serviço com mais queixas, telemóvel é o que regista menos

Entre telefone, telemóvel, TV cabo e internet, é esta última que provoca mais queixas (9% apresentou reclamação) neste estudo da Anacom. Os principais motivos são: quebra de ligação (58%) e lentidão no acesso (31%), mas 17% também reclama erros de facturação. Os utilizadores da Net estão, de resto, cada vez mais exigentes: numa escala de 1 (muito insatisfeito) a 10 (muito satisfeito), o nível de contentamento com a resolução das reclamações é negativo (4,7%). Por oposição, é nos serviços de telemóvel que se verifica o menor número de queixas (3,6%). Erros de facturação (27%) e tarifários (21%) são os motivos. A taxa de reclamação no telefone fixo é de 6,7% e tem a ver com: avaria do equipamento (31%), falhas na rede (23%) e erros de facturação (22%). No serviço de TV cabo (taxa de reclamação: 6,4%), as queixas só têm duas razões: avaria (48%) e interrupção do sinal (42%).

O que está a dar

iPhone afirma um estilo de vida

Ter um Swatch não é sinónimo de ter um relógio. Quem pensa o contrário é porque não percebeu o conceito. Ter um iPhone também não é (só) ter um telemóvel. É a afirmação de um certo estilo de vida, tal como sucede com o leitor de Mp3 mais famoso: o iPod, outro produto da Apple. Em apenas 133 gramas, "condensa-se" iPod, internet e email, GPS, ecrã Multitouch, bluetooth 2.1+EDR, vídeo, MMS e câmara de 3 megapixéis.

Sistema operativo que é de todos nós
O sistema operativo Android, criado inicialmente pela Google, permite que qualquer um possa desenvolver aplicações e colocá-las ao serviço de outros. Trata-se do conceito "open source" presente no Linux. É um sistema que permite, por exemplo, desenvolver soluções multimédia para telemóveis. O HTC Magic da TMN já tem o sistema.

Blackberry foi pioneiro
Quando a Apple lançou o iPhone 3G na sua principal loja de Londres, estavam na fila vários homens de fato e gravata. O "Financial Times" quis saber o motivo que os levou ali. Um mostrou o seu BlackBerry da RIM e disse: "Porque este é muito feio". O Blackberry foi o pioneiro do "telemóvel total" (2002). Um aparelho visto nas mãos de ministros, presidentes e altos funcionários de vários países.
JOSÉ MIGUEL GASPAR
in “JN”, 12 de Agosto de 2009
Publicado por: Jorge Frota

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

UE/Internet: Portugueses são dos que menos utilizam mas o país está bem coberto - Comissão Europeia

Bruxelas, 04 Ago (Lusa) - Os portugueses estão entre os europeus que menos utilizam a Internet apesar de o país estar bem coberto e oferecer possibilidades de ligação acima da média europeia, revela um estudo da Comissão Europeia divulgado hoje em Bruxelas.

O relatório de 2009 da Comissão Europeia sobre a competitividade digital mostra que o sector digital europeu fez "fortes progressos" desde 2005, com 56 por cento dos europeus a utilizarem regularmente a Internet em 2008.

Em Portugal, apenas 38 por cento utilizam a Internet regularmente (pelo menos uma vez por semana), o que coloca o país em vigésimo segundo lugar entre os 27 Estados-membros.

In “Lusa”, 04 de Agosto de 2009

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Publicidade: A epidemia do marketing na Internet

O marketing viral já contagiou o mundo da publicidade e cada vez mais as marcas optam por esta estratégia. 

À semelhança de uma epidemia, o marketing na Internet tem crescido ao ponto de se denominar "viral". A Leo Burnett Lisboa, vencedora de 13 Leões em Cannes, em parceria com a ARC WW criaram o ‘Plug-In', uma aplicação para páginas de Internet, que substituía a palavra "crise" por "oportunidade". Em apenas cinco dias, o ‘site' teve mais de 200 mil visitas de 100 países diferentes, que decidiram erradicar a crise do seu vocabulário.

Caracteriza-se pela comunicação “Word of Mouth”, isto é, “boca-a-boca”. Os vídeos são disponibilizados e divulgados na Internet, através de páginas, blogues, redes sociais, e a partir daí, é provável que se perca o controlo da campanha. Mas onde reside o perigo, vive também a essência desta nova forma de comunicar.

Para André Rabanea, da agência Torke, organizadora dos Croquette Awards, não existe qualquer desvantagem neste tipo de marketing. “Já as vantagens são a criatividade, os baixos custos e a força geradora de “boca-a-boca” gratuito, afirmou.

Segundo Chacho Puebla, director criativo da Leo Nurnett Lisboa, a existência de desvantagens é também questionável.

“A considerar isso uma desvantagem, é que o cliente deixa de ter o controlo. No momento em que se torna viral, a campanha ganha vida própria e nem todos os clientes percebem que isso é um doas factores que torna o viral interessante”.

A Visibel Measures, agência que organiza o “ranking” das campanhas de marketing mais assistidas na Internet, tem esta semana a campanha da água Evian, em primeiro lugar com mais de 13 milhões de “views”, e a comunicação da AirNew Zealand, com a campanha “nada a esconder” com dois milhões. Segundo Matt Cutler, vice-presidente da Visibel Measures, existe uma série de medidas que são fundamentais para que uma campanha viral seja bem sucedida. As campanhas de marketing viral têm uma função institucional, servindo para manter uma marca presente no imaginário do público e não para vender algo directamente. Têm um retorno duradouro, e o objectivo é intrigar e divertir. Para além disso, Cutler acrescenta, “o que determina o sucesso ou o fracasso de uma campanha de marketing viral são os números da audiência que atinge na primeira semana. Vídeos bem sucedidos passam um milhão de “views”, os demais ficam pelo caminho.

Segundo André Rbanea, “por razões de custos e resultados, na maioria das vezes o que vale é a ideia e o jeito de espalhar a mensagem, mais do que qualquer investimento em produção”.

Rebeca Venâncio
“Diário Económico”, 24.Jul.09

Portugal: Lavagem de dinheiro pela Internet agrava-se desde o início do ano

As burlas envolvendo contas bancárias e concretizadas através da Internet estão a crescer exponencialmente em Portugal, avança hoje o Diário Económico

Desde o início do ano, perderam-se 1,8 milhões de euros, só em Lisboa

Não interessa o montante. O que importa é angariar mais e mais dinheiro, conforme revelou ao Diário Económico o inspector-chefe da Polícia Judiciária, Rogério Bravo.

De acordo com o inspector, a lavagem de dinheiro através da Internet tem vindo a registar um crescimento significativo. Os dados revelados ao jornal dão conta da perda de 1,8 milhões de euros por esta via desde o início do ano, só em Lisboa, o que representa um aumento de 20 por cento face ao mesmo período do ano anterior.

Evitar cair num ataque de phishing, método tradicionalmente usado para usurpar dados bancários, passa por algumas acções de segurança básica.

Eis algumas medidas a ter em conta: não aceder a e-mails que surjam numa janela pop-up, onde são solicitadas informações financeiras; ter em conta que as entidades bancárias nunca pedem dados por e-mail e nunca enviar informações pessoais ou de contas por correio electrónico.

In “Sol”, 04.Ago.09

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Comércio Electrónico: Bens alimentares ganham espaço e adeptos

Compras na Internet substituem cada vez mais as idas aos supermercados - 02.07.09

O que pretendem os europeus adquirir nos próximos 12 meses através da Internet, foi uma das questões analisadas através do Barómetro Europeu, lançado pelo Observador Cetelem, onde se conclui que as intenções de compra alimentar na Internet estão também em alta. É caso para afirmar que este modo de consumo se encontra em pleno “boom”.

Se as intenções de compra na Internet de produtos culturais se mantêm estáveis, apenas as intenções de cibercompra no sector alimentar progridem. Os campeões europeus na matéria continuam a ser, incontestavelmente, os britânicos. Cerca de um em cada três ingleses efectua compras electrónicas, sinal de maturidade deste modo de consumo no país. No entanto as progressões são particularmente significativas na Península Ibérica com Espanha e Portugal a apresentar fortes progressões. 29% dos espanhóis e 13% dos portugueses afirmam que tencionam fazer as suas compras alimentares através da Internet. 
Actualmente é possível adquirir quase tudo a partir de casa graças à Internet. Apesar de alguns produtos, como é o caso do lazer/viagens e produtos culturais continuarem a ser os produtos mais procurados e adquiridos através da Internet, a nível europeu, os serviços de compra electrónica alimentar têm vindo a desenvolver-se rapidamente. O aumento da aquisição de equipamentos informáticos, por parte do consumidor, e a proliferação do acesso à Internet tem também levado a que os agentes da Grande Distribuição passem a disponibilizar os seus serviços através do ciberespaço. 
Apesar de se encontrar em crescimento a nível mundial, na Europa Ocidental o comércio electrónico é o canal que mais reúne adeptos, seguindo-se a Europa Central e Rússia que revelam para 2009 elevadas intenções de compra de produtos alimentares através da Internet. É caso para afirmar que este modo de consumo se encontra em pleno “boom”.
Globalmente, a evolução constatada para as compras alimentares não se repete nas outras rubricas de consumo. As rubricas lazer/viagens e produtos culturais são estrelas das vendas na Net que, no entanto, se apresentam este ano em regressão e estabilizada, respectivamente. As vantagens da Internet são cada vez mais reconhecidas pelo consumidor, que pode escolher calmamente as suas compras, tendo constante conhecimento do valor que vai gastar, à medida que enche o seu carrinho virtual. O ganho de tempo e a gestão do valor das compras, que a Internet possibilita aos euroconsumidores vai sendo cada vez mais valorizado.

In “Vida Económica”, 17.Jul.09

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Consumidores portugueses estão entre os que pagam a Internet mais cara na Europa

inPúblico” - 17.07.2009
por: Ana Brito

Estudo da Autoridade da Concorrência conclui que preços das chamadas de telemóvel praticados em Portugal também estão entre os mais dispendiosos da União Europeia a 15

Os portugueses continuam a estar entre os consumidores da União Europeia a 15 que pagam tarifas mais elevadas de Internet de banda larga. Para as velocidades de download mais utilizadas em Portugal, o desvio face aos preços praticados nos restantes Estados-membros é superior a 20 por cento. As conclusões são de um estudo que a Autoridade da Concorrência (AdC) vai hoje apresentar.
A análise sobre o mercado de comunicações electrónicas refere-se a 2008 e compara os preços praticados em Portugal nos serviços telefónico fixo, móvel e Internet de banda larga com os da UE15. E é na Internet que Portugal fica pior na fotografia, conclui o estudo a que o PÚBLICO teve acesso.
Com efeito, em todas as velocidades de download analisadas pela AdC, os preços mensais em Portugal eram superiores à média europeia. No caso das velocidades de 2 a 4 mbps (megabits por segundo) e 4 a 8 mbps, que o regulador aponta como as mais comuns em Portugal, os desvios dos preços mais baratos praticados em Portugal face aos preços mais baratos praticados nos países da UE15 eram de 22 e 25 por cento, respectivamente.
A AdC também compara Portugal com uma selecção de países - Grécia, Itália, Luxemburgo e Países Baixos -, "de forma a reflectir os preços mensais mais reduzidos de acesso" na UE15 para as velocidades de 2 a 4 mbps.
Aqui, o preço mais baixo praticado em Portugal era de 36,76 euros, figurando como a "mais elevada" das ofertas, e comparando, por exemplo, com os 21,55 euros da Grécia (a segunda oferta mais cara). Nos 4 a 8 mbps, o preço português, 37,91 euros, apresentava-se como o segundo mais caro, ultrapassado pelos 39,95 euros cobrados nos Países Baixos, mas muito acima dos 14,69 euros praticados no Reino Unido.
A entidade presidida por Manuel Sebastião também destaca a reduzida penetração da banda larga fixa em Portugal, considerando que em Janeiro de 2009 o país "possuía uma das taxas de penetração de banda larga fixa mais reduzidas", de 16,5 por cento, superior apenas à da Grécia e 38 por cento abaixo da média da UE15. Ainda assim, a AdC nota que "o atraso poderá, no entanto, ser compensado pelas elevadas taxas de crescimento" da banda larga móvel, que em Janeiro de 2009 apresentava uma taxa de penetração de 12,1 por cento
Móvel mais caro
No que se refere às comunicações móveis, o estudo debruça-se sobre os preços dos planos pré-pagos (recarregamentos) e pós-pagos (assinaturas). Nestes últimos, que representam menos de um terço dos subscritores, conclui que "os preços em Portugal eram dos mais elevados" para os vários perfis de utilização, situando-se geralmente acima da média da UE15.
Na análise aos pré-pagos (78 por cento de utilizadores), o estudo da AdC limita-se à comparação entre tarifas on-net, ou seja, aquelas entre números da mesma rede. Mas são precisamente as chamadas para outras redes (off-net) que mais oneram os consumidores.
Por outro lado, a AdC frisa que nos preços de terminação (aqueles que um operador paga a outro quando termina uma chamada na sua rede e que por isso se reflectem no preço final cobrado ao consumidor) Portugal "passou a apresentar preços (...) alinhados ou abaixo da média dos preços dos restantes Estados-membros da UE15". No entanto, e uma vez que apenas são comparados preços on-net, fica por concluir se os operadores de telecomunicações estão a reflectir nos consumidores a descida dos preços de terminação nas chamadas off-net. Já nos telefonemas dentro da rede, os preços pré-pagos em Portugal eram inferiores em 34 por cento à média europeia, nota o estudo.

Publicado por: Jorge Frota

terça-feira, 7 de julho de 2009

UE aprova redução de preços de "roaming", SMS e Net

inDiário As Beiras” - 13.6.2009

Os ministros da União Europeia aprovaram hoje no Luxemburgo o novo regulamento com vista à redução, já a partir de 01 de Julho, dos preços das chamadas de telemóvel, mensagens escritas (SMS) e de utilização de Internet no estrangeiro.
Numa reunião de ministros do Emprego, Política Social, Saúde e Consumidores, os 27 adoptaram formalmente a nova legislação sobre a fixação de limites máximos para as tarifas das chamadas, mensagens e dados em roaming, já aprovada pelo Parlamento Europeu em Abril.
A nova legislação, que visa "proteger os consumidores e evitar facturas exorbitantes", prorroga na prática a aplicação do regulamento de 2007 relativo ao roaming no que se refere às chamadas de voz e alarga o seu âmbito de aplicação de modo a incluir as mensagens escritas (SMS) e os serviços de dados em roaming.
Deste modo, a partir de 1 de Julho próximo, o valor retalhista (excluindo IVA) da "eurotarifa SMS" que um prestador doméstico pode cobrar aos clientes por uma mensagem em roaming não poderá exceder 11 cêntimos, quando actualmente, as tarifas são, em média, de 28 cêntimos, chegando aos 80 cêntimos nalguns países.
Quanto aos serviços de dados, o preço-limite grossista será, a partir de 01 de Julho, de 1 euro por megabyte, descendo para 0,80 euros por megabyte a partir de Julho de 2010 e para 0,50 euros por megabyte a partir de Julho de 2011.
A nova legislação prevê igualmente que, a partir de 1 de Julho de 2010, os viajantes não tenham que pagar qualquer montante pelas mensagens de voz recebidas em "roaming".
De acordo com o novo regulamento, para "evitar más surpresas nas facturas", os operadores móveis serão ainda obrigados, a partir de 1 de Março de 2010, a oferecer aos seus clientes de "roaming", a título gratuito, a possibilidade de especificarem antecipadamente um limite máximo para as despesas a efectuar com os serviços de dados, devendo informá-los quando for atingido 80% do respectivo limite.
Publicado por: Jorge Frota

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Crianças pequenas acedem cada vez mais à internet e sem acompanhamento

inTSF Rádio Notícias” - 3.7.2009

Portugal é um dos poucos países europeus em que os mais novos acedem mais à Internet do que os pais, dado que, segundo a coordenadora nacional do projecto europeu "EU Kids Online", revela uma necessidade urgente de formação tecnológica parental. O número de crianças e jovens portugueses que utilizam a Internet continua a crescer, em idades cada vez mais baixas, acentuando a diferença em relação aos pais utilizadores, revela o relatório do "EU Kids onLine", que vai ser apresentado esta sexta-feira em Lisboa. Segundo Cristina Ponte, professora na Universidade Nova de Lisboa e coordenadora da equipa nacional do projecto "EU Kids Online", umas das consequências perigosas desta clivagem é o facto de os pais portugueses estarem a retardar a consciencialização das crianças para os riscos na Internet. «Os pais não falam dos perigos às crianças mais novas, mas na verdade se elas tiverem informação adequada serão mais cautelosas», afirmou a coordenadora à agência Lusa. O "EU Kids Online" vai assinalar o fim da primeira fase do projecto com a realização de uma conferência sexta-feira em Lisboa para apresentação das conclusões finais do projecto financiado pelo Programa "Safer Internet Plus" da Comissão Europeia. Estas conclusões alertam para a urgência de acções de sensibilização em Portugal, dada a adopção recente e rápida da Internet e o facto de ser um dos poucos países, a par da Hungria, Malta, Polónia e Roménia, onde o uso da Internet por crianças e jovens ultrapassa o dos pais. As crianças portuguesas utilizadoras da Internet ascendem já aos 68 por cento, apenas 32 por cento dos pais são utilizadores frequentes da Internet, longe dos 54 por cento da média europeia. Um terço dos pais é utilizador ocasional da Internet e outro terço não utiliza de todo, situação que estará relacionada com o atraso educacional que o País ainda regista, sublinha Cristina Ponte. Em função deste cenário, a investigadora defende a a necessidade de as políticas públicas de inclusão digital considerarem os pais e de se desenvolverem acções diversificadas de sensibilização para acessos seguros à Internet e a meios digitais, tirando partido das suas potencialidades. Para além da atenção às famílias, estas acções poderiam também incluir a formação de jovens formadores, contando com a sua participação como parceiros na promoção de comportamentos de segurança junto dos mais novos e suas famílias. Os riscos online incluem a exposição a conteúdo desadequado, como pornografia, contactos indesejados, como assédio sexual, e conduta desadequada pelas próprias crianças, incluindo "bullying" (violência física e psicológica reiterada).

Publicado por: Jorge Frota